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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desafios atuais e antigas sutilezas nas práticas da psicologia social comunitária]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The text briefly will address the history of psychology in the countries of Latin America and highlights the greater visibility of community psychology practices in recent years. This is because in recent years neoliberal governments included in their public policy agendas the participation of professionals committed to the community programs. The article also presents the main fundamentals that are important guides to carry out community practices. These foundations rest on contributions from Ignacio Martin-Baró, Silvia Lane and philosophy of Paulo Freire. These include the processes of awareness and participation and the recovery of the historical memory of groups and communities. It made a criticism of the fact that the work be considered unprecedented mainly because of surface features, while its paradigms remain the same. Performs a comparison of community social psychology at its inception and today and that the analysis uses the dimensions of community intervention and how it materializes in the practice of community work. Continuing, it is a discussion of the different types of participation that take place today, and also about the widespread and surface use of important concepts for the community field. It ends with a discussion of the possibility of change of the principles and commitment of community social psychology.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p class="msonormal" style="margin-left: 5.19cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 131%;" align="right"> <font face="Verdana, sans-serif"><font size="4"><b>Desafios atuais e antigas sutilezas nas pr&aacute;ticas da psicologia social comunit&aacute;ria</b></font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;" align="right">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-left: 2.19cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 130%;" align="right" lang="en-US"> <font face="Verdana, sans-serif"><font size="3"><b>Current challenges and subtleties ancient in the practices of community social psychology</b></font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;" align="right">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;" align="right"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Maria de Fatima Quintal</font></font></p>         <p class="msonormal" style="margin-left: 9.03cm; margin-bottom: 0cm;" align="right"> <font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Autor referente: <a href="mailto:fquintal@terra.com.br">fquintal@terra.com.br</a></font></font></p>         <p class="msonormal" style="margin-left: 8.71cm; margin-bottom: 0cm;" align="right"> <font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Universidade Federal do Paran&aacute; (Brasil)</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;" align="right">&nbsp;</p>         <p class="msonormal" style="margin-left: 12.49cm; margin-bottom: 0cm;" align="right">&nbsp;<font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><b>Historia editorial</b></font></font></p>         <p class="msonormal" style="margin-left: 12.66cm; margin-bottom: 0cm;" align="right"> <font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Recibido: 01/06/2015</font></font></p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p class="msonormal" style="margin-left: 12.59cm; margin-bottom: 0cm;" align="right"> <font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Aceptado: 27/05/2016</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;" align="right">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><b>RESUMO</b></font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 105%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">O texto abordar&aacute; brevemente a hist&oacute;ria da psicologia nos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina e destaca a maior visibilidade das praticas da psicologia em comunidade. Isso acontece porque nos &uacute;ltimos anos os governos neoliberais inclu&iacute;ram em suas agendas de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas a participa&ccedil;&atilde;o de profissionais comprometidos com os programas comunit&aacute;rios. S&atilde;o apresentados tamb&eacute;m os fundamentos principais que s&atilde;o guias importantes para a realiza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas em comunidade. Esses fundamentos ap&oacute;iam -se em aportes de Ignacio Martin-Bar&oacute;, Silvia Lane e da filosofia de Paulo Freire. Entre eles est&atilde;o os processos de conscientiza&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o, e a recupera&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria hist&oacute;rica dos grupos e comunidades. &Eacute; feita uma cr&iacute;tica ao fato do trabalho ser considerado in&eacute;dito por causa principalmente de aspectos superficiais, enquanto que os seus paradigmas permanecem os mesmos. Realiza-se uma compara&ccedil;&atilde;o da psicologia social comunit&aacute;ria em seu in&iacute;cio e na atualidade, e para isso a an&aacute;lise utiliza as dimens&otilde;es da interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria e como isso se materializa na pr&aacute;tica dos trabalhos em comunidade. Em continuidade, faz-se uma discuss&atilde;o sobre os tipos diferenciados da participa&ccedil;&atilde;o que acontecem na atualidade, e tamb&eacute;m sobre o uso generalizado e superficial de conceitos importantes para o campo comunit&aacute;rio. Finaliza-se com uma discuss&atilde;o sobre a possibilidade de mudan&ccedil;a dos princ&iacute;pios e compromisso da psicologia social comunit&aacute;ria.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; page-break-before: always;"> &nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 116%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i><b>Palavras-chave: </b></i>Psicologia social comunit&aacute;ria, Pr&aacute;ticas em comunidade, Interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;" lang="en-US"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><b>ABSTRACT</b></font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 105%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span lang="en-US">The text briefly will address the history of psychology in the countries of Latin America and highlights the greater visibility of community psychology practices in recent years. This is because in recent years neoliberal governments included in their public policy agendas the participation of professionals committed to the community programs. The article also presents the main fundamentals that are important guides to carry out community practices. These foundations rest on contributions from Ignacio Martin-Bar&oacute;, Silvia Lane and philosophy of Paulo Freire. These include the processes of awareness and participation and the recovery of the historical memory of groups and communities. It made a criticism of the fact that the work be considered unprecedented mainly because of surface features, while its paradigms remain the same. Performs a comparison of community social psychology at its inception and today and that the analysis uses the dimensions of community intervention and how it materializes in the practice of community work. Continuing, it is a discussion of the different types of participation that take place today, and also about the widespread and surface use of important concepts for the community field. It ends with a discussion of the possibility of change of the principles and commitment of community social psychology.</span></font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; page-break-before: always;"> &nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-right: 1.34cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 108%;"> <font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span lang="en-US"><i><b>Keywords: </b></i></span><span lang="en-US">Community social psychology, Community practices, Community intervention.</span></font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 76%;">&nbsp;</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">A discuss&atilde;o sobre a pr&aacute;tica e o compromisso da psicologia, nos variados contextos comunit&aacute;rios tem sido alvo de frequentes produ&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas, nos &uacute;ltimos anos, no continente latinoamericano e, tamb&eacute;m, europeu. Se, de um lado, isto pode revelar um aumento da visibilidade destes trabalhos, tamb&eacute;m pode, de outro, indicar que as pol&iacute;ticas governamentais de a&ccedil;&atilde;o social t&ecirc;m demandado estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios campos profissionais, entre os quais a psicologia ocupa um lugar de destaque devido &agrave; sua trajet&oacute;ria de constru&ccedil;&atilde;o junto &agrave;s din&acirc;micas comunit&aacute;rias. Mesmo ainda podendo&nbsp; ser&nbsp; considerado&nbsp; um&nbsp; campo&nbsp; relativamente&nbsp; jovem,&nbsp; a&nbsp; psicologia&nbsp; (social) comunit&aacute;ria enfrenta, paradoxalmente, desafios na realiza&ccedil;&atilde;o de seus trabalhos, no mundo contempor&acirc;neo. Tendo em parte a preocupa&ccedil;&atilde;o de desvendar e compreender, de modo anal&iacute;tico, tais desafios e poss&iacute;veis armadilhas, &eacute; que o presente artigo intenta desenvolver uma discuss&atilde;o em torno de seis eixos.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">No primeiro, relativo a considera&ccedil;&otilde;es sobre as propostas neoliberais dos governos atuais e implica&ccedil;&otilde;es para a psicologia comunit&aacute;ria, faz-se uma breve contextualiza&ccedil;&atilde;o do in&iacute;cio e constru&ccedil;&atilde;o da psicologia em suas pr&aacute;ticas comunit&aacute;rias, no Brasil, que se afirmaram por ser distintas das alian&ccedil;as com as elites dominantes, que se constitu&iacute;ram nas bases ideol&oacute;gicas para a forma&ccedil;&atilde;o nas universidades brasileiras. O clima de insatisfa&ccedil;&atilde;o, acirrado pelas condi&ccedil;&otilde;es de explora&ccedil;&atilde;o e injusti&ccedil;a em que a sociedade brasileira vivia, contribuiu para o avan&ccedil;o de algumas pr&aacute;ticas comunit&aacute;rias, mesmo que opostas ao <i>status quo</i> vigente e, nesse sentido, s&atilde;o analisadas algumas das suas caracter&iacute;sticas de resist&ecirc;ncia e oposi&ccedil;&atilde;o aos paradigmas dominantes. O fato da categoria comunidade ser colocada como central &ndash; mesmo que mais na realiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhos e ainda pouco na produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento &ndash; chama a aten&ccedil;&atilde;o por ser uma marca distintiva no continente latinoamericano. Embora isto por si s&oacute; n&atilde;o leve &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o social, sugere uma an&aacute;lise sobre o compromisso existente no sentido desses trabalhos comunit&aacute;rios estarem pautados numa educa&ccedil;&atilde;o conscientizadora, em oposi&ccedil;&atilde;o a uma educa&ccedil;&atilde;o banc&aacute;ria, de acordo com a filosofia de Paulo Freire. Desta forma, uma das metas dessas pr&aacute;ticas &eacute;, tamb&eacute;m, compreender os v&aacute;rios processos de naturaliza&ccedil;&atilde;o da vida cotidiana que podem, muitas vezes, neutralizar e desestabilizar as formas de a&ccedil;&atilde;o da comunidade.