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<journal-title><![CDATA[Archivos de Pediatría del Uruguay]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tendência temporal e desigualdades na mortalidade por diarreias em menores de 5 anos]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,UNIFIEO Centro Universitário FIEO ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Universidade de São Paulo Faculdade de Saúde Pública ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: to analyze the trend in mortality due to diarrhea among children under 5 in the town of Osasco (SP), Brazil, between 1980 and 2000. Methods: this is a descriptive observational study with two different designs, the first using individuals as the unit of study, and the other ecological, using groups of individuals as units of observation and including time series analysis. Data were obtained from the state of São Paulo information system of deaths and the results of the 1980, 1991 and 2000 censuses. Seasonal variations were described and log linear polynomial regression models were employed to analyze trends, using the sociodemographic characteristics of mothers and their children. Analyses were carried out of the changes in the town&rsquo;s sociodemographic indicators from 1980 to 2000, the average mortality rates among under-5s due to diarrhea and the differences between districts during the 1990s. Results: there were a total of 1,360 deaths, 94.3% of which were before 1 year of age and 75.3% of which were before 6 months. There was a 98.3% reduction in mortality and the period of peak mortality shifted from summer to autumn/fall. The median age at death increased from 2 months at the first three quinquenium of study to 3 months at the last. The residual deaths were among the children of mothers aged 20 to 29 years and of mothers who had spent less than 8 years in education. The relative risk between the worst-affected district and the average rate for the town reduced from 3.4 to 1.3 from the first 5 years of the 1990s to the second half of the decade. Conclusions: our results demonstrate an increase in the age of greatest vulnerability and indicate that it is probable that the agent most often linked with mortality due to diarrhea has changed]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[   <basefont size="3"> <multicol gutter="18" cols="2"></multicol>     <p align="left"><b><basefont size="3"> <font color="#000000" face="Verdana" size="2">&nbsp;</font></b><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"><i><img style="width: 53px; height: 67px;" alt="" src="/img/revistas/adp/v82n1/1a10f1.JPG">Este  logo distingue los artículos originales seleccionados cada año en el “Encuentro  de editores” de las revistas científicas de las Sociedades de Pediatría que  integran el Cono Sur. Estos ya fueron publicados en cada país en el transcurso  del año 2009 y seleccionados en la reunión de editores del cono sur en el &nbsp;año  2010. <a href="http://www.pediatriaconosur.org">http://www.pediatriaconosur.org</a></i> </font></p>      <p align="left"><font color="#ffffff" face="Arial" size="3">  <font color="#7f7f7f" face="Verdana" size="2">BRASIL&nbsp;</font><font color="#000000" face="Verdana" size="2">&nbsp;    <br>  </font></font><font color="#000000" face="Verdana" size="2"><b>ARTÍCULO ORIGINAL </b>     <br>  </font>  <font size="2" color="#000000" face="Verdana">Arch Pediatr Urug 2011; 82(1)</font></p>      <p align="left">&nbsp;</p>      <p align="left"><b><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="4"> Tendência temporal e desigualdades na mortalidade por diarreias em menores de 5  anos </font></b></p>  <font face="Verdana" size="2">      <br>  </font>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"><a name="1-"></a> Lígia C. F. L. Melli </font><font color="#1f1a17" face="Times New Roman" size="2"> <a href="#1_"> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>1</sup></font></a><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">, <a name="2-"></a> Eliseu A. Waldman </font><a href="#2_"><font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup> 2</sup></font></a></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> </font></p>  <basefont size="3">     <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"><a name="1_"></a><a href="#1-"> 1</a>. Mestre, Centro Universitário FIEO (UNIFIEO), Osasco, SP.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>  <a name="2_"></a> <a href="#2-">2</a>. Doutor, Faculdade de Saúde Pública,  Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP    <br>  Texto baseado na dissertação de mestrado em Saúde Pública da primeira autora,  intitulada “Evolução da mortalidade por diarreias em menores de cinco anos no  município de Osasco, 1980 a 2000”, defendida na Faculdade de Saúde Pública da  Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP. Não foram declarados conflitos  de interesse associados à publicação deste artigo.     <br>  Como citar este artigo: Melli LC, Waldman EA. Temporal trends and inequality in  under-5 mortality from diarrhea. J Pediatr (Rio J). 2009;85(1):21-27.    <br>  Artigo submetido em 21.07.08, aceito em 15.10.08. </font></p>  <font face="Verdana" size="2">      <br>  </font>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Resumo </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> <i><b>Objetivo:</b> analisar a tendência da mortalidade por diarreia entre  menores de 5 anos, no município de Osasco (SP), entre 1980 e 2000.    <br>  <b>Métodos:</b> trata-se de estudo observacional com dois delineamentos. Um  descritivo, que toma o indivíduo como unidade do estudo, e outro ecológico,  analisando agregado populacional que incluiu análise de séries temporais. A  fonte de dados foi o sistema de informação de mortalidade do Estado de São Paulo  e censos de 1980, 1991 e 2000. Descreveu-se a variação sazonal e para a análise  de tendência aplicaram-se modelos log lineares de regressão polinomiais,  utilizando-se variáveis sociodemográficas da criança e da mãe. Foram analisadas  a evolução de indicadores sociodemográficos do município de 1980 a 2000, as  taxas médias de mortalidade por diarreia nos menores de 5 anos e seus  diferenciais por distrito nos anos 90.    <br>  <b>Resultados:</b> dos 1.360 óbitos, 94,3 e 75,3% atingiram, respectivamente,  menores de 1 ano e de 6 meses. O declínio da mortalidade foi de 98,3%, com  deslocamento da sazonalidade do verão para o outono. A mediana da idade  elevou-se de 2 meses nos primeiros períodos para 3 meses no último. O resíduo de  óbitos manteve-se entre filhos de mães de 20 a 29 anos e escolaridade &lt; 8 anos.  O risco relativo entre o distrito mais atingido e a taxa média do município  diminuiu de 3,4 para 1,3 do primeiro para o segundo quinquênio dos anos 90.    <br>  <b>Conclusão:</b> nossos resultados apontam uma elevação da idade mais  vulnerável e a provável mudança do agente mais frequentemente associado ao óbito  por diarreia.</i> </font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"> <font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">Palavras-chave:    <br>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;DIARRÉIA-mortalidade    <br>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;DIARRÉIA INFANTIL-mortalidade    <br>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;DEMOGRAFIA    <br>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;MODELOS LINEARES    <br>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;FATORES SOCIOECONÔMICOS    <br>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;FATORES DE TEMPO    <br>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;RECÉM-NASCIDO    <br>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;LACTENTE    <br>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;PRÉ-ESCOLAR </font></p>  <font face="Verdana" size="2">      ]]></body>
<body><![CDATA[<br>  </font>  <multicol gutter="18" cols="2"></multicol>     <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">Summary </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> <i><b>Objective:</b> to analyze the trend in mortality due to diarrhea among  children under 5 in the town of Osasco (SP), Brazil, between 1980 and 2000.    <br>  <b>Methods:</b> this is a descriptive observational study with two different  designs, the first using individuals as the unit of study, and the other  ecological, using groups of individuals as units of observation and including  time series analysis. Data were obtained from the state of São Paulo information  system of deaths and the results of the 1980, 1991 and 2000 censuses. Seasonal  variations were described and log linear polynomial regression models were  employed to analyze trends, using the sociodemographic characteristics of  mothers and their children. Analyses were carried out of the changes in the  town’s sociodemographic indicators from 1980 to 2000, the average mortality  rates among under-5s due to diarrhea and the differences between districts  during the 1990s.    <br>  <b>Results: </b>there were a total of 1,360 deaths, 94.3% of which were before 1  year of age and 75.3% of which were before 6 months. There was a 98.3% reduction  in mortality and the period of peak mortality shifted from summer to  autumn/fall. The median age at death increased from 2 months at the first three  quinquenium of study to 3 months at the last. The residual deaths were among the  children of mothers aged 20 to 29 years and of mothers who had spent less than 8  years in education. The relative risk between the worst-affected district and  the average rate for the town reduced from 3.4 to 1.3 from the first 5 years of  the 1990s to the second half of the decade.    <br>  <b>Conclusions:</b> our results demonstrate an increase in the age of greatest  vulnerability and indicate that it is probable that the agent most often linked  with mortality due to diarrhea has changed.