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Enfermería: Cuidados Humanizados

versión impresa ISSN 1688-8375versión On-line ISSN 2393-6606

Enfermería (Montevideo) vol.12 no.2 Montevideo  2023  Epub 01-Dic-2023

https://doi.org/10.22235/ech.v12i2.3198 

Artigos originais

Critérios relacionados à alta hospitalar segura do recém-nascido: Uma revisão integrativa

Criterios relacionados con el alta hospitalaria segura del recién nacido: Una revisión integrativa

Cintia Maria Magalhães Oliveira de Araujo1 
http://orcid.org/0000-0002-5915-2768

Camila Tahis dos Santos Silva2 
http://orcid.org/0000-0003-2434-2817

Flávia Lavínia de Carvalho Macedo3 
http://orcid.org/0000-0002-9191-6588

Josielson Costa da Silva4 
http://orcid.org/0000-0002-5198-9491

Cláudia Nery Teixeira Palombo5 
http://orcid.org/0000-0002-0651-9319

Ridalva Dias Felix Martins6 
http://orcid.org/0000-0003-0295-9998

1 Universidade Federal da Bahia, Brasil, cintiaraujo2019@hotmail.com

2 Universidade Federal da Bahia, Brasil

3 Universidade Federal da Bahia, Brasil

4 Universidade Federal da Bahia, Brasil

5 Universidade Federal da Bahia, Brasil

6 Universidade Federal da Bahia, Brasil


Resumo:

Objetivo:

Método:

Resultados:

Conclusão:

Palavras-chave: alta do paciente; recém-nascido; sumário de alta do paciente; enfermagem; neonatologia

Resumen:

Objetivo:

Método:

Resultados:

Conclusión:

Palabras claves:  alta del paciente; recién nacido; resumen del alta del paciente; enfermería; neonatología

Abstract:

Objective:

Method:

Results:

Conclusion:

Keywords: patient discharge; newborn; patient discharge summary; nursing; neonatology

Introdução

A alta hospitalar qualificada, também conhecida como transição dos cuidados, é definida como um conjunto de ações destinadas a assegurar a continuidade e a coordenação do cuidado a pacientes, transferidos entre diferentes serviços ou níveis de atenção à saúde, tendo na educação ao paciente e sua família estratégia para uma transição segura. 1,2 Isso porque um recém-nascido (RN) necessita de cuidados intensivos nos primeiros dias de vida, e em alguns casos pode precisar de aparatos tecnológicos para ajudar na manutenção do conforto e sobrevivência na vida extrauterina, por isso é fundamental que haja um planejamento de ações com o objetivo de assegurar ao RN uma transição segura entre o hospital e o seu lar. 2,3)

Nesse sentido, o processo de alta hospitalar segura do RN deve ser iniciado na admissão do neonato e sua genitora, bem como o genitor, se presente no Alojamento Conjunto incluindo o acolhimento e preparo dos mesmos para os cuidados domiciliares. Neste ambiente, os cuidadores serão orientados sobre os cuidados com a higiene, nutrição, toque, comportamento, interação, sono, dentre outras necessidades e anseios do bebê e da família. Busca-se a redução dos níveis de ansiedade e estresse dos familiares, de agravos e reinternações de recém-nascidos, além do desenvolvimento de competências e identificação de recursos comunitários para o acompanhamento após a alta hospitalar. 4,5

No entanto, a Organização Mundial de Saúde, 6 refere algumas recomendações que detalham o período mínimo de permanência hospitalar após o nascimento do RN e fornecem orientações sobre os critérios de alta. Preconiza, também, respeitar o tempo necessário do binômio estabelecer vínculo, a experiência de parto e quaisquer problemas de saúde que venham a ocorrer. Ainda afirmam que os contatos pós nascimento são recomendados para mães e recém-nascidos saudáveis entre 48 e 72 horas, entre 7 e 14 dias e durante a sexta semana após o nascimento. Vale ressaltar que se identificados riscos à saúde da genitora e bebê, após avaliação multiprofissional, recomenda-se maior aproximação dos profissionais e serviços hospitalares em acompanhamento domiciliar ao RN e seus arranjos familiares após as primeiras seis semanas de vida do RN.