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Para dar continuidade a essa cr&iacute;tica, faz-se, no segundo eixo, uma apresenta&ccedil;&atilde;o dos fundamentos epistemol&oacute;gicos e ontol&oacute;gicos que guiam a pr&aacute;tica da psicologia (social) comunit&aacute;ria, apontando-se para uma an&aacute;lise sobre o papel do psic&oacute;logo social comunit&aacute;rio quanto &agrave;s alian&ccedil;as e compromissos que s&atilde;o gerados por sua pr&aacute;tica. O texto traz, ainda, para esta reflex&atilde;o os princ&iacute;pios e fundamentos colocados por dois psic&oacute;logos latinoamericanos &ndash; Ign&aacute;cio Mart&iacute;n-Bar&oacute; e S&iacute;lvia Lane &ndash; e cujos paradigmas t&ecirc;m orientado os trabalhos comunit&aacute;rios que est&atilde;o comprometidos com as transforma&ccedil;&otilde;es na dire&ccedil;&atilde;o de uma vida e sociedade mais justas e dignas, constituindo-se, assim, em parte da refer&ecirc;ncia para a constru&ccedil;&atilde;o de uma psicologia social</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">comunit&aacute;ria latinoamericana. Na terceira se&ccedil;&atilde;o, sobre a amplia&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas em comunidade, faz-se uma an&aacute;lise sobre os meandros existentes entre o fazer psicossocial e os compromissos propugnados. Buscou-se debater as coer&ecirc;ncias e incoer&ecirc;ncias dos programas sociais oficiais e p&uacute;blicos e as a&ccedil;&otilde;es que foram implementadas nos mesmos.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Em seguimento, no quarto eixo, emerge uma reflex&atilde;o importante a respeito do fato de se, hoje, a psicologia social comunit&aacute;ria estaria, em termos epistemol&oacute;gicos e ontol&oacute;gicos, igual ou diferente &agrave;quilo que foi no in&iacute;cio de sua trajet&oacute;ria. Para isso, identificam-se aspectos relativos &agrave; pr&aacute;tica em comunidade, e como eles poderiam ser percebidos na rela&ccedil;&atilde;o com os diferentes atores e contextos envolvidos. Decorrem, assim, algumas coloca&ccedil;&otilde;es a respeito do processo de forma&ccedil;&atilde;o para atuar em comunidade. S&atilde;o indicados aspectos considerados necess&aacute;rios a uma forma&ccedil;&atilde;o s&oacute;lida nesse campo, que seja coerente a esses princ&iacute;pios e que consiga garantir a centralidade das dimens&otilde;es psicossociais da vida cotidiana nas pr&aacute;ticas desenvolvidas.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">No quinto eixo, faz-se uma reflex&atilde;o sobre a realiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhos em comunidade, ao lado das exig&ecirc;ncias pr&oacute;prias dos cursos de forma&ccedil;&atilde;o, que colocam desafios &agrave;s suas metas, em termos de &lsquo;o qu&ecirc;&rsquo; e &lsquo;como fazer&rsquo; tais trabalhos, de modo a garantir e fortalecer a participa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o em todos os momentos dessas pr&aacute;ticas. O artigo exp&otilde;e, ainda, v&aacute;rias sutilezas, do ponto de vista psicossocial, que criam armadilhas na rela&ccedil;&atilde;o entre pr&aacute;tica pretendida e impactos produzidos na din&acirc;mica comunit&aacute;ria. Algumas armadilhas s&atilde;o identificadas como os in&uacute;meros apelos atuais ao voluntariado como uma forma de resolu&ccedil;&atilde;o social, os diferentes n&iacute;veis de participa&ccedil;&atilde;o real da popula&ccedil;&atilde;o, ao lado da velocidade de informa&ccedil;&otilde;es com vistas a uma atualiza&ccedil;&atilde;o sobre os acontecimentos sociais, embora um n&atilde;o substitua o outro, e as maneiras capitalistas e organizacionais de mobiliza&ccedil;&atilde;o e profissionaliza&ccedil;&atilde;o das lideran&ccedil;as, desvinculadas da politiza&ccedil;&atilde;o da consci&ecirc;ncia. Para uma reflex&atilde;o sobre o fazer psicossocial em comunidade, apresentam-se, ao final do texto, implica&ccedil;&otilde;es sobre as armadilhas que</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">podem confundir a an&aacute;lise sobre o que &eacute;, de fato, uma pr&aacute;tica de transforma&ccedil;&atilde;o ou de manuten&ccedil;&atilde;o no contexto e din&acirc;mica comunit&aacute;rias.</font></font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Antes de se prosseguir na exposi&ccedil;&atilde;o relativa a esses seis eixos, faz-se aqui um esclarecimento a respeito do uso da express&atilde;o psicologia comunit&aacute;ria. A forma que aparecer&aacute; ao longo do texto ser&aacute; psicologia (social) comunit&aacute;ria, em que a palavra social aparece entre par&ecirc;nteses para indicar que h&aacute; uma diferen&ccedil;a importante entre psicologia comunit&aacute;ria e psicologia social comunit&aacute;ria, embora alguns autores possam considerar isso superficial pelo fato de ambas se referirem &agrave; pr&aacute;tica e &agrave; forma de interven&ccedil;&atilde;o nos contextos comunit&aacute;rios. Estas diferen&ccedil;as apoiam-se em dimens&otilde;es relativas &agrave; hist&oacute;ria pol&iacute;tico-ideologica de constru&ccedil;&atilde;o destas pr&aacute;ticas no continente latinoamericano, assim como a bases ontol&oacute;gicas distintas das dos pa&iacute;ses acima da linha do Equador. A psicologia social comunit&aacute;ria &ndash; gestada na hist&oacute;ria de luta dos povos latinoamericanos</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;">&ndash; <font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">surge com um forte componente de compromisso pol&iacute;tico-social com os setores e grupos exclu&iacute;dos, oprimidos e em situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade s&oacute;cio-econ&ocirc;mica, buscando uma transforma&ccedil;&atilde;o dessas condi&ccedil;&otilde;es. A psicologia comunit&aacute;ria, embora tamb&eacute;m busque mudan&ccedil;as e melhorias para as pessoas, a forma de compreender e explicar os fen&ocirc;menos psicossociais em comunidade assenta-se em uma vis&atilde;o harm&ocirc;nica e assistencialista.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><b>Psicologia (social) comunit&aacute;ria e as agendas neoliberais</b></font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Em v&aacute;rios pa&iacute;ses latinoamericanos a psicologia surgiu, oficialmente, como carreira profissional, h&aacute; pelo menos quarenta anos, entre as d&eacute;cadas de 50 e 60 do s&eacute;culo XX. No Brasil, a Psicologia foi regulamentada e se separou da medicina, filosofia e educa&ccedil;&atilde;o, adquirindo um <i>status</i> de profiss&atilde;o a 27 de agosto de 1962, atrav&eacute;s da Lei No. 4.119, assinada pela presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica (<a name="Amendola_2014"></a><a href="#AmendolaR">Amendola, 2014</a>, <a name="Bock_2003"></a><a href="#Bock03R">Bock, 2003</a>, <a name="Bock_2010"></a><a href="#Bock10R">2010</a>, <a name="Da_Silva_Baptista_2010"></a><a href="#Da_SilvaR">Da Silva Baptista, 2010</a>, <a name="Silva_y_Yamamoto_2013"></a><a href="#SilvaR">Silva y Yamamoto, 2013</a>). No ano seguinte, em algumas das grandes capitais do pa&iacute;s, iniciaram-se oficialmente os primeiros cursos de gradua&ccedil;&atilde;o,</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">que se estruturaram para garantir a &lsquo;concess&atilde;o, ao portador do diploma de psic&oacute;logo, a exclusividade no uso de m&eacute;todos e t&eacute;cnicas psicol&oacute;gicas&rsquo;, que deveriam ter como finalidade o &lsquo;diagn&oacute;stico psicol&oacute;gico, orienta&ccedil;&atilde;o e sele&ccedil;&atilde;o profissional, orienta&ccedil;&atilde;o psicopedag&oacute;gica e <i>solu&ccedil;&atilde;o de problemas de ajustamento</i>&rsquo; (<a href="#AmendolaR">Amendola, 2014, p. 974</a>) (<i>grifos nossos).</i> Neste per&iacute;odo, a psicologia institucionalizou-se dentro do clima pol&iacute;tico de instaura&ccedil;&atilde;o da ditadura civil-militar no Brasil, o que produziu uma &lsquo;forte influ&ecirc;ncia nas demandas endere&ccedil;adas &agrave; rec&eacute;m-oficializada profiss&atilde;o dos psic&oacute;logos&rsquo; (<a href="#AmendolaR">Amendola, 2014, p. 974</a>). Entretanto, mesmo sob a press&atilde;o dessas influ&ecirc;ncias &ndash; clima pol&iacute;tico ditatorial, apoio de uma clientela elitizada e apelo ao uso de instrumentais tecnicistas que atendessem &agrave;s expectativas de adequar e normatizar as condutas &lsquo;desajustadas&rsquo;</font></font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;">&ndash; <font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">poder-se-ia dizer que j&aacute; nascia, ali, uma insatisfa&ccedil;&atilde;o que aumentaria, nos anos seguintes (<a href="#Bock03R">Bock, 2003</a>, <a href="#Bock10R">2010</a>). Tal insatisfa&ccedil;&atilde;o situou-se em diversos aspectos: no fato da psicologia ser pouco conhecida e reconhecida pela maioria da popula&ccedil;&atilde;o, na inexistente participa&ccedil;&atilde;o dos psic&oacute;logos na cria&ccedil;&atilde;o do projeto de lei que regulamentou a profiss&atilde;o, e no papel esperado de que o profissional fosse um t&eacute;cnico da normaliza&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o profissionalizante-disciplinar.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Ao longo da sua hist&oacute;ria de constru&ccedil;&atilde;o, a psicologia foi presenciando a emerg&ecirc;ncia de novos campos de a&ccedil;&atilde;o que foram vistos, no seu in&iacute;cio, como espa&ccedil;os de atua&ccedil;&atilde;o profissional pouco plaus&iacute;veis e, talvez at&eacute;, estranhos se comparados ao prescrito nos paradigmas tradicionais. Isto aconteceu com &aacute;reas, hoje consolidadas, tendo-se como alguns exemplos as da psicologia da sa&uacute;de, das rela&ccedil;&otilde;es do trabalho, da psicologia forense, da psicologia do esporte, da psicologia do lazer, e psicologia comunit&aacute;ria. Na trajet&oacute;ria de crescimento da psicologia, n&atilde;o houve apenas a emerg&ecirc;ncia de novos campos, mas tamb&eacute;m pode-se dizer que, hoje, j&aacute; aconteceram outras mudan&ccedil;as, como aquelas que se expressam na &lsquo;amplia&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas tradicionais <i><b>com</b></i> <i>(apresentando)</i> <i>reorienta&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas</i>&rsquo; (<a href="#SilvaR">Silva Y Yamamoto, 2013, p. 825</a>) <i>(grifos nossos)</i>.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Essa caracter&iacute;stica de forte insatisfa&ccedil;&atilde;o com a ideologia de manuten&ccedil;&atilde;o do <i>status quo</i>, tamb&eacute;m esteve presente na psicologia (social) comunit&aacute;ria que, na maioria dos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, nasceu tendo uma marca de oposi&ccedil;&atilde;o e resist&ecirc;ncia aos governos da ditadura civil-militar, e &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de press&atilde;o e explora&ccedil;&atilde;o em que viviam e, infelizmente ainda vivem, as pessoas (<a name="De_Freitas_2008"></a><a href="#De_Freitas08R">De Freitas, 2008</a>, <a name="Flores_OsOrio_2011"></a><a href="#Flores_OsOrio11R">Flores Osorio, 2011</a>, <a name="Montero_1994a"></a><a href="#Montero94aR">Montero, 1994a</a>). Mesmo assim, no in&iacute;cio dos cursos, o desenvolvimento de trabalhos com cariz comunit&aacute;rio, implicados com a organiza&ccedil;&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o populares, n&atilde;o era reconhecido e esses trabalhos n&atilde;o eram considerados como sendo pr&aacute;ticas psicol&oacute;gicas cient&iacute;ficas, pelo fato de se distanciarem das formas tradicionais de fazer psicologia. Entretanto, mesmo em minoria dentro da universidade, essas pr&aacute;ticas contribu&iacute;ram para o fortalecimento da &aacute;rea da psicologia (social) comunit&aacute;ria (<a name="De_Freitas_2003"></a><a href="#De_Freitas03R">De Freitas, 2003</a>, <a name="De_Freitas2011"></a><a href="#De_Freitas11R">2011</a>, <a href="#Flores_OsOrio11R">Flores Osorio, 2011</a>, <a href="#Flores_OsOrio14aR">2014a</a>), que, de maneira incipiente, passou a ser considerada como uma experi&ecirc;ncia e atua&ccedil;&atilde;o necess&aacute;rias para aproximar os psic&oacute;logos da popula&ccedil;&atilde;o, agora dentro de um paradigma n&atilde;o mais individualista e psicologizante. Este foi o per&iacute;odo, dentro dos cursos de forma&ccedil;&atilde;o em psicologia, denominado por <a name="Montero_1994b"></a><a href="#Montero94bR">Montero (1994b)</a> de conviv&ecirc;ncia de novos e velhos paradigmas, de tal modo que no campo das pr&aacute;ticas psicol&oacute;gicas em comunidade tornou-se poss&iacute;vel construir uma</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-left: 0.99cm; margin-right: 0.99cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"> <font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">...subdisciplina cient&iacute;fica que ha generado una pr&aacute;ctica transformadora, algunos m&eacute;todos nuevos y que hoy comienza ya a presentar explicaciones te&oacute;ricas producto de la reflexi&oacute;n e investigaci&oacute;n realizadas en su pr&oacute;prio campo y no ya de adaptaciones provenientes de las &aacute;reas afines. Y por responder a reales demandas sociales, tanto en muchos pa&iacute;ses de Am&eacute;rica Latina como en Estados Unidos, se h&aacute; constitu&iacute;do como una rama de la psicologia por derecho pr&oacute;prio, generando su propia validez social y acad&ecirc;mica, creando un puente que une a las Am&eacute;ricas en el intento de generar sociedades m&aacute;s fuertes, en las cuales la psicologia d&eacute; un aporte significativo para su construcci&oacute;n (<a href="#Montero94bR">Montero, 1994b, p. 38-39</a>).