</i> </font></p>      <p align="left"> <font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">Key words:    <br>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;DIARRHEA-mortality    <br>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;DIARRHEA, INFANTILE-mortality    <br>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;DEMOGRAPHY    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;LINEARS MODELS    <br>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;SOCIOECONOMIC FACTORS    <br>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;TIME FACTORS    <br>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;INFANT, NEWBORN    <br>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;INFANT    <br>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;CHILD, PRESCHOOL </font></p>  <font face="Verdana" size="2">      <br>  </font>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Introdução </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Assistimos nas últimas décadas significativa diminuição da morbimortalidade por  doença diarreica na infância em todo o país </font><font color="#1f1a17" face="Times New Roman" size="2"> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a name="1.."></a><a href="#1">1</a>,<a name="2.."></a><a href="#2">2</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">,  acompanhando a melhora de indicadores socioeconômicos, demográficos e de saúde.  Dentre esses indicadores, destacam-se a ampliação da cobertura dos serviços de  saneamento básico, diminuição da desnutrição infantil, aumento da cobertura  vacinal </font><font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a name="3.."></a><a href="#3">3</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">,  do aleitamento materno, da escolaridade materna, do acesso a serviços de saúde,  terapia de reidratação oral e à informação </font> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a name="4.."></a><a href="#4">4</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">,  apontados em diversos estudos como associados ao comportamento desse agravo </font> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a name="5.."></a><a href="#5">5</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">.</font></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Entretanto, a evolução desses indicadores pode apresentar importantes  diferenciais inter e intrarregionais </font><font color="#1f1a17" face="Times New Roman" size="2"> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a href="#4">4</a><a name="6.."></a>,<a href="#6">6</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">.  Inquérito domiciliar realizado no país, em 1989, mostrou prevalência de 10,5% de  diarreia em menores de 5 anos, sendo 5,9% na região sul e 15,4% no nordeste do  país </font><font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a name="7.."></a><a href="#7">7</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">.  Inquéritos realizados em São Paulo, em 1984 e 1996, mostraram que a prevalência  de diarreia em menores de 5 anos foi maior no terço mais pobre da população,  apesar de expressiva queda ocorrida no período </font> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a href="#4">4</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">.</font></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> </font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">Existem poucas  pesquisas disponíveis a respeito do comportamento da mortalidade por doença  diarreica na infância a partir de 1980, período em que ocorreu seu maior  declínio. O conhecimento mais detalhado sobre o tema é indispensável para  subsidiar a elaboração de políticas públicas e estratégias de intervenções que  promovam a equidade em saúde. O presente estudo tem por objetivo verificar a  tendência da mortalidade por diarreia entre menores de 5 anos, ressaltando a  sazonalidade no período de 1980 a 2000, e descrever diferenças relativas ao  espaço no município de Osasco, de 1991 a 2000, tomando os distritos como  unidade. </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Métodos </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Trata-se de estudo observacional exploratório que segue dois delineamentos: um,  descritivo, que toma o indivíduo como unidade do estudo; e outro, ecológico,  analisando um agregado populacional (este último inclui análise de séries  temporais). A área de estudo é o município de Osasco, localizado na região  metropolitana de São Paulo, com população de cerca de 650.000 habitantes em 2000 </font><font color="#1f1a17" face="Times New Roman" size="2"> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a name="8.."></a><a href="#8">8</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">.  Nessa mesma época, o coeficiente de mortalidade infantil situava-se em 19/1000  NV, a taxa de analfabetismo em 5,3% e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)  era de 0,818 em 2000 </font><font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a name="9.."></a><a href="#9">9</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">.