A ausência desses cuidados pode colaborar com agravos preveníveis como o engasgo, a hipotermia, infecções, doenças oportunas pelo atraso do calendário vacinal entre outras causas contribuintes para a morbimortalidade neonatal. Neste contexto, no preparo da alta, cabe ao enfermeiro orientar, treinar e supervisionar a família para a continuidade de cuidado do RN no domicílio, pois falhas nessa comunicação podem aumentar os riscos de readmissões hospitalares e reinternações desnecessárias. 1

No mundo, segundo estudo que foi realizado na Itália, o número de reinternações de neonatos chegam 34,3 % dos muito prematuros e 24,4 % dos prematuros moderados em relação ao número de RNs que foi uma amostra de 90.545 recém-nascidos. Em números absolutos essa taxa corresponde a 25.336 RNs reinternados. (7 Já aqui no Brasil, um estudo realizado em Pelotas mostrou que esse número é de 557 RNs reinternados, a partir de uma amostra de 4.231 RNs, que equivale a cerca de 13,17 % de reinternações, podendo ser ampliado quando avaliado por regiões de maior vulnerabilidade frente aos serviços de saúde prestados. (8

Esses dados podem ser reflexos de uma alta desqualificada, uma vez que o RN está mais suscetível a internações e reinternações por conta de problemas decorrentes da infância, e a falta de informação e/ou a comunicação não efetiva e clara pode gerar margem para interpretações errôneas e equivocadas, além de trazer maiores riscos de complicações por causas evitáveis. Conforme a Sociedade Brasileira de Pediatria 1) (SBP), a cada dez óbitos de recém-nascidos, oito poderiam ser evitados; tais dados remetem às dificuldades enfrentadas por essas famílias em momentos importantes quanto à transição entre o local de nascimento e o seu domicílio.

Uma alta qualificada com ações estratégicas, pode reduzir o número de infecções, empoderar genitores para o cuidado seguro de seus filhos, reduzir sofrimentos e ansiedades causados pelo retorno à uma instituição de saúde e diminuir os custos hospitalares gerados por uma reinternação. Portanto, uma alta não planejada, discutida e sistematizada frente aos critérios biológicos, comunicação efetiva e acompanhamento na rede assistencial, podem proporcionar retornos emergenciais dos RN e seus cuidadores às maternidades. (1

Para tanto, em 21 de outubro de 2016 foi publicado pelo Ministério da Saúde a Portaria n.º 2.068, que institui diretrizes básicas para a organização da atenção integral e humanizada à mulher e ao recém-nascido no Alojamento Conjunto. Essa portaria aborda quais são os critérios mínimos para uma alta segura, e propõe que antes da alta a mulher receba todas as orientações necessárias de modo a se sentir segura e capaz de cuidar de si e do seu filho em seu domicílio nessa nova rotina. A portaria propõe também que para alta, deve ser realizado plano terapêutico singular, levando em consideração o tempo de permanência e as necessidades individuais de cada um. (9

Nesse sentido, o Ministério da Saúde (MS) e a SBP destacam alguns critérios importantes para uma alta segura a avaliação multiprofissional das questões físicas e biológicas do recém-nascido, podendo se entender à sua genitora, a promoção de uma comunicação efetiva junto aos genitores e rede de apoio, resultando em garantias de vinculação à unidade básica de saúde adscrita para o seguimento do RN, colaborando com possíveis agravos à saúde. 1,2

Assim, conhecer os principais critérios fundamentados na literatura envolvidos na alta segura do recém-nascido pode assegurar uma ação qualificada. Além disso, a aproximação da prática com a teoria de transição de cuidados legitima os cuidados que são despendidos desde o hospital até o domicílio. 2,3 Tal prática, contribui para a redução das taxas de reinternação e morbimortalidade por situações e agravos que poderiam ser identificados ainda na maternidade. 10 Logo, a realização deste estudo se faz da necessidade em sintetizar o conhecimento acerca dos critérios utilizados para auxiliar na tomada de decisão no momento da alta segura do neonato, com vistas a desenvolver um protocolo de alta e um aplicativo voltado para a equipe multiprofissional.