</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">A partir de meados dos anos 1980 e,mais fortemente da d&eacute;cada de 1990, as chamadas pol&iacute;ticas sociais, pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e pol&iacute;ticas afirmativas, passaram a demandar programas comunit&aacute;rios voltados para o atendimento das diferentes necessidades da popula&ccedil;&atilde;o. Isto estampou a possibilidade de amplia&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica da psicologia para novos contextos e cen&aacute;rios, o que se revelou, no inicio do novo mil&ecirc;nio, no crescimento do mercado de trabalho, no inicio do novo mil&ecirc;nio, atrav&eacute;s da entrada do psic&oacute;logo nos setores da sa&uacute;de, assist&ecirc;ncia social e planejamento urbano-comunit&aacute;rio, entre outros.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">&Eacute; neste contexto, que a experi&ecirc;ncia dos anos de atua&ccedil;&atilde;o da psicologia, em din&acirc;micas comunit&aacute;rias mesmo que com um <i>status</i> ainda considerado secund&aacute;rio dentro das universidades, teve algum peso e import&acirc;ncia. Isto colaborou para que esta psicologia tivesse um diferencial positivo ligado &agrave; sua experi&ecirc;ncia, constru&iacute;da ao longo dessas d&eacute;cadas de 60, 70, 80 e 90, e que contribuiu para que ela fosse chamada a se incorporar ao campo das pol&iacute;ticas sociais. Esta amplia&ccedil;&atilde;o das fronteiras profissionais da psicologia, em que ela passou a se enfileirar ao lado de outras profiss&otilde;es e em novos espa&ccedil;os, produziu tamb&eacute;m uma &lsquo;nova configura&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o (que) vem instigando o debate sobre a atua&ccedil;&atilde;o e a forma&ccedil;&atilde;o voltada para as pol&iacute;ticas sociais&rsquo; (<a href="#SilvaR">Silva Y Yamamoto, 2013, p. 826</a>). Esta experi&ecirc;ncia foi sendo constru&iacute;da e vivida pela psicologia (social) comunit&aacute;ria nos v&aacute;rios pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, protagonizada por professores(as) e psic&oacute;logos(as) deste campo, a despeito de todas as dificuldades e pouco reconhecimento cientifico que tiveram de enfrentar.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>         <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Quando v&aacute;rios programas de governo, em diferentes pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, passaram a valorizar as a&ccedil;&otilde;es e pol&iacute;ticas sociais dirigidas ao atendimento das necessidades das popula&ccedil;&otilde;es, &eacute; que a psicologia (social) comunit&aacute;ria come&ccedil;ou a ter uma maior visibilidade, o que trouxe reflexos para dentro dos cursos de forma&ccedil;&atilde;o. No Brasil, a meados da d&eacute;cada de 1990, aconteceu uma reformula&ccedil;&atilde;o curricular nacional nos cursos de psicologia (<a name="Bastos_2002"></a><a href="#Bastos02R">Bastos, 2002</a>). Esta reformula&ccedil;&atilde;o gerou uma mudan&ccedil;a ampla na grade das disciplinas ministradas, de tal modo que a psicologia (social) comunit&aacute;ria&nbsp;passou a ser considerada, tamb&eacute;m, como uma das &ecirc;nfases necess&aacute;rias para a forma&ccedil;&atilde;o, figurando ent&atilde;o como um campo de est&aacute;gio obrigat&oacute;rio nos cursos.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Nos anos seguintes, apoiado pelo Conselho Federal de Psicologia foram sendo criadas novas especialidades ligadas &agrave; variedade de pr&aacute;ticas que vinha sendo realizada pelos profissionais da psicologia. Assim, criaram-se especialidades para as pr&aacute;ticas profissionais em psicologia jur&iacute;dica, psicologia hospitalar, psicologia do esporte, psicologia do consumidor e outras (<a name="Bastos_Gondim_Y_Borges-Andrade_2010"></a><a href="#Bastos10R">Bastos, Gondim, Y Borges-Andrade, 2010</a>). Curiosamente, embora fazendo parte da maioria das pr&aacute;ticas e interven&ccedil;&otilde;es ocorridas fora dos espa&ccedil;os cl&iacute;nico, organizacional (ou do trabalho) e escolar, a psicologia (social) comunit&aacute;ria at&eacute; hoje ainda n&atilde;o se constituiu como uma especialidade da pr&aacute;tica profissional, formalmente reconhecida, como as que foram citadas h&aacute; pouco. Mesmo assim, sem essa institucionaliza&ccedil;&atilde;o da pratica da psicologia (social) comunit&aacute;ria no Brasil, verificou-se um aumento da entrada de profissionais de psicologia em diferentes &acirc;mbitos ligados &agrave;s pol&iacute;ticas pol&iacute;ticas e desenvolvimento dos programas. Contudo, vale a pena relembrar que n&atilde;o &eacute; a inser&ccedil;&atilde;o em espa&ccedil;os diferentes, por si s&oacute;, que far&aacute; do trabalho uma pr&aacute;tica mais comprometida na ado&ccedil;&atilde;o de um paradigma transformador e implicado com a vida e realidade das pessoas.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>         <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Por outro lado, em alguns pa&iacute;ses latinoamericanos, a psicologia (social) comunit&aacute;ria al&eacute;m de ter sido mais reconhecida pela sociedade civil como uma &aacute;rea de especialidade, tamb&eacute;m passou, gradativamente, a ser procurada para participar ao lado dos gestores p&uacute;blicos da elabora&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas sociais e p&uacute;blicas dirigidas &agrave; maioria da popula&ccedil;&atilde;o nesses pa&iacute;ses. Isto &eacute; o que vem acontecendo em pa&iacute;ses como Porto Rico, Colombia, Costa Rica, Venezuela (em algum momento), Chile, entre outros. Entretanto, embora isto pudesse nos fazer acreditar que a &aacute;rea da psicologia (social) comunit&aacute;ria estivesse se ampliando e tendo grandes impactos, talvez um olhar mais cr&iacute;tico e minucioso possa detectar que este n&atilde;o &eacute; o resultado principal da forma&ccedil;&atilde;o e&nbsp;atua&ccedil;&atilde;o da psicologia dirigido &agrave;s problem&aacute;ticas sociais em nossos pa&iacute;ses, como tamb&eacute;m assinala <a name="RodrIguez_2012"></a><a href="#RodrIguezR">Rodr&iacute;guez (2012)</a> em rela&ccedil;&atilde;o ao que se passa no Uruguai.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-left: 0.99cm; margin-right: 0.99cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"> <font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">.... el compromiso social, junto con la insuficiente incorporaci&oacute;n de los psic&oacute;logos en las instituciones p&uacute;blicas, por lo menos hasta la &uacute;ltima d&eacute;cada, contribuyeron a la preocupaci&oacute;n, puesta de manifiesto en distintos momentos, por garantizar el acceso de amplios sectores de poblaci&oacute;n a la atenci&oacute;n psicol&oacute;gica.</font></font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-left: 0.99cm; margin-right: 0.99cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"> <font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Sin embargo, estos componentes tienen su contrapeso en la incorporaci&oacute;n tard&iacute;a, en la formaci&oacute;n profesional, de la Psicolog&iacute;a Comunit&aacute;ria y de la tem&aacute;tica de las pol&iacute;ticas p&uacute;blicas como objeto de estudio. La posibilidad de que el psic&oacute;logo se conciba a s&iacute; mismo como un trabajador en y de lo p&uacute;blico encuentra sus l&iacute;mites en el predom&iacute;nio de un ejercicio liberal de la profesi&oacute;n que supone una atenci&oacute;n psicol&oacute;gica privatizada a la que solo acceden ciertos sectores de la poblaci&oacute;n, muchas veces sostenida en una perspectiva que considera que los fen&oacute;menos intraps&iacute;quicos, en tanto aspectos constitutivos del sujeto, son independientes respecto de lo social, lo pol&iacute;tico y lo econ&oacute;mico (<a href="#RodrIguezR">Rodr&iacute;guez, 2012, p. 128</a>).</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>         <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Observou-se, ao final do s&eacute;culo XX e entrada nos primeiros anos do s&eacute;culo XXI, um certo deslocamento de estrat&eacute;gias empregado pelos governos neoliberais, que traz como resultado uma id&eacute;ia de certa valoriza&ccedil;&atilde;o para com os trabalhos comunit&aacute;rios. Entretanto, isto n&atilde;o parece ser a ess&ecirc;ncia das propostas e preocupa&ccedil;&otilde;es dessas agendas neoliberais. Observa-se, sim, que em tais agendas tanto a popula&ccedil;&atilde;o como os diversos setores das comunidades passaram a ser colocados como atores principais dos programas e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Entretanto, ao longo da implementa&ccedil;&atilde;o de tais programas, assim como ao lado da maneira como isso foi sendo constru&iacute;do, verifica-se que essa centralidade da comunidade como objeto de estudo e/ou interven&ccedil;&atilde;o n&atilde;o implicou necessariamente em uma mudan&ccedil;a do tipo de rela&ccedil;&atilde;o estabelecida entre Estado e sociedade. Ou seja, como marca do pr&oacute;prio neoliberalismo e do processo de globaliza&ccedil;&atilde;o (<a href="#Flores_OsOrio11R">Flores Os&oacute;rio, 2011</a>, <a name="Flores_OsOrio_2014b"></a><a href="#Flores_OsOrio14bR">2014b</a>), h&aacute; uma esp&eacute;cie de pensamento &uacute;nico, em que em quase todas as agendas governamentais surgem propostas e programas de&nbsp;a&ccedil;&atilde;o, de atendimento e de assist&ecirc;ncia &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, estabelecendo-se uma rela&ccedil;&atilde;o do que seria, nas palavras de Paulo Freire, de uma educa&ccedil;&atilde;o &lsquo;banc&aacute;ria&rsquo; (<a name="Freire_1976"></a><a href="#Freire76R">Freire, 1976</a>, <a name="Freire_1980"></a><a href="#Freire80R">1980</a>).