</font></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Foram incluídos neste estudo óbitos ocorridos entre crianças menores de 5 anos,  residentes em Osasco no período de 1980 a 2000, que apresentaram a diarreia como  causa básica - códigos 008 e 009 da nona revisão da Classificação Internacional  de Doenças (CID-9), entre 1980 e 1995, e códigos A08 e A09 da CID-10, entre 1996  e 2000. Para a análise de tendência foram incluídos todos os óbitos, e para a  análise por distrito de residência foram excluídos sete dos 137 (5,1%) óbitos  ocorridos no período de 1991 a 2000; tais perdas decorreram da ausência de  informação de interesse no atestado de óbito ou endereço incompleto. </font></p>  <multicol gutter="18" cols="2"></multicol>     <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">As informações  referentes aos óbitos armazenadas em formato eletrônico, assim como os atestados  de óbitos, foram fornecidas pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados  (SEADE) </font><font color="#1f1a17" face="Times New Roman" size="2">  <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a href="#10">10</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">,  órgão oficial do governo do Estado de São Paulo, responsável pelo levantamento  de dados e disseminação de estatísticas e estudos de indicadores  socioeconômicos, demográficos e de saúde, incluindo o sistema de informação de  mortalidade do estado. As estimativas populacionais e indicadores  socioeconômicos do município foram obtidos dos censos demográficos de 1980,  1991, de 2000 e da contagem da população de 1996, realizados pela Fundação  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (FIBGE) </font> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a href="#8">8</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">.  A tabulação dos dados populacionais por distritos e os referentes à evolução dos  serviços de saúde e das áreas com habitações subnormais foram obtidos na  Secretaria de Planejamento e Gestão do município de Osasco </font> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a href="#9">9</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">.</font></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">As variáveis de  interesse foram: sexo, idade, mês de ocorrência do óbito, distrito de moradia,  idade e escolaridade da mãe. Por sua vez, as relativas à assistência médica,  peso ao nascer, instrução e ocupação do pai e ocupação da mãe não foram  analisadas devido ao elevado número de ausência de informação nas bases de dados  disponíveis. </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Os distritos administrativos foram caracterizados de acordo com a variação  percentual da população &lt; 5 anos e ³ 70 entre 1991 e 2000, cobertura de água e  esgotamento sanitário, população de pessoas alfabetizadas ³ 10, percentual de  domicílios por rendimento médio mensal, instrução do chefe da família por anos  de estudo em 1991 e 2000, e proporção de favelas em 1996. </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Análise </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> As bases de dados foram obtidas no formato dBase e convertidas para o software  estatístico Epi-Info versão 3.4 e Stata versão 7, com os quais foram efetuadas a  análises. </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Os óbitos por diarreia foram analisados de acordo com sua distribuição nos  períodos de: 1980 a 1984; 1985 a 1989; 1990 a 1994 e de 1995 a 2000, segundo a  idade, sexo, mês e local de ocorrência, assim como alguns atributos da mãe, como  idade e escolaridade. Para a descrição dos óbitos segundo idade e sexo da  criança, utilizou-se a mediana como medida de tendência central. </font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Os dados foram também analisados segundo os sete distritos do município de  Osasco, por meio das taxas anuais médias de mortalidade nos quinquênios de 1991  a 1995 e de 1996 a 2000. Para o cálculo das taxas médias de mortalidade em  menores de 5 anos, por idade e por local de residência, tomamos como numerador  os óbitos em cada período e como denominador a população estimada para essa  faixa etária; para o 1º de junho do ano intermediário, o resultado foi dividido  pelo número de anos do período. Posteriormente, foram calculados para os 2  quinquênios os riscos relativos (RR) com os respectivos intervalos de confiança  de 95% (IC95%), tomando a taxa média do município como referência (RR = 1,0). </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Foram analisadas as tendências de mortalidade por diarreias de 1980 a 2000  somente entre os menores de 1 ano, pois acima dessa faixa o número de óbitos era  insuficiente para tal tipo de análise. A tendência entre os menores de 1 ano foi  analisada inicialmente segundo idade da criança e idade e grau de escolaridade  da mãe. Para o cálculo das taxas de mortalidade por diarreia em menores de 1  ano, tomamos com numerador os óbitos e como denominador o total de nascidos  vivos (NV), em cada ano </font><font color="#1f1a17" face="Times New Roman" size="2"> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a name="10.."></a><a href="#10">10</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">.</font></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Para a análise de tendência, foram utilizados modelos log lineares de regressão  polinomiais para as séries temporais, onde a variável dependente (Y) foi o  logaritmo dos números anuais de óbitos por diarreia em cada uma das categorias  estudadas, e a variável independente (X), os anos referentes ao período de  estudo. A variável tempo foi centralizada através do ponto médio da série  histórica, para evitar autocorrelação </font><font color="#1f1a17" face="Times New Roman" size="2"> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a name="11.."