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Lingüística

versión On-line ISSN 2079-312X

Lingüística vol.37 no.1 Montevideo jun. 2021  Epub 01-Jun-2021

http://dx.doi.org/10.5935/2079-312x.20210011 

Reseña

Reseña

Ronaldo Batista1 

1Universidade Presbiteriana Mackenzie; CNPq. ronaldo.obatista@gmail.com

. 2019. 50 anos de Abralin / Memórias e Perspectivas. ., Campinas, SP: Pontes Editores, 530p. ISBN: 978-85-2170-128-6.

Em 2019, a Associação Brasileira de Linguística (Abralin) comemorou seus 50 anos. O marco temporal anuncia o amadurecimento de um grupo de interlocução entre linguistas que sempre se destacou pela busca de espaços de intervenção em políticas científicas e educacionais. Em pauta nesses anos todos: dar voz aos linguistas, silenciados na falta de reconhecimento social de sua especialização e ação em universidades e nos impactos que estas geram na educação básica, na cultura e na sociedade.

O escritor russo Anton Tchekhov (1860-1904) simbolizou a comemoração em tom melancólico, ao narrar literariamente que em uma festividade faltava exatamente o que não tinha sido convidado: o festejado.

Essa imagem do esquecimento em nada se aplica à festividade que marcou os 50 anos da Abralin em 2019: um congresso internacional; um instituto com cursos ministrados por linguistas brasileiros e estrangeiros de vários países; um site pulsante com novidades online fazendo ecoar pela comunidade de linguistas notícias e posicionamentos inovadores da associação (como a revitalização de sua identidade visual, a renovação e criação de periódicos, a articulação com o movimento Ciência Aberta, a criação de uma editora de livros de divulgação científica).

O festejado esteve, sim, muito presente nos seus 50 anos e está cada vez mais atuante no cenário acadêmico brasileiro. A Abralin chegou à sua efetiva maturidade com força jovem que vem reverberando em iniciativas que se sucederam à comemoração em 2019.

Em tempos brutos de pandemia nos anos 2020 e 2021, a Abralin mais uma vez, sob gestão do presidente Miguel de Oliveira Jr., surpreendeu a todos com o Abralin ao Vivo - Linguists online. Um impressionante empreendimento internacional que apresentou online conferências e mesas-redondas abrangendo os mais variados campos da pesquisa linguística.

Pelo menos nesse circuito de interlocução, o Brasil prestigiadamente se fez ouvir. Associações de linguistas de países como Austrália, Argentina, Espanha, EUA, Inglaterra quiseram se juntar à iniciativa pioneira, que possibilitou à Abralin visibilidade internacional, além de ampliar consideravelmente seu papel e credibilidade entre linguistas (professores e pesquisadores) e estudantes de graduação e pós-graduação.

Se a Abralin vive um presente promissor em cenário social conturbado por uma pandemia e por desmandos políticos em diferentes países, seu passado não deixa de ser tão excepcional como o que se viu nos anos 2019-2020 e até o momento.

Um olhar retrospectivo que coloca o passado da Abralin em posição privilegiada é o que oferece ao público de linguistas brasileiros (e outros interessados) a publicação organizada por Miguel de Oliveira Jr., professor da Universidade Federal de Alagoas e presidente da Abralin em duas gestões (2017-2019, 2019-2021): 50 anos de Abralin / Memórias e perspectivas.

Publicado pela Editora Pontes com arrojado e bonito projeto gráfico que retoma, em 530 páginas, as cores da nova identidade visual da associação (branco, preto e amarelo), o trabalho do Estúdio Guayabo no design convida os leitores a passearem pelos depoimentos e relatos que constituem capítulos do livro. Fragmentos dos depoimentos em letras grandes, como se estourassem em uma tela virtual, servem de divisão entre os capítulos e antecipam palavras dos autores em suas narrativas que ficam entre o histórico, o memorialístico e o técnico.

Em amplo recorte temporal, afinal são 50 anos de história em mais de 500 páginas, apresenta-se uma história da Abralin de 1969 até 2019. Desde as primeiras iniciativas para a formação de uma sociedade interinstitucional até as ousadas perspectivas que colocaram em primeiro plano a efetivação de ações políticas sempre almejadas pelos linguistas que presidiram a Abralin com sua equipe (vice-presidência, secretaria, tesouraria).

Além da apresentação escrita pela historiógrafa da linguística Cristina Altman, o livro apresenta 24 capítulos: 24 depoimentos ou relatos escritos por linguistas que vivenciaram a história da instituição na função de presidente ou por colegas de linguistas já falecidos que de algum modo estiveram envolvidos na associação como vice-presidentes, tesoureiros ou secretários.

O quadro a seguir espelha a divisão em capítulos, organizados cronologicamente (a partir do ano da fundação estatutária da Abralin) e pela nomeação dos presidentes.