Diante da problemática exposta aliada ao cenário de morbidade em recém-nascidos, potencializado pelo aumento de reinternações nas unidades de nascimento, que podem ser prevenidos, que onera os gastos hospitalares e desestruturas os arranjos familiares, surge o seguinte questionamento: Quais os critérios evidenciados pela literatura que norteiam uma alta segura do RN? Este estudo teve como objetivo identificar os principais critérios envolvidos na alta hospitalar segura do recém-nascido.

Metodologia

Trata-se de uma revisão integrativa de abordagem descritiva com base em dados secundários para obtenção de um panorama de estado da arte a respeito da temática. O artigo foi extraído da dissertação de mestrado intitulada “Desenvolvimento de protocolo de alta segura para recém-nascidos” do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal da Bahia e compõe um dos constructos adicionados como resultado da presente pesquisa, este estudo compõe a primeira fase da realização de um estudo metodológico e consiste na etapa de seleção do conteúdo para posterior construção de tecnologias voltadas para a alta segura do RN. Esse tipo de revisão possibilita uma abordagem metodológica referente às revisões, já que permite a inclusão de estudos experimentais e não-experimentais para uma compreensão completa do fenômeno analisado.11

O estudo seguiu os passos de elaboração de uma revisão integrativa proposta por Mendes, Silveira e Galvão 12) evidenciados na Figura 1.

Figura 1: Etapas para realização da revisão integrativa sobre alta do paciente em neonatologia em 2021. Fonte: Mendes, Silveira e Galvão (2008). 12  

A partir disso, foi elaborado um protocolo de revisão a fim de nortear e sistematizar as buscas e seleção dos estudos, caracterizado por conter a questão de pesquisa e o objetivo do estudo, as estratégias de busca e operadores booleanos a serem utilizados em cada base de dados, bem como os demais critérios de inclusão e exclusão.

Inicialmente foi formulada a questão de pesquisa que guiou esta revisão por meio da inquietação dos pesquisadores: quais os critérios evidenciados pela literatura que norteiam uma alta segura do RN?

Os estudos foram coletados em dezembro de 2021 nas bases de dados Pubmed/Medline, BVS, Scopus, Lilacs, utilizando-se descritores que estão inseridos no banco de Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e no Medical Subject Headings (MESH), com a seguinte estratégia de busca: “patient discharge sumaries” OR “patient discharge” AND “newborn”. Na estratégia de busca bibliográfica foi utilizado o operador booleano “OR” e “AND” (Tabela 1).

Tabela 1: Estratégia de busca bibliográfica nas bases de dados 

Nota: PubMed: Medical Literature Analysis and Retrieval System Online; BVS: Biblioteca Virtual em Saúde; Scopus; Lilacs: Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde.

A fim de obter evidências atuais e relevantes para o escopo da pesquisa, foram adotados critérios de elegibilidade, critérios de inclusão: artigos disponíveis na íntegra, publicados nos últimos 5 anos, nos idiomas inglês, espanhol e português que versassem sobre cuidados ao RN, alta hospitalar ou alta do paciente neonatal. E de exclusão todos os artigos que não atendiam ao objetivo da pesquisa e ou não possuíam relação com o tema em estudo, conforme procedimentos metodológicos do Preferres Reporting Items For Systematic Reviews and Meta-Analyse (PRISMA) 12 e fluxograma da Figura 2.

Figura 2: Fluxograma da seleção dos estudos adaptado do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA). 13  

Para a extração dos dados foi utilizada uma adaptação da Cochrane Collaboration Checklist, 14 os artigos foram lidos por pares de pesquisadores e analisados criticamente, organizado segundo os seguintes critérios: autor, título, ano de publicação, periódico, objetivo, método e principais resultados conforme os objetivos desta pesquisa. Já a avaliação crítica ocorreu através do mapeamento do local de realização dos estudos, bem como periódicos de publicação segundo Qualis.