></a><a href="#11">11</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">.  A modelagem foi efetuada por regressão linear, fundamentada nos modelos de  primeira, segunda e terceira ordem. A escolha do melhor modelo foi baseada no  valor do coeficiente de determinação r</font><font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>2</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">,  na análise de resíduos, preenchendo os pressupostos de independência e variância  constante dos erros e significância estatística, onde p &lt; 0,05.</font></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da Faculdade de Saúde Pública. </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Resultados </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Durante o período de interesse, ocorreram 1.360 óbitos por diarreia no município  de Osasco, sendo 5,7% nas crianças de 12 a 59 meses, 94,3% nos menores de 1 ano.  Destes, 75,2% dos óbitos ocorreu nos menores de 6 meses. Houve predomínio do  sexo masculino (55,8%). </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Em números absolutos, os óbitos entre menores de 5 anos declinaram de 209, em  1980, para três, em 2000, sendo que estes três óbitos atingiram crianças de 1 a  11 meses de idade. Nos três primeiros períodos (1980-84, 1985-89 e 1990-94),  ocorreram 844, 346 e 127 óbitos, respectivamente. De 1995 a 2000, ocorreram 43  óbitos, sendo que 51% deles atingiu a faixa de 1 a 5 meses; e 30% das crianças  situavam-se entre 6 e 11 meses (11% tinha 1 ano ou mais), sendo que o grupo de  menores de 28 dias não foi atingido. </font></p>  <multicol gutter="18" cols="2"></multicol>     <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">Entre os óbitos  ocorridos entre os menores de 1 ano, a mediana da idade foi de 2 meses nos três  primeiros períodos, elevando-se para 3 meses no último período (1995-2000). </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> O coeficiente de mortalidade infantil por diarreia declinou 98,3%, de 11,9  óbitos/1.000 NV em 1980, para 0,2 óbitos/1.000 NV em 2000. A taxa de mortalidade  por diarreia para os menores de 5 anos diminuiu em 98,6%, no mesmo período,  decrescendo de 319,7 óbitos/100.000 menores de 5 anos/ano, em 1980, para 5,5  óbitos/100.000 menores de 5 anos/ano, em 2000. </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Verificamos durante o período de interesse uma mudança na distribuição sazonal,  que de um claro predomínio nos meses de janeiro a março (verão no hemisfério  sul), no período de 1980 a 1985, desloca-se para o mês de maio (outono) no  período de 1995 a 2000 (<a href="#fig1">Figura 1</a>). </font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font face="Verdana" size="2"><a name="fig1"></a><img style="width: 400px; height: 215px;" alt="" src="/img/revistas/adp/v82n1/1a10f2.gif">    <br>  </font>  </p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Os óbitos por diarreia em menores de 5 anos foram mais numerosos entre filhos de  mulheres entre 20 e 29 anos (59,7%) e com menos de 8 anos de escolaridade  (98,7%). </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> A tendência da mortalidade entre os &lt; 1 ano nos diferentes estratos de idade da  criança (&lt; 28 dias, de 28 dias a 5 meses e de 6 a 11 meses), dos grupos etários  da mãe (&lt; 20, de 20 a 29 e de 30 e mais) e escolaridade da mãe (&lt; de 1 ano e de  1 a 8 anos) foi de declínio, sendo que o modelo que melhor se ajustou foi o log  linear (LnY = 0 + 1 X) (<a href="#fig2">Figura 2</a>). </font></p>  <font face="Verdana" size="2">  <a name="fig2"></a><img style="width: 400px; height: 334px;" alt="" src="/img/revistas/adp/v82n1/1a10f3.gif"> </font>     <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">Na análise por  distrito de residência, entre os menores de 5 anos, foram estudados 130 óbitos.  Para o período de 1991 a 1995, a taxa anual média do município foi de 33,0  óbitos por diarreia/100.000 menores de 5 anos/ano, porém atingindo 103,6  óbitos/100.000 menores de 5 anos no Distrito Norte, com um RR = 3,4 (IC95%  1,0-9,9) (<a href="/img/revistas/adp/v82n1/1a10t1.gif">Tabela 1</a>), área que  na época apresentava os piores indicadores socioeconômicos e um incremento  populacional de cerca de três vezes, com a mais alta proporção de pessoas  vivendo em favelas (40,1%) e a mais baixa cobertura domiciliar de esgotamento  sanitário (13,7%) (<a href="/img/revistas/adp/v82n1/1a10t2.gif">Tabela 2</a>).  