Ano Presidente Texto escrito por
1969-1973 Aryon Rodrigues (1925-2014) Ataliba T. de Castilho
1973-1975 Ângela Vaz Leão
1975-1977 Nelson Rossi (1927-2014) Jacyra Andrade Mota
1977-1979 Carlos Franchi (1932-2001) Ester Scarpa
1979-1981 Yonne de Freitas Leite (1935-2014) Bruna Franchetto
1981-1983 Francisco Gomes de Matos
1983-1985 Ataliba T. de Castilho
1985-1987 Carlos Alberto Faraco
1987-1989 Miriam Lemle
1989-1991 Maria Bernadete Marques Abaurre
1991-1993 Diana Luz Pessoa de Barros
1993-1995 Suzana Alice Marcelino Cardoso (1937-2018) Jacyra Andrade Mota
1995-1997 Maria Denilda Moura (1942-2020) Núbia Rabelo Bakker Faria
1997-1999 Leonor Scliar-Cabral
1999-2001 Maria Elias Soares
2001-2003 Maria Cecília de Magalhães Mollica
2003-2005 Lucia Maria Pinheiro Lobato (1942-2005) Stella Bortoni-Ricardo et al.
2005-2007 Thaïs Cristófaro Silva
2007-2009 Dermeval da Hora
2009-2011 Maria José Foltran
2011-2013 Luiz Passeggi Marco Antonio Rocha Martins
2013-2015 Marília Ferreira
2015-2017 Mariangela Rios de Oliveira
2017-2019 Miguel Oliveira Jr. Miguel Oliveira Jr./Jair da Silva

Quadro I: Divisão dos capítulos do livro, indicados pelo nome dos presidentes de cada gestão.

Todo campo do conhecimento (de característica científica ou não) passa por processos de institucionalização dos saberes produzidos por agentes que se sentem parte, de alguma maneira, de um grupo que compartilha pressupostos teóricos e procedimentos de pesquisa.

A chegada da Linguística no Brasil não escaparia a esse caminho inevitável da produção e prática científicas e dele se ressentiria da falta. Implantada por meio de decreto oficial em 1962, uma ciência da linguagem brasileira teve de ser configurada no “calor da hora” por poucos pesquisadores que naquele momento se reconheciam como linguistas (aliás, muito poucos; entre eles o primeiro presidente da Abralin, Aryon Rodrigues), pois o cenário não era o ideal para responder a uma política pública desconectada da realidade.

Em termos de pesquisa e ensino em Linguística, não havia na época: grupos definidos com seus pontos de vista teórico-metodológicos; massa crítica estimulada pelas publicações de diferentes gêneros acadêmicos (como manuais, artigos de periódico); centros de formação em graduação e pós-graduação; circulação de ideias em eventos científicos.

O olhar retrospectivo não pode deixar de lamentar as condições da implantação da Linguística no Brasil. A solução no momento foi “correr atrás” de tudo aquilo que não havia e que poderia concretizar a existência de uma ciência da linguagem praticada, em que termos fosse, no cenário nacional. Na acurada interpretação de Altman (1998), viria daí nossa tendência à recepção e a uma Linguística essencialmente voltada, em seus primeiros anos, ao ensino da disciplina e não a uma produção científica.

Em busca de soluções, não à toa Aryon Rodrigues (1966) publicou (três anos antes da criação da Abralin) o texto “Tarefas da Linguística no Brasil”. Um artigo que é verdadeiro chamado a uma comunidade ainda inexistente, mas pronta a se articular com todos os esforços necessários para uma implantação de fato de uma ciência da linguagem brasileira (Batista 2019).

Esses primeiros esforços estão na descrição que Ataliba T. de Castilho faz da primeira presidência da Abralin, nas mãos de Aryon Rodrigues. No depoimento que abre a coletânea de 24 depoimentos ou relatórios sobre a associação, Castilho delineia o processo que possibilitou que primeiros encontros em seminários no interior do estado de São Paulo começassem a lançar as bases de uma associação suprarregional com identidade nacional.

De uma “reunião preliminar para a criação de uma Associação Brasileira de Linguística” (Altman 1998: 133-136) participaram Joaquim Mattoso Camara Jr., Aryon Rodrigues, Francisco Gomes de Matos, Nelson Rossi, Ataliba T. de Castilho, Enzo Del Carratore, Geraldo Calábria Lapenda, Carlos Eduardo Falcão Uchôa, Rosalvo do Valle, Luiz Martins Monteiro de Barros, Humberto Lobo Novelino, José de Meira Lins e Geraldo Cintra. Desse primeiro grupo, Rodrigues, Gomes de Matos, Rossi e Castilho levariam mais de frente a ideia. Os quatro foram presidentes da Abralin e estão presentes no volume lançado em comemoração aos 50 anos da instituição que nascia em forma de ideia em 1968.