Após extração das informações, os dados relativos aos parâmetros foram sintetizados por categorização, conforme um segundo instrumento de análise que continha a descrição do parâmetro identificado, os itens avaliados, título do estudo e ano de publicação. A análise de dados se deu mediante a análise do conteúdo, 15 sob a luz da Transição de Cuidados. 4

O presente estudo, por conter uma abordagem metodológica que não envolve pesquisa direta com seres humanos, não necessitou de submissão do projeto de pesquisa ao Comitê de Ética e Pesquisa (CEP), conforme preconizam as recomendações da Resolução n.º 466 do Conselho Nacional de Saúde, de 12 de dezembro de 2012, que determina as diretrizes e normas regulamentadoras das pesquisas envolvendo seres humanos.14) Ademais, na seleção de artigos prezou-se por avaliar aqueles que atendessem ao cumprimento dos preceitos éticos de pesquisas com seres humanos com aprovação pelo comitê de ética e se aplicável, consentimentos informados.

Resultados

A partir da busca nas bases de dados obteve-se 94 artigos. Desses, foram excluídos 75 estudos por não atenderem aos critérios de inclusão e 2 por não responderem ao objetivo proposto nesta pesquisa. Selecionou-se inicialmente 17 publicações submetidas a um processo crítico de leitura, dos quais 5 foram descartados por não apresentarem associação com a temática, resultando em 12 estudos incluídos para compor a revisão.

A Tabela 2 t3 descreve as publicações de acordo com seus principais aspectos, como autor, título do trabalho, objetivos, bem como base de dados de indexação, ano de publicação e caracterização do estudo. Destaca-se a qualificação dos periódicos com base nos critérios Capes de classificação, sendo a maioria das publicações em periódicos, tendo dois artigos em periódicos de classificação A1 e A2, e dez artigos em periódicos B.

Tabela 2: Síntese dos artigos selecionados segundo autor, título, objetivo, base de dados, ano, país de publicação e caracterização dos estudos. Salvador, Bahia, Brasil, 2022. 

Fonte: Elaborado pelos autores.

Constatou-se que os doze estudos selecionados foram publicados entre os anos de 2017 e 2021, sendo que 75 % da amostra (n=9) foram publicados nos três últimos anos, correspondendo a três em 2021, dois em 2020 e quatro em 2019. Já os demais artigos (25 % da seleção) foram publicados um em 2018 e dois em 2017, resultando em três artigos. Quanto ao local de realização dos estudos de pesquisa, a maioria foi realizado no Brasil, sendo três do Rio de Janeiro, 16,17,25 um do Ceará, 18 um de Minas Gerais 19 e um do Piauí. 27 Quanto aos estudos internacionais, foi possível identificar um estudo de cada um desses países: Itália, 23 Colômbia 24 e Dinamarca 21 e dois na Espanha. 20,22 No que concerne ao tipo de estudo, 66,6 % corresponderam a estudos de pesquisa de campo, sendo cinco qualitativos, (16,17,24,25,27 dois quantitativos (18,20 e um de abordagem mista. 23 Foram incluídas quatro revisões: duas integrativas, (19,26 um documental 21 e uma bibliográfica.20 A síntese qualitativa foi realizada com base na coleta dos dados, tendo os principais parâmetros biofisiológicos evidenciados e relacionados à alta hospitalar do recém-nascido foram elencados na Tabela 3.

Tabela 3: Síntese dos critérios biofisiológicos relacionados à alta hospitalar segura segundo os estudos incluídos na revisão. Salvador, Bahia, Brasil, 2022. 

Fonte: Elaborado pelos autores.