Por sua vez, o Distrito Centro que apresentou a menor taxa de mortalidade (<a href="/img/revistas/adp/v82n1/1a10t1.gif">Tabela  1</a>) mostrava os melhores indicadores, com decréscimo de 29,2% da população de  menores de 5 anos, crescimento de 51,9% da população de 70 anos, assim como os  melhores indicadores de alfabetização e de renda do chefe da família (<a href="/img/revistas/adp/v82n1/1a10t2.gif">Tabela  2</a>). </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> No segundo quinquênio (1996-2000), os diferenciais permanecem, mas de forma  menos acentuada. O distrito que apresentou maior diferencial em relação à taxa  anual média do município foi o Distrito Noroeste, com um RR de 1,4 (IC95%  0,7-2,6), embora essa diferença não tenha sido significante (<a href="/img/revistas/adp/v82n1/1a10t1.gif">Tabela  1</a>). Tal distrito possuía, na época, o segundo maior percentual de pessoas  morando em favelas e a maior taxa de chefes de família com menos de 1 ano de  estudo, segundo o censo demográfico de 2000 (<a href="/img/revistas/adp/v82n1/1a10t2.gif">Tabela  2</a>). </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Com relação à evolução dos serviços de saúde no município, em meados dos anos  90, houve a completa municipalização e ampliação dos serviços de saúde, tanto  das unidades básicas como hospitalares, com ênfase a assistência à maternidade e  infância. Em 1990, Osasco contava com 27 unidades básicas de saúde (UBS), cujo  atendimento focalizava especialmente a saúde da criança, da mulher e da saúde  bucal, cinco pronto-socorros e quatro unidades de pronto atendimento. Em 2000,  havia 50 equipamentos de saúde (24 UBS, sete postos de pronto atendimento, cinco  pronto-socorros, um hospital geral, uma maternidade e duas policlínicas) </font><font color="#1f1a17" face="Times New Roman" size="2"> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a href="#9">9</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">.</font></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> </font></p>      <p> </p>  <multicol gutter="18" cols="2"></multicol>     <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">Discussão </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> O estudo apontou expressivo declínio da mortalidade por diarreia entre menores  de 5 anos (98,3%) no município de Osasco, nas décadas de 1980 e 1990. Houve,  entretanto, diferenciais entre os distritos </font><font color="#1f1a17" face="Times New Roman" size="2"> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a name="12.."></a><a href="#12">12</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">.  Diversos fatores podem ter contribuído para esse declínio. Pode-se citar, entre  eles, a melhora da cobertura do saneamento básico, já elevada no início dos anos  80, a ampliação da cobertura dos serviços de saúde, o aprimoramento da  assistência pré-natal e da infância e a elevação da escolaridade, assim como o  declínio da desnutrição infantil na região metropolitana de São Paulo nas  últimas duas décadas </font><font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a href="#4">4</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">.  Os resultados sugerem, também, que tenha existido uma ação sinérgica da expansão  dos serviços de saúde e da cobertura de saneamento </font> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a href="#12">12</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">  na diminuição da mortalidade infantil por diarreia.</font></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> </font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Estudos efetuados no país apontam o declínio concomitante da morbimortalidade no  mesmo período, assim como da gravidade das diarreias na infância, com a  diminuição mais veloz das internações se comparada à incidência da diarréia </font><font color="#1f1a17" face="Times New Roman" size="2"> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a href="#4">4</a>,<a name="13.."></a><a href="#13">13</a><a name="14.."></a>,<a href="#14">14</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">,  sugerindo maior acessibililidade a ações de saúde, melhora na qualidade da  atenção à criança </font><font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a name="15.."></a><a href="#15">15</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">  e incentivo ao uso da reidratação oral </font> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a name="16.."></a><a href="#16">16</a>,<a name="17.."></a><a href="#17">17</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">.</font></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> No município de Osasco, o processo de municipalização dos serviços de saúde se  efetivou em 1996, com ampliação da rede de UBS e a incorporação de novas  atribuições, principalmente para atender ao princípio da integralidade. </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> A significativa expansão e melhora no atendimento pré-natal e do recém nascido,  provavelmente diminuindo a importância relativa de fatores como a prematuridade  na determinação do óbito </font><font color="#1f1a17" face="Times New Roman" size="2"> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a name="18.."></a><a href="#18">18</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">,  é expressa pela ausência de óbitos entre os menores de 28 dias, nos últimos 5  anos do período de estudo. Esse processo cria também condições de acesso aos  segmentos mais vulneráveis da população, constituindo valioso instrumento na  diminuição da mortalidade na infância </font> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a name="19.."