</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>         <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Neste tipo de programa de a&ccedil;&otilde;es na comunidade, n&atilde;o acontece uma rela&ccedil;&atilde;o horizontal e dial&oacute;gica, pr&oacute;xima &agrave;quilo que <a href="#Freire76R">Freire (1976)</a> denominava de uma educa&ccedil;&atilde;o conscientizadora. Ao contr&aacute;rio, s&atilde;o rela&ccedil;&otilde;es hier&aacute;rquicas definidas pelo poder (dos recursos, de informa&ccedil;&otilde;es e de servi&ccedil;os a serem disponibilizados) de um dos lados, havendo do outro lado um conjunto de setores e pessoas que seriam consideradas as receptoras dos benesses desse poder. Desse modo, esses grupos e pessoas seriam consideradas e classificadas como &lsquo;necessitando&rsquo; desses benef&iacute;cios. Mesmo que possam ser, de fato, recursos e servi&ccedil;os necess&aacute;rios &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, a maneira como isto &eacute; decidido e proposto assenta-se muito mais em um tipo de rela&ccedil;&atilde;o de domina&ccedil;&atilde;o, como a estabelecida entre colonizador e colonizado (<a name="Memmi_1971"></a><a href="#MemmiR">Memmi, 1971</a>), em que s&atilde;o naturalizadas as rela&ccedil;&otilde;es de explora&ccedil;&atilde;o, submiss&atilde;o e inferioridade. Do ponto de vista da psicologia (social) comunit&aacute;ria, pode-se perceber que est&atilde;o sendo criadas e fortalecidas condi&ccedil;&otilde;es que geram na popula&ccedil;&atilde;o um certo fatalismo e uma cren&ccedil;a na inevitabilidade hist&oacute;rica. Isso se manifestaria pela cren&ccedil;a de que n&atilde;o seria nem importante e nem necess&aacute;rio que ela (popula&ccedil;&atilde;o) participasse e, portanto ela n&atilde;o teria nenhum papel como agente de transforma&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, haveria tamb&eacute;m a sensa&ccedil;&atilde;o de uma certa &lsquo;economia da a&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria&rsquo;, ou seja a popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o precisaria fazer muito para obter tais resultados ou benef&iacute;cios. Precisaria sim, estar e manter-se na condi&ccedil;&atilde;o de necessitada, ou de v&iacute;tima, ou de explorada, ou de &lsquo;menos&rsquo; em alguma dimens&atilde;o, para que ent&atilde;o se justificasse esse tipo de coloniza&ccedil;&atilde;o das formas de viver (<a href="#MartIn-Baro90R">Martin-Bar&oacute;, 1990</a> ,<a href="#MemmiR">Memmi, 1971</a>), recebendo quase com gratid&atilde;o os benef&iacute;cios e recursos que a ela fossem destinados. Exatamente para romper e eliminar esses processos de aliena&ccedil;&atilde;o &eacute; que os trabalhos da psicologia (social) comunit&aacute;ria buscam a constru&ccedil;&atilde;o de redes mais cooperativas e solid&aacute;rias, em que o sentimento de indigna&ccedil;&atilde;o, diante da injusti&ccedil;a e da&nbsp;naturaliza&ccedil;&atilde;o dos processos de explora&ccedil;&atilde;o, possa ser fortalecido e esteja na base da participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria (<a name="De_Freitas_2005"></a><a href="#De_Freitas05R">De Freitas, 2005</a>, <a href="#De_Freitas08R">2008</a>).</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><b>&iquest;Que fundamentos guiam a pr&aacute;tica psicossocial em comunidade ?</b></font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">H&aacute; mais de 40 anos, em 1974, Mart&iacute;n-Bar&oacute; faz uma visita ao Chile quando este pa&iacute;s se encontrava na ditadura de Pinochet. Durante uma conversa informal com Elizabeth Lira e Alfonso Luco, quando foi instado a dizer &lsquo;quem &eacute; Ign&aacute;cio Mart&iacute;n Bar&oacute;?&rsquo; este psic&oacute;logo latinoamericano respondeu:</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-left: 0.99cm; margin-right: 0.99cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"> &lsquo;<font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">&iquest;Qui&eacute;n soy yo? Bueno, un psic&oacute;logo social, salvadore&ntilde;o, centrado en los problemas de El Salvador, desde una perspectiva y un abordaje psico-social, cuyo esfuerzo ha sido, no solamente, tratar de entender estos problemas psico-socialmente, sino teorizar un poco y lograr replantearnos estos modelos, estas miniteorias, en un enfoque m&aacute;s abarcador. Enfoque que ha de tener muy presente un punto de partida: ya no se trata simplemente de importar la ciencia de la Psicolog&iacute;a, sino hacer ciencia de la Psicolog&iacute;a, a partir de nuestros problemas, desde nuestras preocupaciones y no desde el poder, sino desde las exigencias y reclamos de nuestros pueblos. En este sentido pues, aguien a quien le preocupa mucho el que se vaya construyendo una forma de hacer Psicolog&iacute;a que responda, que atienda, que sea sensible y significativa para los problemas latinoamericanos y por eso el esfuerzo de establecer lazosw con otros colegas latinoamericanos. Haciendo psicolog&iacute;a con otros que buscan lo mismo, puesto que enfrentamos problemas parcialmente comunes o similares. Es m&aacute;s efectivo trabajar en colaboraci&oacute;n, que importar de E.E.U.U. y otros pa&iacute;ses del primer mundo donde se controla el hacer y el saber cient&iacute;fico&rsquo; (<a name="Documentos"></a><a href="#DocumentosR">Documentos</a><a href="#DocumentosR">: Conversaci&oacute;n con Ignacio Mart&iacute;n Bar&oacute;, 1989, p. 51</a>)</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>         <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Anos mais tarde, em outubro de 1985, este mesmo psic&oacute;logo latinoamericano - hoje j&aacute; mais amplamente conhecido em diversos contextos de forma&ccedil;&atilde;o e atua&ccedil;&atilde;o da psicologia em nosso continente &ndash; estando na Universidade de Costa Rica proferiu uma&nbsp;confer&ecirc;ncia a respeito do papel do psic&oacute;logo. Nesta ocasi&atilde;o, estabeleceu rela&ccedil;&otilde;es entre conceitos e vis&otilde;es de mundo que descreviam seu posicionamento cr&iacute;tico frente &agrave; realidade e ao compromisso da psicologia para com as popula&ccedil;&otilde;es exclu&iacute;das e oprimidas nos diferentes pa&iacute;ses. Al&eacute;m de claramente defender que a identidade de uma profiss&atilde;o constr&oacute;i-se a partir da pr&aacute;tica concreta exercida em uma dada realidade social, <a name="MartIn-BarO_1989"></a><a href="#MartIn-Baro89R">Mart&iacute;n-Bar&oacute; (1989</a>, <a name="Martin_Baro_1990"></a><a href="#MartIn-Baro90R">1990</a>) apontava que o problema central da discuss&atilde;o sobre o papel do psic&oacute;logo n&atilde;o estaria tanto na inten&ccedil;&atilde;o subjetiva deste a respeito da sua pr&aacute;tica, do seu <i>quefazer</i> (<i>quehacer</i>). Mas sim, antes se situaria em questionar &lsquo;para onde vai, levado por seu pr&oacute;prio peso, o <i>quefazer</i> psicol&oacute;gico: que efeito objetivo a atividade psicol&oacute;gica produz em uma determinada sociedade&rsquo; (<a href="#MartIn-Baro90R">Mart&iacute;n-Bar&oacute;, 1990, p. 57</a>). Isto significava falar da pr&aacute;tica e do compromisso de uma profiss&atilde;o, que representam referenciais importantes para a pr&aacute;tica da psicologia social comunit&aacute;ria.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>         <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Contempor&acirc;nea a este debate, outra psic&oacute;loga, tamb&eacute;m latinoamericana, atuante e alinhada aos mesmos compromissos e pr&aacute;ticas comunit&aacute;rias, posicionou-se a respeito do significado desse fazer psicossocial na realidade social. Defendia o car&aacute;ter pol&iacute;tico da pr&aacute;tica psicol&oacute;gica e identificava-se, fortemente, com uma psicologia social que permitisse compreender a vida cotidiana e concreta das pessoas em uma dada realidade s&oacute;cio-hist&oacute;rica. Assim, j&aacute; nos idos dos anos de 1960, quando no Brasil, formavam-se as primeiras turmas de psic&oacute;logos, em pleno regime de exce&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, a brasileira Silvia Tatiana Maurer Lane defendia que toda psicologia, por excel&ecirc;ncia, era social. Com isso, afirmava que todos os psic&oacute;logos tinham como tarefa fazer uma an&aacute;lise cr&iacute;tica sobre que tipo de compromisso nossa profiss&atilde;o assumiria e em que paradigmas sua pr&aacute;tica estaria assentada (<a name="Lane_1987"></a><a href="#Lane87R">Lane, 1987</a>, <a name="Lane_2004"></a><a href="#Lane04R">2004</a>). Juntamente com Ign&aacute;cio Mart&iacute;n-Bar&oacute; e outros psic&oacute;logos da Am&eacute;rica Latina, na &uacute;ltima metade do s&eacute;culo XX, <a href="#Lane87R">Lane (1987)</a> defendia uma outra pr&aacute;tica psicossocial como objeto da psicologia, que fosse n&atilde;o elitista e constru&iacute;da socialmente. Nessa &eacute;poca j&aacute; empregava a express&atilde;o psicologia comunit&aacute;ria para se referir a uma pr&aacute;tica que tivesse sido constru&iacute;da a partir&nbsp;da realidade nacional e fosse intimamente implicada com a vida da popula&ccedil;&atilde;o brasileira. Ao trabalhar para a cria&ccedil;&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO), Silvia Lane organizou, como marco da funda&ccedil;&atilde;o, um simp&oacute;sio que aconteceu em julho de 1980, durante o Congresso da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci&ecirc;ncia (SBPC), em pleno per&iacute;odo de ditadura. Este simp&oacute;sio - com o tema &lsquo;a psicologia social e a transforma&ccedil;&atilde;o da realidade brasileira&rsquo; - enquanto acontecia em uma sala superlotada, l&aacute; fora as for&ccedil;as de seguran&ccedil;a do governo militar cercavam e vigiavam os professores, pesquisadores e estudantes que assistiam a esse debate e estavam &aacute;vidos por um outro modo de fazer psicologia, comprometido com a realidade do pa&iacute;s.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Ambos, <a href="#Lane87R">Lane (1987)</a> e <a href="#MartIn-Baro90R">Mart&iacute;n-Bar&oacute; (1990)</a>, defendiam que os trabalhos da psicologia tivessem algumas caracter&iacute;sticas: uma, a de produzir uma compreens&atilde;o dial&eacute;tica a respeito do que acontece com as pessoas em sua vida concreta, outra, que os psic&oacute;logos fossem guiados por uma esp&eacute;cie de matriz central de considerar as dimens&otilde;es psicossociais daquilo que, hoje, denominamos de fen&ocirc;meno comunit&aacute;rio (<a name="De_Freitas_2012"></a><a href="#De_Freitas12R">De Freitas, 2012</a>, <a name="De_Freitas2014"></a><a href="#De_Freitas14R">2014</a>). Dessa forma, durante a realiza&ccedil;&atilde;o do trabalho psicossocial em qualquer cen&aacute;rio e contexto comunit&aacute;rio, a reconstru&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria hist&oacute;rica dos grupos, das comunidades e dos povos deveria tamb&eacute;m ter o mesmo <i>status</i> de import&acirc;ncia que possuem as outras formas de atuar ou selecionar as categorias centrais do trabalho.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>         <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Ao se enfatizar isto naqueles anos, em verdade j&aacute; se delineavam alguns dos fundamentos das pr&aacute;ticas da psicologia comunit&aacute;ria e da psicologia social comunit&aacute;ria latinoamericana, da maneira como a compreendemos hoje. Tais fundamentos referem-se aos processos de conscientiza&ccedil;&atilde;o e de participa&ccedil;&atilde;o acontecidos, na rede de rela&ccedil;&otilde;es que se trava no contexto comunit&aacute;rio (<a href="#De_Freitas11R">De Freitas, 2011</a>, <a name="Flores_OsOrio_2014a"></a><a href="#Flores_OsOrio14aR">Flores Os&oacute;rio, 2014a</a>, <a href="#Montero94aR">Montero, 1994a</a>). Em primeiro lugar, vale ressaltar que os processos de conscientiza&ccedil;&atilde;o constituem-se em meta para os trabalhos da psicologia nos contextos comunit&aacute;rios. Depois, destacar a import&acirc;ncia de se recuperar a mem&oacute;ria hist&oacute;rica dos grupos e&nbsp;comunidades, o que pode contribuir para a conscientiza&ccedil;&atilde;o na medida em que, tamb&eacute;m, potencializassem condi&ccedil;&otilde;es para uma desaliena&ccedil;&atilde;o ou desnaturaliza&ccedil;&atilde;o dos processos de fatalismo, de inevitabilidade hist&oacute;rica e de conformismo, a que a maioria das pessoas est&atilde;o submetidas por conta das suas condi&ccedil;&otilde;es de opress&atilde;o e exclus&atilde;o (<a href="#De_Freitas03R">De Freitas, 2003</a>).