Discussão

A discussão dos resultados foi dividida em três categorias temáticas. Dos artigos analisados (n=12), dez deram subsídio para a primeira categoria: Parâmetros biofisiológicos;16,17,18,19,20,21,22,23,24,25,26 oito serviram à segunda, intitulada Comunicação e orientações aos pais: fragilidades e potencialidades da família; 16,18,19,21,23,24,25,26 sete deles alcançaram a terceira, denominada Cuidados pós-alta: seguimento de rede. (17,18,20,21,22,27,28

Parâmetros biofisiológicos

No que tange a uma avaliação centrada nas questões morfofuncionais com foco no equilíbrio biofisiológico no processo de alta hospitalar segura é necessária uma avaliação criteriosa da díade mãe e bebê, assim como o estado de saúde de ambos para uma possível alta hospitalar casada. Entretanto, há casos em que o RN necessita permanecer internado para confirmação e/ou exclusão de diagnósticos, bem como resolução das alterações de saúde que podem ser observadas de acordo com alguns parâmetros específicos.

Por isso, alguns aspectos fisiológicos fundamentais precisam ser assegurados antes da alta hospitalar segura do RN. Inicialmente, um dos principais pontos se refere à condição de nascimento saudável, sem nenhuma alteração morfológica que possa comprometer a sua adaptação e desenvolvimento com extensão para os dados vitais dentro de um padrão de normalidade para sua idade gestacional. 2) Posteriormente foca-se no monitoramento e incentivo à amamentação 16,18,25 e de mamadas efetivas 25 como parâmetros que compõem o rol de critérios utilizados para embasar a decisão de alta.

Já a alimentação 17,22,27 vista de forma mais ampliada, pode englobar tanto a amamentação, quanto a necessidade do fornecimento de fórmulas e/ou encaminhamentos para bancos de leite. Estes componentes são citados, tanto como critérios para a prevenção de perda excessiva de peso acompanhada de desidratação, 26 quanto para compor os critérios avaliados no processo de alta.

Outros critérios se relacionam à hiperbilirrubinemia e exames laboratoriais 21,23 já que são apontados como fatores determinantes para o reingresso de RN em unidades hospitalares. É importante ressaltar que os níveis de bilirrubina grave e sua evolução implica no monitoramento pelas maternidades quanto ao retorno ambulatorial na primeira semana de vida dos neonatos. A realização de testes universais de triagem neonatal 21,27 e triagem de distúrbios metabólicos na presença de fatores de risco maternos e/ou neonatais também são importantes componentes que possibilitam intervir de forma precoce e prevenir complicações à morbimortalidade neonatal.

Aponta-se também como critérios a abordagem de fatores de risco e revisão da história materna e gestacional para detecção da sepse neonatal precoce em RN assintomáticos, além da realização de sorologias para infecções congênitas. 21,26 Aliado a isso, é importante também a realização da revisão do exame físico e clínico evolutivo do RN, a fim de acompanhar as distocias e agravos que possam se apresentar durante o período de estadia pós-nascimento. 1,21,24 Essa abordagem é muito importante, visto que são essenciais para definir o aparecimento de agravos e desfechos negativos na evolução clínica do RN, principalmente nas primeiras semanas de vida.

Nesse contexto, uma das formas mais utilizadas para avaliar a efetividade da alta hospitalar segura do RN refere-se à taxa de reinternação hospitalar desses neonatos, fato que confirma ausência de atenção e acurácia quanto aos critérios biofisiológicos elencados pelos órgãos nacionais e internacionais, ou que as evidências científicas apontam, aliado à falta de protocolos assistenciais voltados à humanização e sistematização da alta qualificada desses pacientes e família. 16

Diante disso, é importante ressaltar as ações da enfermeira que por meio da consulta, adotando os referenciais das necessidades humanas básicas, possa avaliar o RN de modo a garantir uma maior acurácia na efetivação de uma alta segura. Portanto, instrumentos como o exame clínico e a avaliação de exames laboratoriais podem ser estratégias importantes que estabeleçam acurácia e segurança para que o enfermeiro possa fazer uma avaliação adequada.

Por fim, todos os parâmetros elencados fornecerão subsídios para uma tomada de decisão que contribua para a efetivação de uma alta hospitalar segura. Assim, o momento adequado estará condicionado ao alcance da estabilidade clínica do RN (18 embora precise estar aliado aos critérios e fatores elencados nos estudos citados.