></a><a href="#19">19</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">.</font></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Entre as estratégias de promoção à saúde da criança, destaca-se o incentivo ao  aleitamento materno, que foi apontado como importante fator na redução da  mortalidade por diarreias em alguns estudos, inclusive na área metropolitana de  São Paulo </font><font color="#1f1a17" face="Times New Roman" size="2"> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a href="#4">4</a>,<a name="20.."></a><a href="#20">20</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">.</font></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Existem evidências de que um discreto aumento no tempo de amamentação possa ter  contribuído para a diminuição da morbimortalidade por diarréia </font><font color="#1f1a17" face="Times New Roman" size="2"> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a href="#16">16</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">.  Inquérito realizado em 14 municípios da região metropolitana de São Paulo </font> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a name="21.."></a><a href="#21">21</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">  estimou que no município de Osasco, no período de 1999 a 2000, o aleitamento  materno exclusivo, em 17% das nutrizes, foi responsável pela redução em 84 e 39%  dos óbitos por diarreia, respectivamente, nos menores de 3 meses e de 4 a 11  meses.</font></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> O deslocamento da sazonalidade dos óbitos por diarreia, do verão para o outono,  a partir dos anos 90, pode ser atribuído à ampliação do saneamento básico. O  mesmo deve-se, de um lado, ao aumento relativo das infecções por vírus </font><font color="#1f1a17" face="Times New Roman" size="2"> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a href="#2">2</a>,<a name="22.."></a><a href="#22">22</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">,  especialmente o rotavírus </font><font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a name="23.."></a><a href="#23">23</a>,<a name="24.."></a><a href="#24">24</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">,  cuja transmissão é predominantemente respiratória, e de outro, à diminuição das  infecções bacterianas, principalmente as determinadas pela <i>Escherichia coli</i> </font><font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a name="25.."></a><a href="#25">25</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">,  que assumem no verão maior importância em comunidades sem saneamento, em virtude  das águas das chuvas aumentarem a contaminação ambiental.</font></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> </font></p>  <multicol gutter="18" cols="2"></multicol> <multicol gutter="18" cols="2"></multicol>     <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">Diferentemente do  que se tem assinalado em outros estudos onde se observou a desaceleração da  queda da mortalidade por diarreia na década de 90 </font><font color="#1f1a17" face="Times New Roman" size="2">  <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a href="#22">22</a>,<a name="26.."></a><a href="#26">26</a>,<a name="27.."></a><a href="#27">27</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">,  os resultados apontam um declínio sem grandes variações durante todo o período,  possivelmente, pela conjunção favorável de todos os fatores assinalados.</font></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> No primeiro quinquênio dos anos 90, a mortalidade por diarreia entre menores de  5 anos se apresentava de forma heterogênea no município de Osasco. Tal  diferencial é consistente com o comportamento de alguns indicadores nos  diferentes distritos do município, especialmente os referentes ao grau de  escolaridade, às condições habitações, à cobertura de saneamento básico e ao  rápido crescimento demográfico não acompanhado pela ampliação da infraestrutura  urbana. </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> A drástica diminuição desse diferencial no último quinquênio (1996-2000), sem  que houvesse uma melhora dos indicadores socioeconômicos e de saúde na mesma  proporção, fortalece a hipótese do papel relevante das intervenções de saúde  pública e da melhora da assistência. A ausência de óbitos no Distrito Norte, que  fora o mais afetado no primeiro período de estudo, possivelmente reflete  intervenções que propiciaram maior acesso a bens e serviços, promovendo a  equidade em saúde nessa comunidade. </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> O monitoramento de indicadores com vistas a identificar diferenciais nos perfis  de morbimortalidade, permitindo a caracterização de grupos de maior risco na  população </font><font color="#1f1a17" face="Times New Roman" size="2"> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a name="28.."></a><a href="#28">28</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">,  oferece os fundamentos para políticas do setor saúde que focalizem a promoção da  equidade e o bem-estar social por meio de intervenções em saúde pública em  grupos mais vulneráveis da população </font> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup><a name="29.."