</font></font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Dessa forma, a conscientiza&ccedil;&atilde;o insere-se como projeto pol&iacute;tico dos trabalhos comunit&aacute;rios junto aos diferentes grupos visando a constru&ccedil;&atilde;o de redes de solidariedade e coopera&ccedil;&atilde;o. Para isso, assume-se como proposta retomar alguns pressupostos da filosofia de Paulo <a href="#Freire76R">Freire (1976</a>, <a href="#Freire80R">1980</a>): de mudar o mundo atrav&eacute;s da leitura cr&iacute;tica e hist&oacute;rica sobre esse mundo, de que fazer cultura &eacute; tamb&eacute;m transformar o mundo, de que devem ser constru&iacute;das rela&ccedil;&otilde;es horizontais e dial&oacute;gicas em que ambos os lados envolvidos tenham um conhecimento a compartilhar no cotidiano das rela&ccedil;&otilde;es. Para o campo da psicologia social comunit&aacute;ria estes princ&iacute;pios deveriam ser ressignificados, considerando o sujeito como produto e produtor da sua pr&oacute;pria hist&oacute;ria e vida e, portanto, podendo ser agente de transforma&ccedil;&atilde;o social. Fazer isto significa dar materialidade ao car&aacute;ter hist&oacute;rico-social das rela&ccedil;&otilde;es humanas, colocando como conte&uacute;do pol&iacute;tico dos processos de conscientiza&ccedil;&atilde;o os projetos de mudan&ccedil;a e supera&ccedil;&atilde;o das formas de opress&atilde;o, que passam a ser uma utopia a ser buscada. Com isto, &eacute; poss&iacute;vel se distanciar cada vez dos paradigmas dominantes oriundos dos pa&iacute;ses acima da linha do Equador, contribuindo para a constru&ccedil;&atilde;o de uma psicologia social comunit&aacute;ria latinoamericana (<a href="#De_Freitas11R">De Freitas, 2011</a>, <a href="#De_Freitas12R">2012</a>, <a href="#Flores_OsOrio11R">Flores Os&oacute;rio, 2011</a>, <a href="#Flores_OsOrio14aR">2014a</a>, <a href="#MartIn-Baro90R">Mart&iacute;n-Bar&oacute;, 1990</a>, <a name="Montero_2003"></a><a href="#Montero03">Montero, 2003</a>).</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><b>Amplia&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas psicossociais em comunidade</b></font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>         <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Com a preocupa&ccedil;&atilde;o de se fazer uma an&aacute;lise cr&iacute;tica a respeito das rela&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis entre a&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias, projetos pol&iacute;ticos e compromissos assumidos, acredita-se que deveria ser aprofundada uma discuss&atilde;o sobre as coer&ecirc;ncias e incor&ecirc;ncias que&nbsp;podem existir entre pr&aacute;tica desenvolvida e o compromisso defendido quanto aos impactos produzidos no cotidiano da comunidade (<a href="#De_Freitas05R">De Freitas, 2005</a>).</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">A pol&iacute;tica de amplia&ccedil;&atilde;o de programas sociais, no Brasil, de atendimento &agrave; popula&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o da pobreza e exclus&atilde;o tem recebido, desde fins dos anos 1990, um forte incentivo e aumento da destina&ccedil;&atilde;o dos recursos financeiros. Isso tem acontecido sob v&aacute;rias modalidades, como os programas sociais de transfer&ecirc;ncia de renda com a concess&atilde;o de benef&iacute;cios (como as bolsa escola e bolsa fam&iacute;lia), as a&ccedil;&otilde;es intersetoriais envolvendo assist&ecirc;ncia social e sa&uacute;de (como os programas de assist&ecirc;ncia e prote&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia, programas de aprendizagem aos jovens, assist&ecirc;ncia aos idosos, entre outros) e os centros de refer&ecirc;ncia e assist&ecirc;ncia social (<a name="MagalhAes_Y_Bodstein_2009"></a><a href="#MagalhAesR">Magalh&atilde;es Y Bodstein, 2009</a>, <a name="Senna_2013"></a><a href="#SennaR">Senna, 2013</a>). Isso fez com que os diversos gestores das pol&iacute;ticas sociais passassem a se preocupar com as comunidades nas mais diversas regi&otilde;es do pa&iacute;s, mesmo que de maneira legalista ou pragm&aacute;tica, o que, em certa medida, estampou a necessidade de serem formados profissionais para atuarem no campo da assist&ecirc;ncia social e junto &agrave;s comunidades, bairros e vilas.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Encontramos, na atualidade, no campo da psicologia, uma prolifera&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas e trabalhos comunit&aacute;rios dirigidos a uma variedade de tem&aacute;ticas. Muitas dessas pr&aacute;ticas advogam para si um car&aacute;ter de ineditismo, apoiado na dimens&atilde;o inusitada ou ex&oacute;tica do tema, da popula&ccedil;&atilde;o alvo, do local no qual &eacute; realizado ou, ainda, das condi&ccedil;&otilde;es mais ou menos sofisticadas de implementa&ccedil;&atilde;o do trabalho. Na verdade, estes aspectos, por si s&oacute;, podem, quando muito, referir-se a novidades em termos do tema ou assunto, ligadas aos aspectos metodol&oacute;gicos. Assim, o que se verifica &eacute; a exist&ecirc;ncia de um forte apelo &agrave;s campanhas de voluntariado e &agrave; defesa de trabalhos supostamente &lsquo;novos&rsquo; como se fossem in&eacute;ditos, quando na verdade s&atilde;o avaliados de maneira equivocada como se fossem trabalhos que resultassem em transforma&ccedil;&otilde;es sociais (<a href="#De_Freitas03R">De Freitas, 2003</a>, <a href="#De_Freitas05R">2005</a>), e no entanto nada mudam, a n&atilde;o ser utilizar alguma forma diferente ou ex&oacute;tica de colher informa&ccedil;&otilde;es.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><b>&iquest;Aconteceram mudan&ccedil;as no campo da psicologia social comunit&aacute;ria?</b></font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Poder-se-ia indagar se a psicologia social comunit&aacute;ria estaria diferente, hoje, j&aacute; a meados da segunda d&eacute;cada no s&eacute;culo XXI ? De modo breve, seria poss&iacute;vel apontar alguns aspectos para a realiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhos comunit&aacute;rios, que foram importantes no seu in&iacute;cio e que, hoje, tamb&eacute;m, ainda se mantem, mesmo que possam se expressar de maneiras diferentes devido &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es hist&oacute;rico-sociais diferentes.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Eles est&atilde;o indicados no Quadro I (apresentado a seguir) e se referem aos seguintes t&oacute;picos: a) papel social e compromisso com as popula&ccedil;&otilde;es, havendo a manuten&ccedil;&atilde;o de uma oposi&ccedil;&atilde;o aos paradigmas tradicionais da psicologia que defendiam uma vis&atilde;o individualista dos fen&ocirc;menos estudados, b) impacto que o trabalho comunit&aacute;rio gera nas rela&ccedil;&otilde;es e contextos comunit&aacute;rios, sendo relevante fazer uma reflex&atilde;o a respeito dos aspectos pol&iacute;tico-ideol&oacute;gicos subjacentes &agrave;s indaga&ccedil;&otilde;es sobre a servi&ccedil;o de qu&ecirc; e de quem estaria o trabalhado realizado, c) implementa&ccedil;&atilde;o de uma pr&aacute;tica n&atilde;o elitista, preservando uma rela&ccedil;&atilde;o horizontal e de abertura &agrave; condi&ccedil;&atilde;o real da popula&ccedil;&atilde;o o que significaria adotar estrat&eacute;gias participativas e colaborativas, d) valoriza&ccedil;&atilde;o do fen&ocirc;meno comunit&aacute;rio em sua dimens&atilde;o psicossocial, o que significaria adotar a categoria comunidade como central, e) recupera&ccedil;&atilde;o a mem&oacute;ria hist&oacute;rica das comunidades, fazendo da hist&oacute;ria individual e coletiva o conte&uacute;do pol&iacute;tico dos projetos, f) meta nos processos de conscientiza&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o, considerando-os como categorias centrais no trabalho comunit&aacute;rio, o que significaria coloc&aacute;-los como conte&uacute;do e estrat&eacute;gia dos projetos de transforma&ccedil;&atilde;o social, g) rela&ccedil;&atilde;o horizontal e dial&oacute;gica, contribuindo para a politiza&ccedil;&atilde;o da vida cotidiana atrav&eacute;s da educa&ccedil;&atilde;o conscientizadora na perspectiva freiriana e da pesquisa participante.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;"><a href="/img/revistas/PCS/v6n1/1a07f1.JPG"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Quadro I</font></font></a></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">H&aacute; um aspecto importante relacionado &agrave; reflex&atilde;o sobre o contexto hist&oacute;rico, hoje e no in&iacute;cio dos trabalhos comunit&aacute;rios. Ou seja, o que o Brasil e a Am&eacute;rica Latina viveram, nas d&eacute;cadas de ditadura e de governos de exce&ccedil;&atilde;o, particularmente nos anos de 1960 a 1980, contribuiu para que os trabalhos psicossociais em comunidade fossem realizados tendo um compromisso com a perspectiva da organiza&ccedil;&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;rias. Nesta perspectiva havia uma &ecirc;nfase e incentivo &agrave; participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;, conscientizadora e politizadora, que poderia ser vista como garantindo uma certa sobreviv&ecirc;ncia pol&iacute;tica &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es democr&aacute;ticas.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>         <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Hoje, felizmente, n&atilde;o vivemos mais esse tempo de exce&ccedil;&otilde;es e viola&ccedil;&atilde;o de direitos humanos e democr&aacute;ticos. E, talvez, poder-se-ia dizer que essa perspectiva e motiva&ccedil;&atilde;o a favor da organiza&ccedil;&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;rias n&atilde;o s&atilde;o mais os elementos centrais para a realiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhos comunit&aacute;rios. Poderia ser dito que estaria a existir uma esp&eacute;cie de &lsquo;virada&rsquo; (giro) paradigm&aacute;tica nas raz&otilde;es respons&aacute;veis pela realiza&ccedil;&atilde;o das&nbsp;pr&aacute;ticas psicossociais em comunidade. Ou seja, que haveria uma busca pela (re)constru&ccedil;&atilde;o e fortalecimento dos valores de conviv&ecirc;ncia e dos valores de solidariedade na vida cotidiana que, hoje, parecem estar sendo perdidos no dia a dia das rela&ccedil;&otilde;es.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Neste momento, ent&atilde;o, pode-se voltar a indagar: &iquest;o que ser&aacute; que mudou? &iquest;a psicologia social comunit&aacute;ria ou as raz&otilde;es pelas quais ela tem sido feita ?</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Pode-se afirmar que a forma de desenvolver os trabalhos comunit&aacute;rios no campo da psicologia social comunit&aacute;ria continua praticamente a mesma. Assim, a maneira de fazer e o compromisso desse fazer est&atilde;o assentados nos tr&ecirc;s grandes pilares desta pr&aacute;tica, quais sejam: os aportes da investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o-participante, a participa&ccedil;&atilde;o dos grupos apoiada na educa&ccedil;&atilde;o popular de Paulo Freire, e o foco e centralidade na/da comunidade como dimens&atilde;o psicossocial.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">O que talvez esteja diferente, hoje, seria a motiva&ccedil;&atilde;o para a realiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhos, dirigida a recuperar ou fortalecer ou construir valores de solidariedade, valores de conviv&ecirc;ncia mais humana e mais digna. Enfim valores que preservem essas facetas fundamentais que s&atilde;o as relacionadas a como fortalecer uma vida solid&aacute;ria e de conviv&ecirc;ncia digna e justa no cotidiano das pessoas. Parece, ent&atilde;o, que esta &eacute; a grande matriz da qual deveriam se originar os trabalhos e para a qual deveriam regressar as mesmas pr&aacute;ticas comunit&aacute;rias que tenham contribu&iacute;do para que toda a comunidade (re)construa esses valores de humanidade, solidariedade e dignidade em seu cotidiano concreto. Ent&atilde;o, para fazer isso ser&atilde;o necess&aacute;rios aspectos ligados &agrave; forma&ccedil;&atilde;o para intervir no campo comunit&aacute;rio.