Comunicação e orientações aos pais: fragilidades e potencialidades da família

A comunicação multiprofissional eficaz é considerada um ponto facilitador no processo e preparação da alta hospitalar segura do neonato. O processo de hospitalização exige que a equipe multiprofissional acolha os genitores e arranjos familiares do neonato, desde a internação até o preparo para a alta hospitalar do RN. 17

As orientações acerca dos parâmetros biofisiológicos do RN devem incluir aspectos como higiene, nutrição, manuseio, comportamento, interação, sono e repouso, dentre outras necessidades básicas. 4,5 Essas orientações podem compor o preparo de famílias para os cuidados domiciliares com o recém-nascido no processo de alta hospitalar da maternidade e deve ser iniciado na admissão da díade no Alojamento Conjunto, ou mesmo em outros setores assistenciais que possam favorecer momentos oportunos para as orientações devidas.

Dessa maneira, a equipe de enfermagem, em especial a enfermeira exerce função relevante na comunicação interprofissional e familiar concernente à internação e pode assumir a gestão da alta hospitalar segura do RN, 17 pois orientam os pais e demais familiares a dirimir as dificuldades diárias no que tange aos cuidados com os filhos, objetivando principalmente sanar as possíveis questões através das orientações.

Por conseguinte, os estudos apontaram para o uso de tecnologias educativas a exemplo de folder explicativo, cartilhas, vídeos, storyboards, checklists, programas de supervisão no domicílio 28 e dinâmicas de grupo focal 15,18 como estratégias que possibilitem integração e comunicação, além de orientações claras e acessíveis aos genitores no contexto da alta do RN.

Nesse sentido, é necessário o envolvimento entre família e equipe multiprofissional a fim de reduzir a obrigação de informação e orientação apenas pela enfermeira no momento da alta, (17 devendo considerar a importância de cada categoria envolvida nesse procedimento, por possuírem conhecimentos que possibilitem essa comunicação entre os sujeitos. Logo essas práticas educativas precisam ter foco interdisciplinar e devem ser adotadas de forma integrada e articulada com vistas aos cuidados seguros do RN no domicílio.

Em estudo descritivo, 18 realizado com 30 mães que já tinham a alta hospitalar programada dos filhos em uma unidade neonatal de um hospital público, 18 delas (60 %) gostariam de saber mais sobre o banho. As dúvidas quanto à amamentação ocuparam o segundo lugar, sendo reportadas por 17 participantes, (56,7 %). Já o terceiro lugar teve o engasgo como dúvida mais frequente.

Ainda segundo esse estudo, 17 quando essas mães foram questionadas sobre as orientações prévias na alta hospitalar do bebê, das 33 pesquisadas somente 12 foram orientadas sobre o assunto. Já em relação à segurança nos cuidados diários da criança em domicílio, somente 11 delas responderam que estavam preparadas ou seguras e quanto à amamentação, 10 responderam que se sentiam preparadas.

Em relação às questões de relacionamento, o estudo 16 mostra que a comunicação é um fator importante e faz parte da rotina de todo profissional de saúde. No processo de internação do RN, a ansiedade e o estresse dos pais e familiares gerados pela hospitalização podem dificultar a assimilação das informações fornecidas pelos profissionais, levando à sensação errônea de desarticulação da equipe de enfermagem em relação aos arranjos familiares do paciente.

As limitações que dificultam a comunicação se referem a algumas características específicas dos genitores. Assim, no contexto de mães usuárias de drogas, com limitações intelectuais e cognitivas 26,27 e com baixo nível de escolaridade, mães adolescentes, e a ausência dos cuidadores no hospital por questões financeiras e sociais, 18,19,23,24 interferem de modo negativo na assimilação das orientações importantes no momento da alta hospitalar, tornando-a assim, inviável naquele momento.