></a>(<a href="#29">29</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">.</font></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> </font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Os resultados ora apresentados devem ser interpretados considerando algumas  limitações próprias das estatísticas vitais, tais como o preenchimento muitas  vezes inadequado dos atestados de óbitos, dos endereços informados, além da  inexistência de informação, nesses atestados, a respeito de agentes infecciosos  associados ao óbito por diarreia. No entanto, a despeito dessas limitações, os  resultados obtidos são consistentes com os de outras pesquisas efetuadas na  região </font><font color="#1f1a17" face="Times New Roman" size="2"> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a href="#2">2</a>,<a href="#4">4</a>,<a href="#14">14</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">.</font></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Considerando a manutenção de um resíduo de óbitos evitáveis por diarreia entre  menores de 5 anos, é de interesse identificar quais são, na atualidade, os  grupos e fatores de risco. Nossos resultados apontam uma elevação da idade mais  vulnerável e a provável mudança do agente mais frequentemente associado ao óbito  por diarreia.Temos, no entanto, lacunas no conhecimento a respeito do tema,  sugerindo a relevância do desenvolvimento de sistema de vigilância para diarreia  na infância, com o objetivo de analisar continuamente tendências de fatores  relacionados à gravidade da doença (etiologia, proporção de casos internados,  duração do episódio), assim como o estudo de fatores de risco associados à  gravidade. Tal conhecimento permitiria a identificação de fatores prognósticos,  além de aprimorar programas educativos focalizando as mães, oferecendo-lhes  informações sobre o uso adequado e oportuno da reidratação oral e dando ênfase  ao aleitamento materno </font><font color="#1f1a17" face="Times New Roman" size="2"> <font color="#1f1a17" face="Verdana"><sup>(<a href="#18">18</a><a name="30.."></a>,<a href="#30">30</a>)</sup></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2">.</font></font><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> </font></p>      <p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"> Referências bibliográficas </font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"><a name="1"></a> <a href="#1..">1</a>.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<b>Monteiro CA, Nazário CL.</b> Declínio da mortalidade  infantil e equidade social: o caso da cidade de São Paulo entre 1973 e 1993. In:  Monteiro CA. Velhos e novos males da saúde no Brasil. A evolução do país e suas  doenças. São Paulo: Hucitec/Nupens/USP; 1995. p. 173-85.     </font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"><a name="2"></a> <a href="#2..">2</a>.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<b>Kale PL, Fernandes C, Nobre FF.</b> Padrão temporal  das internações e óbitos por diarréia em crianças, 1995 a 1998, Rio de Janeiro.  Rev Saude Publica 2004; 38: 30-7.     </font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"><a name="3"></a> <a href="#3..">3</a>.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<b>Bern C, Martines J, de Zoysa I, Glass RI. </b>The  magnitude of the global problem of diarrhoeal disease: a ten-year update. Bull  World Health Organ 1992; 70: 705-14.     </font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"><a name="4"></a> <a href="#4..">4</a>.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<b>Benício MH, Monteiro CA.</b> Tendência secular da  doença diarréica na infância na cidades de São Paulo (1984-1996). Rev Saude  Publica. 2000; 34: 83-90.     </font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"><a name="5"></a> <a href="#5..">5</a>.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<b>Kosek M, Bern C, Guerrant RL. </b>The global burden  of diarrhoeal disease, as estimated from studies published between 1992 and  2000. Bull World Health Organ 2003; 81: 197-204. Epub 2003 May 16.     </font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"><a name="6"></a> <a href="#6..">6</a>.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<b>Claeson M, Waldman RJ.</b> The evolution of child  health programmes in developing countries: from targeting diseases to targeting  people. Bull World Health Organ 2000,78: 1234-45.     </font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font color="#1f1a17" face="Verdana" size="2"><a name="7"></a> <a href="#7..">7</a>.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<b>Benício MH, Monteiro CA, Gouveia NC. </b>Perfil de  morbidade e padrão de utilização dos serviços de saúde das crianças brasileiras  menores de cinco anos – 1989. In: Monteiro MF, Cervini R, organizadores. Perfil  estatístico de crianças e mães no Brasil: aspectos de saúde e nutrição de  crianças no Brasil 1989. 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