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>         <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Neste sentido, o profissional para poder trabalhar com essa perspectiva n&atilde;o pode ser um profissional apenas especialista. Esse profissional acaba congregando em si e na sua forma&ccedil;&atilde;o, uma contradi&ccedil;&atilde;o e um paradoxo, que embora conflitantes s&atilde;o fundamentais para que a sua forma&ccedil;&atilde;o seja de fato profunda e comprometida. Ele precisa conhecer a dimens&atilde;o psicossocial no &acirc;mbito do espec&iacute;fico e do particular, o que&nbsp;significa dizer que precisa conhecer e conviver com as condi&ccedil;&otilde;es concretas de vida das pessoas, e isto n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel restringindo-se t&atilde;o somente &agrave;s fronteiras do seu gabinete ou sala de trabalho. Al&eacute;m disso, o profissional precisa tamb&eacute;m, da perspectiva te&oacute;rica, adquirir conhecimentos a respeito das dimens&otilde;es mais amplas e mais gerais, estruturais e conjunturais, sobre sociedade, forma&ccedil;&atilde;o do Estado, configura&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica das for&ccedil;as institucionalizadas e n&atilde;o institucionalizadas, e estrat&eacute;gias de divulga&ccedil;&atilde;o dessas for&ccedil;as que se fazem presentes no cotidiano das pessoas e no contexto comunit&aacute;rio. Isto significa que este profissional necessita ter um conhecimento para al&eacute;m do seu campo espec&iacute;fico, a respeito de todas as outras redes e suportes psicossociais e sociais que est&atilde;o existindo naquela din&acirc;mica comunit&aacute;ria, sob a influ&ecirc;ncia dos fatores econ&ocirc;micos, pol&iacute;ticos, geogr&aacute;ficos, urban&iacute;sticos, da educa&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Al&eacute;m disso, esse profissional, precisa tamb&eacute;m ter um conhecimento espec&iacute;fico a respeito do campo da psicologia social e da psicologia social comunit&aacute;ria. Isso significa que ele tem de conhecer como &eacute; que n&oacute;s nos tornamos sociais (<a name="Lane_2006"></a><a href="#Lane06R">Lane, 2006</a>) e como &eacute; que nos tornamos aquilo que estamos sendo do ponto de vista psicossocial na intersec&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es, negocia&ccedil;&otilde;es, concilia&ccedil;&otilde;es e confrontos que se travam no cen&aacute;rio das rela&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias. Portanto, ele tem de ter um conhecimento sobre a constru&ccedil;&atilde;o dessas dimens&otilde;es psicossociais na vida cotidiana, quais sejam: a) a tem&aacute;tica da identidade (<a name="Cordero_1996"></a><a href="#Cordero96R">Cordero, 1996</a>), b) dos processos grupais e das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais (<a name="Cordero_2007"></a><a href="#Cordero07R">Cordero, 2007</a>, <a href="#Lane87R">Lane, 1987</a>), c) a compreens&atilde;o sobre o fazer psicossocial na vida concreta, o que implica analisar a dimens&atilde;o do cotidiano e como isso repercute na exist&ecirc;ncia das pessoas e nos seus projetos de futuro (<a href="#De_Freitas05R">De Freitas, 2005</a>, <a href="#De_Freitas08R">2008</a>, <a href="#De_Freitas12R">2012</a>, <a href="#Flores_OsOrio11R">Flores Os&oacute;rio, 2011</a>, <a href="#Flores_OsOrio14bR">2014b</a>), resultando na an&aacute;lise sobre os processos de naturaliza&ccedil;&atilde;o e supera&ccedil;&atilde;o na vida cotidiana, e, d) tudo isso como &eacute; que contribui para que as pessoas participem mais ou n&atilde;o, para que acreditem que devam participar ou n&atilde;o devam participar, para que as pessoas acreditem que &eacute; importante participar ou que n&atilde;o &eacute; importante, e se faria diferen&ccedil;a participar ou que n&atilde;o (<a href="#De_Freitas08R">De Freitas, 2008</a>).</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Um outro campo de conhecimento fundamental &eacute; aquele em que o agente comunit&aacute;rio externo (profissional de psicologia) precisa conhecer e saber sobre a realidade comunit&aacute;ria. Ou seja, como &eacute; que ele observa a realidade, como capta a realidade, como sistematiza, como interpreta e analisa essa realidade. E, como &eacute; que tudo isso contribui para que ele possa, ent&atilde;o, compreender o que est&aacute; acontecendo e, a partir desse conjunto complexo e din&acirc;mico, ele possa propor outros campos e planos de a&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o nos contextos comunit&aacute;rios.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Voltando &agrave; pergunta sobre o que &eacute; igual e diferente nas pr&aacute;ticas psicossociais em comunidade, pode-se dizer que iguais s&atilde;o todos esses aspectos em termos de exig&ecirc;ncias e de dom&iacute;nio que o profissional tem de ter para compreender e trabalhar com a comunidade em seu dia a dia. Isto significa perceber e captar aquilo que ela tem de real e din&acirc;mico a partir da sua pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia, e n&atilde;o a partir daquilo que o profissional pode supor existir ou consideraria ex&oacute;tico e interessante investigar (<a href="#De_Freitas05R">De Freitas, 2005</a>, <a href="#De_Freitas12R">2012</a>). Significa manter a coer&ecirc;ncia entre a realidade cotidiana da comunidade e o olhar sens&iacute;vel que lhe permita ser o mais fiel ao observar, retratar e compreender essa cotidianidade comunit&aacute;ria. Para que isso aconte&ccedil;a, refor&ccedil;a-se, assim, a necessidade de, haver entre profissional e comunidade, uma rela&ccedil;&atilde;o que seja dial&oacute;gica, horizontal e cooperativa.</font></font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">E o que &eacute; que tem sido diferente nas pr&aacute;ticas em comunidade, nos &uacute;ltimos tempos ? Poder-se-ia pensar que seriam as raz&otilde;es para o fazer psicossocial em comunidade, assim como os porqu&ecirc;s para se propor programas de a&ccedil;&atilde;o ou interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria. Hoje vivemos um <i>boom</i> interessante e que tem uma s&eacute;rie de repercuss&otilde;es (<a href="#De_Freitas05R">De Freitas, 2005</a>). O <i>boom</i> &eacute; que hoje todos est&atilde;o trabalhando com tem&aacute;ticas que t&ecirc;m a ver com direitos humanos, cidadania, justi&ccedil;a, comunidade, participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, entre outros.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>         <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">O que isso teria de novo? Dois aspectos emergem disto. Um ligado &agrave; quantidade de trabalhos de investiga&ccedil;&atilde;o que est&atilde;o sendo realizados nesse campo. E, o outro, o fato de envolver pessoas que nunca antes haviam se aproximado ou olhado ou at&eacute; colocado&nbsp;como foco de suas investiga&ccedil;&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es, o personagem chamado popula&ccedil;&atilde;o, ou pobre ou movimentos sociais e populares, ou o chamado desfavorecido ou explorado. Esta &eacute; uma dimens&atilde;o nova hoje.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Entretanto, como j&aacute; afirmado, o fato de ter aumentado o n&uacute;mero de tais trabalhos e investiga&ccedil;&otilde;es, isso n&atilde;o significa que sejam trabalhos na mesma perspectiva da psicologia social comunit&aacute;ria, da educa&ccedil;&atilde;o popular na &oacute;tica de Paulo Freire e dos grupos org&acirc;nicos de participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, na perspectiva da participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e da conscientiza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o e da pesquisa participante, como defendido por Orlando Fals Borda.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Poder&iacute;amos pensar que estar&iacute;amos diante de um confronto entre propostas que intentam uma participa&ccedil;&atilde;o politizada e aquelas outras que buscam uma participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica. Isto porque pode-se ter uma participa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica que n&atilde;o necessariamente seja uma participa&ccedil;&atilde;o politizada e comprometida com os destinos da comunidade, do bairro, do lugar e do pa&iacute;s, na perspectiva de transforma&ccedil;&atilde;o social e com um projeto pol&iacute;tico de participa&ccedil;&atilde;o na vida cotidiana.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><b>Desafios aos processos de conscientiza&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria</b></font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Ao longo dos trabalhos comunit&aacute;rios, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, foi poss&iacute;vel identificar desafios que estavam ligados a &lsquo;o qu&ecirc; fazer?&rsquo; e a &lsquo;como fazer?&rsquo; que pudessem potencializar processos de organiza&ccedil;&atilde;o, mobiliza&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;rias dirigidos &agrave;s necessidades da popula&ccedil;&atilde;o.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>         <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Esses desafios t&ecirc;m surgido devido a: a) o car&aacute;ter tempor&aacute;rio e incerto das reuni&otilde;es e participantes, b) pouco disponibilidade e interesse vari&aacute;vel das pessoas para participarem das atividades coletivas, c) dist&acirc;ncias de interesses, motiva&ccedil;&otilde;es e comunica&ccedil;&atilde;o entre os diferentes n&iacute;veis hier&aacute;rquicos dos participantes (coordena&ccedil;&atilde;o, lideran&ccedil;as e base), d) atitudes de fatalismo e submiss&atilde;o refor&ccedil;adas internamente nos grupos, e) cren&ccedil;a da comunidade de que o profissional &lsquo;sabe mais&rsquo;, aguardando que&nbsp;ele fa&ccedil;a ou decida. Somados &agrave; velocidade das informa&ccedil;&otilde;es e do uso de tecnologias de comunica&ccedil;&atilde;o que atravessam o cotidiano das pessoas, esses desafios contribuem para que o profissional viva o que se denomina, aqui, de &lsquo;<i>paradoxo do tempo no fazer</i> <i>psicossocial&rsquo;</i>.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Esse &lsquo;<i>paradoxo do tempo no fazer psicossocial&rsquo;</i>, ou seja, as contradi&ccedil;&otilde;es relativas ao tempo do fazer e suas rela&ccedil;&otilde;es com o tempo dos impactos produzidos e com o tempo da disponibilidade da popula&ccedil;&atilde;o por participar, poderiam se referir a aspectos como: a) o quanto a pr&aacute;tica est&aacute; sob a press&atilde;o dos tempos e prazos dos planos de a&ccedil;&atilde;o, e isso pode fazer com que o profissional tente acelerar e conduzir o processo decis&oacute;rio com a perspectiva de obter resultados, ou b) buscando manter-se coerente &agrave; proposta de rela&ccedil;&otilde;es dial&oacute;gicas e horizontais, o profissional acompanha o ritmo e as incertezas da comunidade, mesmo que isso possa significar n&atilde;o atingir os resultados dentro dos prazos e tempos externamente estabelecidos.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Atualmente, presenciamos a exist&ecirc;ncia de um Estado que se mostra preocupado com a vida da popula&ccedil;&atilde;o, e por isso tem implantado programas de atendimento social, numa linha de assistencialismo. Ao lado disto, a participa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o at&eacute; tem se mostrado expressiva, por&eacute;m centrada no seu componente do comparecimento e cumprimento das exig&ecirc;ncias estabelecidas para poder receber os subs&iacute;dios financeiros (bolsas, ajudas de alimento e moradia, transporte , entre outros) e apoios desses programas sociais. Assim, presencia-se uma pseudo-participa&ccedil;&atilde;o, materializada pela presen&ccedil;a da popula&ccedil;&atilde;o junto aos organismos e espa&ccedil;os governamentais que oferecem os recursos, benef&iacute;cios e subs&iacute;dios sociais das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas assistenciais, desde que a popula&ccedil;&atilde;o &lsquo;compare&ccedil;a para receber&rsquo; e &lsquo;atenda aos crit&eacute;rios de legibilidade aos recursos&rsquo;. Resulta assim que a qualidade da a&ccedil;&atilde;o coletiva tamb&eacute;m muda, uma vez que essa coletividade comporta-se, caracterizando-se mais como receptora do que como agente participativa da sua pr&oacute;pria hist&oacute;ria cotidiana (<a href="#De_Freitas14R">De Freitas, 2014</a>, <a href="#Flores_OsOrio14aR">Flores Os&oacute;rio, 2014a</a>).