Além disso, os processos de comunicação e inclusão de pais e cuidadores relacionados ao preparo para a alta hospitalar evidenciam a manutenção da saúde no domicílio 25,26,27 e assim, além de possibilitar um espaço para identificação e intervenção frente aos riscos sociais (20 contribuem para a prevenção de readmissões. A partir disso, busca-se a redução dos níveis de ansiedade e estresse da genitora e arranjos familiares, de agravos à saúde e de reinternações dos bebês, além de contribuir para o desenvolvimento de competências e a identificação de recursos comunitários para o acompanhamento após a alta hospitalar. 4,5

Partindo desse pressuposto, o preparo de alta hospitalar precisa ser construído numa perspectiva problematizadora, baseada na realidade concreta das pessoas. É fundamental romper com a verticalidade das relações e a mera transmissão de informações -sem envolvimento- para estabelecer uma relação transversal e dialógica entre enfermeiros, genitores e sua família.

Cuidados pós-alta e seguimento da rede

Um aspecto importante para a alta hospitalar trata-se do direcionamento para o seguimento pós-alta como um dos aspectos para a adequada transição dos cuidados na rede3,17. Assim, logo após o nascimento é preciso estabelecer o acompanhamento a ser realizado por meio de contato frequente, consultas periódicas, bem como a realização de exames em momentos oportunos de acordo com as especificidades de cada neonato, incluindo a administração de vacinas de acordo com o calendário vacinal recomendado.17,18

Neste contexto, no transcurso do período de alta hospitalar, além de favorecer o desenvolvimento de competências aos cuidadores e familiares, é necessário estimulá-los e orientá-los frente à identificação de recursos comunitários para o acompanhamento após a alta hospitalar de forma a promover o cuidado no ambiente domiciliar e na vinculação à rede de atenção. 4,5 Somente a partir disso é possível estabelecer uma adequada transição que atenda às necessidades nesse período em que os cuidados se alternam entre profissionais de saúde e cuidadores domiciliares. 3,17,28

Algumas medidas podem ser implementadas ainda no momento da estadia hospitalar enquanto se conquista a estabilidade clínica do recém-nascido, como o desenvolvimento de intervenções educativas visando assegurar a continuidade dos cuidados adequados após a alta hospitalar. A literatura mostra que o seguimento em programas como o Método Canguru é observado como facilitador do acompanhamento familiar, além de possibilitar a comunicação telefônica com o pessoal da unidade no caso de dúvidas. 20

Os estudos evidenciam como recomendação para início do acompanhamento é de que a primeira consulta pós-alta ocorra de imediato, antes do fim da primeira semana de vida. 21,28 A exemplo disso, a Academia Americana de Pediatria 29 recomenda que para todos os neonatos com alta antes de 48 horas seja feita uma avaliação nas primeiras 48 horas após a alta, a fim de estimular a amamentação e propiciar a detecção de icterícias, assim como outros agravos manifestados e diagnosticados nos dois primeiros dias de vida. 21

No intuito de que essas recomendações sejam seguidas e possibilitem melhor controle, é importante a execução dessas medidas desde a internação com atividades educativas que reforcem a correta aplicação das mesmas por parte da genitora e família. (22 Como exemplo, por meio da implementação da caderneta de saúde da criança é possível seguir o crescimento e desenvolvimento, acompanhar o quadro vacinal. Registrar todos os parâmetros desde o nascimento, além de promover o agendamento de exames e rastreamentos.

Outros estudos demonstram o quanto o contato no domicílio, seja por meio telefônico ou videochamada pode ser considerado como uma estratégia útil para possibilitar orientações e cuidados. (27) Além disso, é necessária uma referência e uma contrarreferência bem consolidadas capazes de promover a integração entre os níveis de assistência e que favoreçam à resolutividade para receber os RNs e arranjos familiares no contexto pós-alta.

Em consequência, fica claro que o segmento de rede é de extrema importância para possibilitar a continuidade das medidas que estimulem um crescimento e desenvolvimento saudável que envolvem uma transição segura. Para isso, além de iniciativas durante a estadia hospitalar, é necessária a comunicação entre os níveis de atenção e o acompanhamento efetivo com disponibilização de serviços e cuidados na rede e no domicílio da criança a fim de propiciar a detecção e intervenção precoce do aparecimento de agravos evitando assim readmissões.