</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Coloca-se desta maneira a necessidade de analisar as formas sutis e contempor&acirc;neas da participa&ccedil;&atilde;o, uma vez que as dimens&otilde;es pol&iacute;ticas da a&ccedil;&atilde;o coletiva parecem estar sendo substitu&iacute;das por dimens&otilde;es de participa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; regulamentada por crit&eacute;rios burocr&aacute;ticos, que incentivam a&ccedil;&otilde;es individuais ou acontecidas em agrupamentos provis&oacute;rios. Cria-se assim a id&eacute;ia da participa&ccedil;&atilde;o como uma consulta participativa, ou pior ainda, como um recebimento participativo consentido.</font></font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Isto, por sua vez, contribui para que se pense que pode estar havendo alguma forma eficaz de organiza&ccedil;&atilde;o popular. No entanto, d&uacute;vidas podem existir sobre isto. Assim, valeria pensar que, na atualidade, as entidades, grupos comunit&aacute;rios ou associa&ccedil;&otilde;es de bairros apresentam outra configura&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fico-pol&iacute;tica, diferente das d&eacute;cadas de 1970, 1980 e 1990.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Hoje, muitas das a&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias v&ecirc;m acompanhadas de um forte personalismo e de apoio de lideran&ccedil;as que se distanciaram de suas bases e, por isso mesmo, podem partilhar interesses personalistas e n&atilde;o comunit&aacute;rios. Tem sido poss&iacute;vel presenciar, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, a trajet&oacute;ria de profissionaliza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica dos l&iacute;deres e representantes comunit&aacute;rios (<a href="#Flores_OsOrio11R">Flores Os&oacute;rio, 2011</a>, <a href="#Flores_OsOrio_2014b">2014b</a>). Encontramos hoje v&aacute;rios assessores de partidos pol&iacute;ticos, gestores e conselheiros em pol&iacute;ticas sociais e p&uacute;blicas que foram, nas d&eacute;cadas passadas, representantes ou l&iacute;deres comunit&aacute;rios. Isso mostra um fen&ocirc;meno da profissionaliza&ccedil;&atilde;o da lideran&ccedil;a comunit&aacute;ria que coloca em debate o quanto os trabalhos comunit&aacute;rios geraram benef&iacute;cios coletivos ou formas de ascens&atilde;o individual dessas lideran&ccedil;as.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>         <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Agregue-se aqui tamb&eacute;m o uso das chamadas redes sociais, cuja velocidade de informa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s dos v&aacute;rios meios de circula&ccedil;&atilde;o de mensagens e not&iacute;cias pode dar uma id&eacute;ia de participa&ccedil;&atilde;o. O tipo e qualidade dessa pseudo participa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m mereceria ser compreendida, seja porque essa circula&ccedil;&atilde;o de noticias traz impactos psicossociais para a forma de organiza&ccedil;&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o das pessoas. Isto se manifestaria na id&eacute;ia de participar atrav&eacute;s da not&iacute;cia e atualiza&ccedil;&atilde;o dos informes - mesmo&nbsp;que n&atilde;o haja questionamentos a respeito da origem ideol&oacute;gico-pol&iacute;tica dessas fontes - , e tamb&eacute;m, no sentimento de se considerar inclu&iacute;do e, portanto, pertencente a um grupo ou movimento que est&aacute; a fazer algo (<a href="#De_Freitas05R">De Freitas, 2005</a>, <a href="#De_Freitas08R">2008</a>, <a href="#De_Freitas14R">2014</a>).</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Poder-se-ia dizer que, hoje, vivemos algumas condi&ccedil;&otilde;es sociais e das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que t&ecirc;m gerado uma certa &lsquo;confus&atilde;o&rsquo; anal&iacute;tica e conceitual a respeito das pr&aacute;ticas psicossociais em comunidade. De algum modo, a maioria tem sido qualificada se denominando como pr&aacute;tica comprometida, transformadora, emancipat&oacute;ria, libert&aacute;ria, progressista e at&eacute; mesmo revolucion&aacute;ria.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">A discuss&atilde;o sobre o car&aacute;ter de manuten&ccedil;&atilde;o do <i>status quo</i> ou de mudan&ccedil;a nos trabalhos comunit&aacute;rios parece ter desaparecido, dando-nos a sensa&ccedil;&atilde;o de que falar sobre isto seria &lsquo;antiquado&rsquo;, extempor&acirc;neo ou n&atilde;o fizesse sentido. Entretanto, o fato disso n&atilde;o estar no centro dos debates, n&atilde;o significa que todos os trabalhos comunit&aacute;rios passaram a ser pr&aacute;ticas transformadoras e comprometidas com a popula&ccedil;&atilde;o. Embora n&atilde;o seja o foco aqui aprofundar este debate, pode-se dizer que alguns temas e conceitos t&ecirc;m contribu&iacute;do para desviar a centralidade dessa discuss&atilde;o, resultando assim em alguma confus&atilde;o do ponto de vista ideol&oacute;gico-pol&iacute;tico e at&eacute; conceitual.</font></font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Alguns conceitos, atualmente muito populares e quase vistos como panac&eacute;ias anal&iacute;ticas, t&ecirc;m sido tratados de modo superficial e t&ecirc;m sido vistos mais como sinon&iacute;mias e que aqui apresentamos como categorias de oposi&ccedil;&atilde;o ou nega&ccedil;&atilde;o (<a href="#De_Freitas14R">De Freitas, 2014</a>, <a name="De_Freitas2015"></a><a href="#De_Freitas15R">2015</a>), quais sejam: fortalecimento comunit&aacute;rio <i>versus</i> empoderamento (empowerment), sentimento de pertencimento <i>versus</i> dial&eacute;tica participa&ccedil;&atilde;o-exclus&atilde;o, representa&ccedil;&atilde;o e concep&ccedil;&atilde;o <i>versus</i> categoria ideologia, experi&ecirc;ncias emancipat&oacute;rias <i>versus</i> categoria explora&ccedil;&atilde;o e opress&atilde;o.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><b>&iquest;Mudaram os principios e compromisso da Psicologia Social Comunit&aacute;ria?</b></font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>         <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Se se considerar a pr&aacute;tica na vida cotidiana, pode-se dizer que alguns aspectos da conscientiza&ccedil;&atilde;o se expressariam no &acirc;mbito dos trabalhos desenvolvidos segundo as&nbsp;bases da psicologia social comunit&aacute;ria. Um deles refere-se &agrave; natureza dial&eacute;tica da consci&ecirc;ncia, no sentido de que se explicitaria uma rela&ccedil;&atilde;o que se d&aacute; entre os diferentes atores e situa&ccedil;&otilde;es, em que os processos de poder e influ&ecirc;ncia psicol&oacute;gica contribuem para criar formas de submiss&atilde;o ou, ao contr&aacute;rio, de supera&ccedil;&atilde;o disso. Outro refere-se ao fato de que, enquanto <a href="#Freire76R">Freire (1976</a>, <a href="#Freire80R">1980</a>) fala dos tipos de consci&ecirc;ncia (da consci&ecirc;ncia intransitiva &agrave; cr&iacute;tica-reflexiva), no campo da psicologia social comunit&aacute;ria fala-se dos movimentos de consci&ecirc;ncia (<a href="#Lane87R">Lane, 1987</a>) ou dos processos de conscientiza&ccedil;&atilde;o (<a href="#De_Freitas03R">De Freitas, 2003</a>, <a href="#De_Freitas15R">2015</a>, <a href="#Flores_OsOrio11R">Flores Os&oacute;rio, 2011</a>).</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Nesses processos de conscientiza&ccedil;&atilde;o existiriam diferentes tens&otilde;es que podem mudar a cada nova rela&ccedil;&atilde;o e contexto comunit&aacute;rio. Isso contribuiria para que os conte&uacute;dos de consci&ecirc;ncia tivessem sentidos pol&iacute;ticos distintos, podendo ir desde os sentidos de adapta&ccedil;&atilde;o e naturaliza&ccedil;&atilde;o at&eacute; &agrave; busca de supera&ccedil;&atilde;o e elimina&ccedil;&atilde;o dessas formas, tudo isso acontecendo nas rela&ccedil;&otilde;es cotidianas travadas pelas pessoas diante dos problemas que vivem e para os quais buscam solu&ccedil;&otilde;es.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Na atualidade dos movimentos contempor&acirc;neos, das for&ccedil;as globalizadoras e dos diferentes processos de exclus&atilde;o, pode-se indagar se os princ&iacute;pios e compromissos pol&iacute;tico-&eacute;ticos, presentes nos trabalhos da Psicologia Social Comunit&aacute;ria, teriam mudado ou se dilu&iacute;do. Embora a maneira de realizar algumas pr&aacute;ticas e as formas que as mesmas podem se manifestar no concreto dos trabalhos, possam parecer diferentes, ainda assim, pode-se responder que os princ&iacute;pios e compromissos pol&iacute;tico-&eacute;ticos destas pr&aacute;ticas n&atilde;o mudaram.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>         <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Em verdade, o que ocorre &eacute; uma altera&ccedil;&atilde;o na express&atilde;o das contradi&ccedil;&otilde;es e das dificuldades que a popula&ccedil;&atilde;o tem vivido. Acompanhando isto, presencia-se tamb&eacute;m um forte movimento da sociedade civil preocupada em &lsquo;ajudar&rsquo;, o que colabora para criar uma falsa id&eacute;ia de que as condi&ccedil;&otilde;es perversas de opress&atilde;o e explora&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m mudado tamb&eacute;m, visto que h&aacute; muitas pessoas em a&ccedil;&otilde;es pr&oacute;-cidadania. Infelizmente, este&nbsp;aumento da &lsquo;vontade de ajudar&rsquo; n&atilde;o produz uma diminui&ccedil;&atilde;o dos problemas e nem elimina os determinantes das situa&ccedil;&otilde;es de explora&ccedil;&atilde;o.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Assim, hoje, talvez um foco central para a an&aacute;lise e compreens&atilde;o das pr&aacute;ticas da Psicologia Social Comunit&aacute;ria seria focalizar as sutilezas da vida cotidiana contempor&acirc;nea. Indicam-se, aqui, duas destas sutilezas, cujos efeitos t&ecirc;m sido marcantes nas rela&ccedil;&otilde;es cotidianas. Uma que se refere &agrave;s sutis rupturas que acontecem na confian&ccedil;a interpessoal e que s&atilde;o agu&ccedil;adas pelo esmaecimento dos projetos coletivos, o que tem levado a uma descren&ccedil;a na coopera&ccedil;&atilde;o e nas a&ccedil;&otilde;es coletivas. A outra sutileza, muitas vezes acompanhando a primeira, refere-se &agrave; plasticidade do conformismo que varia no dia a dia e que tem refor&ccedil;ado o sentimento de impot&ecirc;ncia, n&atilde;o impedindo nem o aumento da competi&ccedil;&atilde;o e ego&iacute;smo na vida cotidiana, e nem as an&aacute;lises superficiais sobre as condi&ccedil;&otilde;es geradoras dessas rela&ccedil;&otilde;es cotidianas que t&ecirc;m sido nada cooperativas.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Atravessando esses processos, a perspectiva da transforma&ccedil;&atilde;o coloca-se como meta principal nas pr&aacute;ticas comunit&aacute;rias, buscando-se n&atilde;o s&oacute; uma melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida das pessoas, como tamb&eacute;m um cotidiano mais digno e justo que se concretize nas rela&ccedil;&otilde;es e projetos constru&iacute;dos coletivamente. Nesse &acirc;mbito, a produ&ccedil;&atilde;o de um conhecimento que possa ser comprometido com a vida real das pessoas e com as possibilidades de um futuro melhor, torna-se uma das ferramentas presentes no compromisso das pr&aacute;ticas da psicologia social comunit&aacute;ria e cujo resultado deveria servir como uma esp&eacute;cie de b&uacute;ssola em nossos trabalhos de pesquisa e de fazer nas comunidades.</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Assim, as palavras de <a href="#Flores_OsOrio14bR">Flores Os&oacute;rio (2014b)</a>, trazem uma for&ccedil;a a estes princ&iacute;pios, que podem nos lembrar de nossa tarefa e compromissos junto aos diferentes setores com os quais podemos trabalhar,</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p class="msonormal" style="margin-left: 0.99cm; margin-right: 0.99cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"> <font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">Estoy convencido que para generar conocimiento en torno a la realidad, es necesario desarrollar estrat&eacute;gias de investigaci&oacute;n m&aacute;s all&aacute; de las l&oacute;gicas de&nbsp;justificaci&oacute;n metodol&oacute;gica y consolidar un camino que parta de la vida ordin&aacute;ria, de la necesidad de estudiar as razones del fatalismo acentuado en los oprimidos por diversos mecanismos, y luego de ello, vislumbrar como horizonte la construcci&oacute;n del futuro, de una utop&iacute;a en cuyo espacio quepan todos y en donde la diferencia y la justicia sean sus premisas.