Limitações do estudo

Poucos artigos na literatura foram encontrados, que por consequência gera uma lacuna científica em relação ao tema, gerando limitações no que tange ao número de achados que reforcem os critérios elencados, com maior destaque aos critérios biofisiológicos. Por isso, é necessário, além de ampliar o debate acerca das especificidades relativas ao neonato, também possibilitar a implementação de ferramentas capazes de auxiliar a efetiva realização desse processo.

Em relação, a segurança do paciente existe uma limitação nas portarias, que ainda não trata especificamente sobre esse tema, pois as portarias existentes trazem protocolos para segurança do paciente, porém não existe um protocolo específico para alta hospitalar segura e alta hospitalar do recém-nascido.

Conclusão

A alta hospitalar qualificada de recém-nascidos requer algumas especificidades e exige um planejamento organizado, multiprofissional e intersetorial com envolvimento dos genitores e arranjos familiares inseridos na rede de apoio do neonato. Portanto, esta revisão atingiu o objetivo traçado ao elencar e discutir os principais critérios envolvidos na alta hospitalar segura do recém-nascido. Reafirma-se que a avaliação e o monitoramento dos parâmetros biofisiológicos baseados na teoria das necessidades humanas básicas, a comunicação efetiva, individualizada e direcionada aos genitores, possibilitando um diálogo interativo entre os profissionais envolvidos, além dos cuidados pós-alta e para seguimento de rede são cruciais para o estabelecimento de uma alta qualificada.

Dessa forma, o seguimento destes critérios favorece melhorias na avaliação da alta hospitalar, evitando que haja readmissões nas unidades de origem dos nascimentos. Assim, a comunicação efetiva auxilia na realização de práticas e treinamentos oportunos como o banho, a troca de fraldas, a limpeza do coto umbilical, a promoção da amamentação entre outras ações que fortaleçam a alta segura do neonato e da família. Além disso, os critérios voltados para os cuidados pós-alta guiados por orientações devidas, assim como os encaminhamentos junto à rede de apoio com direcionamentos oportunos e objetivos para o sistema de atendimento e acompanhamento do RN e família na atenção primária, favorecem garantias de retorno à maternidade diante de qualquer agravo.

Conclui-se ainda que, o estudo traz contribuições para a enfermagem na transição de cuidados, no sentido de melhoria da assistência de saúde e qualidade da atenção ao RN com base no panorama obtido acerca da temática. Destaca-se a necessidade de novos estudos a fim de explorar como esses critérios se relacionam para os desfechos de saúde nesse público quanto à morbimortalidade, bem como no desenvolvimento e implementação de protocolos para qualificar a alta segura que desenvolvam ações específicas para esta teoria. Por conseguinte, o tema “alta hospitalar” representa um campo fértil a ser explorado e pode trazer contribuições para a literatura que reflitam no campo assistencial.

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Como citar: Araujo CMMO de, Silva CT dos S, Macedo FL de C, Silva JC da, Palombo CNT, Martins RDF. Critérios relacionados à alta hospitalar segura do recém-nascido: Uma revisão integrativa. Enfermería: Cuidados Humanizados. 2023;12(2):e3198. doi: 10.22235/ech.v12i2.3198

Participação dos autores: a) Planejamento e concepção do trabalho; b) Coleta de dados; c) Análise e interpretação de dados; d) Redação do manuscrito; e) Revisão crítica do manuscrito. C. M. M. O. D. A. contribuiu em a, b, c, d; C. T. D. S. S. em a, b, c, d; F. L. D. C. M. em a, b, c, d; J. C. D. S. em d, e; C. N. T. P. em d, e; R. D. F. M. em d, e.

Editora científica responsável: Dra. Natalie Figueredo

Recebido: 01 de Fevereiro de 2023; Aceito: 19 de Julho de 2023

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