</font></font></p>         <p class="msonormal" style="margin-left: 0.99cm; margin-right: 0.99cm; margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;">&nbsp;<font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">La investigaci&oacute;n social y psicol&oacute;gica en la periferia necesita desarrollarse a partir del compromiso moral con la necesidad de transcender el presente de opresi&oacute;n/explotaci&oacute;n y exclusi&oacute;n, lo cual requiere desarrollar la consciencia critica en los intelectuales org&aacute;nicos y en los comunit&aacute;rios con quienes se trabaja, con respecto al impacto que la din&aacute;mica socioecon&oacute;mica tiene en la constituci&oacute;n o desestructuraci&oacute;n de la subjetividad, entendida esta &uacute;ltima como s&iacute;ntesis hist&oacute;rico-cultural en el espacio &iacute;ntimo de la persona. (<a href="#Flores_OsOrio14bR">Flores Os&oacute;rio, 2014b, p. 17-18</a>).</font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><i><b>Refer&ecirc;ncias</b></i></font></font></p>        <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;">&nbsp;</p>         <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;">&nbsp;    <!-- ref --><br>   <font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="AmendolaR"></a><a href="#Amendola_2014">Amendola</a>, M. F. (2014). Forma&ccedil;&atilde;o em psicologia, demandas sociais contempor&acirc;neas e &eacute;tica: uma perspectiva.<i>Psicologia: ci&ecirc;ncia e profiss&atilde;o, 34</i>(4), 971-983.    </font></font></p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="Bastos02R"></a><a href="#Bastos_2002">Bastos</a>, A. V. B. (2002). Perfis de forma&ccedil;&atilde;o e &ecirc;nfases curriculares: o que s&atilde;o e por que surgiram? <i>Revista do Departamento de Psicologia da UFF, 14</i>(1), 31-57.    </font></font></p>         <!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="Bastos10R"></a><a href="#Bastos_Gondim_Y_Borges-Andrade_2010">Bastos</a>, A. V. B., Gondim, S. M. G., Y Borges-Andrade, J. E. (2010). As mudan&ccedil;as no exerc&iacute;cio profissional da Psicologia no Brasil: o que se alterou nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas e o que vislumbramos a partir de agora? En A. V. B. Bastos Y S. M. G. Gondim (Orgs.), <i>O trabalho do psic&oacute;logo no Brasil</i> (pp. 419-444). Porto Alegre: Artmed.    </font></font></p>         <!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="Bock03R"></a><a href="#Bock_2003">Bock</a>, A. M. B. (2003). Psicologia e sua ideologia: 40 anos de compromisso com as elites. En A. M. B. Bock (Org.), <i>Psicologia e o compromisso social</i> (pp.15-28). S&atilde;o Paulo: Cortez.    </font></font></p>         <!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="Bock10R"></a><a href="#Bock_2010">Bock</a>, A. M. B. (2010). A Psicologia como profiss&atilde;o. <i>Psicologia: ci&ecirc;ncia e profiss&atilde;o,</i>30(Spe.), 246-271.    </font></font></p>         <!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="Cordero96R"></a><a href="#Cordero_1996">Cordero</a>, T. (1996). Problem&aacute;tica psicosocial de los obreros esterilizados por El DBCP em Costa Rica. En T. Cordero, I. Dobles Y R. P&eacute;rez (Comps.), <i>Dominaci&oacute;n Social</i> <i>y Subjetividad: Contribuciones de la Psicolog&iacute;a Social </i>(pp. 95-110). San Jos&eacute; de Costa Rica: UCR.    </font></font></p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="Cordero07R"></a><a href="#Cordero_2007">Cordero</a>, T. (2007). Relaciones de poder em los procesos grupales, uma reflexi&oacute;n desde la psicologia social comunit&aacute;ria. En J. M. Flores Os&oacute;rio (Comp.), <i>Psicolog&iacute;a,</i> <i>globalizaci&oacute;n y desarrollo em Am&eacute;rica Latina </i>(pp. 189-228). Cuernavaca, Mexico: Humboldt.    </font></font></p>         <!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="Da_SilvaR"></a><a href="#Da_Silva_Baptista_2010">Da Silva Baptista</a>, M. T. D. (2010). A regulamenta&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o psicologia: Documentos que explicitam o processo hist&oacute;rico. <i>Psicologia: ci&ecirc;ncia e profiss&atilde;o,</i> <i>30</i>(Spe), 170-191.    </font></font></p>         <!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="De_Freitas03R"></a><a href="#De_Freitas_2003">De Freitas</a>, M. F. Q. (2003). <span lang="en-US">Psychosocial Practices and Community Dynamics: Meanings and possibilities of advance from the perspective of the engaged social actors. </span><span lang="en-US"><i>The International Journal of Critical Psychology</i></span><span lang="en-US">, </span><span lang="en-US"><i>9,</i></span> <span lang="en-US">107-124.    </span></font></font></p>         <!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><span lang="en-US"><a name="De_Freitas05R"></a><a href="#De_Freitas_2005">De Freitas</a>, M. F. Q. (2005). </span>(In)Coer&ecirc;ncias entre pr&aacute;ticas psicossociais em comunidade e projetos de transforma&ccedil;&atilde;o social: aproxima&ccedil;&otilde;es entre as psicologias sociais da liberta&ccedil;&atilde;o e comunit&aacute;ria. <i>PSICO, Porto Alegre, PUCRS, 36</i>(1), 47-54</font></font><!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="De_Freitas08R"></a><a href="#De_Freitas_2008">De Freitas</a>, M. F. Q. (2008). Encuentro entre la Psicologia Social Comunitaria y las Organizaciones Poblares. En B. Jimenez-Dominguez (Org.), <i>Subjetividad,</i> <i>Participaci&oacute;n e Intervenci&oacute;n Comunit&aacute;ria: una Visi&oacute;n Cr&iacute;tica desde la America Latina </i>(pp.101-117). Buenos Aires: Paid&oacute;s.    </font></font></p>         <!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="De_Freitas11R"></a><a href="#De_Freitas2011">De Freitas</a>, M. F. Q. (2011). Construcci&oacute;n y consolidaci&oacute;n de la psicolog&iacute;a social comunit&aacute;ria en Brasil: conocimientos, pr&aacute;cticas y perspectivas. En M. Montero Y I. Serrano-Garcia (Eds.), <i>Hist&oacute;rias de la Psicolog&iacute;a Comunit&aacute;ria en Am&eacute;rica</i> <i>Latina:Participaci&oacute;n y Transformaci&oacute;n </i>(pp<i>. </i>93-113). <span lang="en-US">Buenos Aires: Paid&oacute;s.    </span></font></font></p>         <!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;" lang="en-US"> <font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="De_Freitas12R"></a><a href="#De_Freitas_2012">De Freitas</a>, M. F. Q. (2012). Community Social Psychology as Political Education and Awareness-Raising: Resistences and possibilities in everyday life. Suggestions for a Model of Analysis. <i>Global Journal of Community Psychology Practice, 3</i>(1), 14-25.    </font></font></p>         <!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="De_Freitas14R"></a><a href="#De_Freitas2014">De Freitas</a>, M. F. Q. (2014). Expans&atilde;o das pr&aacute;ticas de interven&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria: Que horizontes para a psicologia social comunit&aacute;ria? En J. M. Os&oacute;rio Flores (Coord.), <i>Repensar la Psicolog&iacute;a y Lo Comunit&aacute;rio en Am&eacute;rica Latina </i>(pp. 47-68). Tijuana, M&eacute;xico: Universidad de Tijuana.    </font></font></p>         <!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="De_Freitas15R"></a><a href="#De_Freitas2015">De Freitas</a>, M. F. Q. (2015). Desafios &eacute;ticos na pr&aacute;tica em comunidade: (Des)encontros entre a pesquisa e a interven&ccedil;&atilde;o. <i>Pesquisas e Pr&aacute;ticas Psicossociais, 10</i>(2), 244-261.    </font></font></p>         <!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="DocumentosR"></a><a href="#Documentos">Documentos</a>: Conversaci&oacute;n con Ignacio Mart&iacute;n Bar&oacute;. (1989). <i>Rev. Chilena de</i> <i>Psicolog&iacute;a, 10</i>(2), 51-55.    </font></font></p>         <!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="Flores_OsOrio11R"></a><a href="#Flores_OsOrio_2011">Flores Os&oacute;rio</a>, J. M. (2011). <i>Psicolog&iacute;a y Pr&aacute;xis Comunit&aacute;ria: Una Visi&oacute;n</i> <i>Latinoamericana</i>. Cuernavaca, M&eacute;xico: Latinoamericana.    </font></font></p>         <!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="Flores_OsOrio14aR"></a><a href="#Flores_OsOrio_2014a">Flores Os&oacute;rio</a>, J. M. (2014a). <i>Repensar la Psicolog&iacute;a y lo Comunit&aacute;rio en Am&eacute;rica Latina</i>. Tijuana, M&eacute;xico: Universidad de Tijuana.    </font></font></p>         <!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="Flores_OsOrio14bR"></a><a href="#Flores_OsOrio_2014b">Flores Os&oacute;rio</a>, J. M. (2014b). Investigar desde la periferia. En J. M. Os&oacute;rio Flores Y J. L. Aparicio L&oacute;pez (Coords.), <i>Miradas y pr&aacute;cticas de la investigaci&oacute;n psicol&oacute;gica y</i> <i>social. </i>(pp. 15-44). Puebla, M&eacute;xico: Benem&eacute;rita Universidad Aut&oacute;noma de Puebla.    </font></font></p>         <!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="Freire76R"></a><a href="#Freire_1976">Freire</a>, P. (1976). <i>Educaci&oacute;n y Cambio</i>. Buenos Aires: Busqueda.    </font></font></p>         <!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="Freire80R"></a><a href="#Freire_1980">Freire</a>, P. (1980). Quatro cartas aos animadores de c&iacute;rculos de cultura de S&atilde;o Tom&eacute; e Pr&iacute;ncipe. En C. R. Brand&atilde;o (Org.), <i>A quest&atilde;o pol&iacute;tica da Educa&ccedil;&atilde;o Popular</i> (pp. 136-196). S&atilde;o Paulo: Brasiliense.    </font></font></p>         <!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 199%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="Lane87R"></a><a href="#Lane_1987">Lane</a>, S. T. M. (1987). Consci&ecirc;ncia/aliena&ccedil;&atilde;o: A ideologia no n&iacute;vel individual. En S. T. M. Lane Y W. Codo (Orgs.), <i>Psicologia Social: O homem em movimento</i> (5a.ed., pp. 40-47). S&atilde;o Paulo: Brasiliense.    </font></font></p>         <!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="Lane04R"></a><a href="#Lane_2004">Lane</a>, S. T. M. (2004). A psicologia social e uma nova concep&ccedil;&atilde;o de homem para a psicologia. En S. T. M. Lane e W. Codo (Orgs.), <i>Psicologia Social. O homem em</i> <i>movimento </i>(13a.ed, pp.10-19). S&atilde;o Paulo: Brasiliense.    </font></font></p>         <!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="Lane06R"></a><a href="#Lane_2006">Lane</a>, S. T. M. (2006). Como nos tornamos sociais. En S. T. M. Lane, <i>O que &eacute; Psicologia</i> <i>Social </i>(22a ed., pp.12-24). S&atilde;o Paulo: Brasiliense.    </font></font></p>         <p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="MagalhAesR"></a><a href="#MagalhAes_Y_Bodstein_2009">Magalh&atilde;es</a>, R., Y Bodstein, R. (2009). Avalia&ccedil;&atilde;o de iniciativas e programas intersetoriais em sa&uacute;de: Desafios e aprendizados. <i>Ci&ecirc;ncia Y Sa&uacute;de Coletiva, 14</i>(3), 861-868.</font></font></p>         <!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="MartIn-Baro89R"></a><a href="#MartIn-BarO_1989">Mart&iacute;n</a>-Baro, I. (1989). <i>Sistema, Grupo y Poder: Psicolog&iacute;a Social desde Centroam&eacute;rica</i> <i>II</i>. San Salvador: UCA.    </font></font></p>         <!-- ref --><p class="msonormal" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 200%;"><font face="Verdana, sans-serif"><font size="2"><a name="MartIn-Baro90R"></a><a href="#Martin_Baro_1990">Mart&iacute;n</a>-Baro, I. (1990). El papel del psic&oacute;logo en el contexto centroamericano. <i>Revista</i> <i>de Psicolog&iacute;a de El Salvador, 9</i>(35), 53-70.    </font></font></p>   <font face="Verdana, sans-serif"><font size="2">    ]]></body>
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