Alguns dos propósitos centrais da Abralin foram apontados por esse primeiro grupo. Entre as diretrizes: o diálogo com outras associações (nacionais ou internacionais); a definição de seus membros como linguistas; os empreendimentos com vistas a publicações; a necessidade da sustentação financeira do grupo.

Primeiras decisões que ecoam de diferentes maneiras ao longo das 24 presidências da Abralin relatadas ou rememoradas.

Se o conjunto é extenso e plural, o resultado é coeso e coerente. Ao longo dos seus 50 anos, com o comando divido entre todas as regiões do país, com presidentes homens e mulheres, pesquisadores dos mais diferentes campos da ciência da linguagem, o livro de Oliveira Jr. nos deixa com a sensação de que o caminho é realmente o da comemoração.

Independentemente do tipo de retorno ao passado que cada autor ou autora (em alguns casos autores) dos capítulos escolheu, além dos detalhes técnicos (como a apresentação de títulos de conferências, mesas-redondas, simpósios, cursos) e financeiros (a detalhar os percalços da associação para sua sustentabilidade econômica, ecoando a ainda precária situação da ciência nacional em termos de apoios institucional e governamental), a marca da Abralin como associação se destaca.

Não retomarei nessa resenha individualmente cada capítulo. Fica o convite para os leitores conhecerem de perto como cada participante das diferentes presidências compreendeu as demandas da Linguística em uma posição privilegiada de presidente da principal associação do país. Naturalmente que os depoimentos ou relatos evidenciam também muito de como cada um dos autores se reconheceu como linguista no cenário nacional. Tarefa destinada aos leitores que quiserem desvendar o que está por debaixo dos registros da memória e dos detalhes frios dos relatórios (que mesmo assim nos dizem muito, se soubermos olhar).

Mas não recuperar cada capítulo em uma breve descrição tem também a ver com outra motivação: o compartilhamento da compreensão de quais são as demandas e os propósitos de uma associação como a Abralin. Ao final da leitura, a sensação é de que todas as vozes presentes no livro tratam de um mesmo ponto central: a busca pela legitimação de uma ciência em torno dos impactos sociais que ela gera.

Em comum nos diferentes depoimentos ou relatos os seguintes aspectos que definem a essência da associação:

  • a) o destacado aumento de participantes a cada gestão;

  • b) os institutos com cursos ministrados por professores nacionais e estrangeiros, reforçando um dos primeiros compromissos da Abralin com a formação intelectual dos linguistas em diferentes campos da área;

  • c) os congressos internacionais, com conferências, mesas-redondas, simpósios, painéis, que ao longo dos anos mostram a vitalidade da associação e o interesse dos linguistas brasileiros e estrangeiros (além de estudantes) nas atividades propostas nos eventos;

  • d) a importância que ao longo dos anos vai ganhando a participação política da Abralin nos fóruns de debate científico, como o da longa tradição de interlocução com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC);

  • e) as atribuladas iniciativas para manter a sustentabilidade da associação, na busca por fundos para realização de eventos, para publicações e para manter vivo o compromisso dos associados com a Abralin em termos financeiros;

  • f) a preocupação com a língua das minorias. Essa vertente de atuação da associação sempre esteve em destaque: seja nas primeiras iniciativas de Aryon Rodrigues em relação às línguas indígenas brasileiras; seja nas recentes iniciativas de inclusão da Libras como objeto mais do que legítimo de estudo do campo da ciência da linguagem;

  • g) o papel que a associação pode ter na difusão dos alcances obtidos na linguística ao longo dos anos em problemas educacionais da educação básica. A intervenção política da Abralin se preocupou nos seus 50 anos com as perspectivas de uma presença mais atuante dos linguistas na sociedade e no espaço educacional. Em relação a esse aspecto, nota-se que as últimas gestões se dedicaram também à divulgação científica, para um amplo público, do que os linguistas têm descoberto em seus campos especializados;

  • h) as intervenções mais diretas como associação política na Câmara de Deputados e Vereadores e no Senado, em diferentes momentos históricos em que esse tipo de atitude se mostrou importante para a continuidade das pesquisas no campo da linguagem, das ciências humanas e para a própria liberdade de expressão dos intelectuais e cientistas.

Em meio a capítulos, indicados no quadro acima, que compõem o extenso livro que faz justa comemoração aos 50 anos da Abralin, temos como síntese de todos os depoimentos e relatos a destacada importância e vitalidade da associação.

Ainda merecem destaque iniciativas da Abralin mencionadas nos capítulos do livro. Recorrentes em depoimentos ou relatos, evidenciam a unidade da associação nos seus propósitos de associação efetivamente nacional, com importantes elos internacionais. Tal constatação permite a conclusão de que a Abralin, por meio do trabalho de seus diferentes presidentes, tem cumprido à risca sua função política, institucional e organizacional no cenário acadêmico brasileiro.

A leitura do livro na íntegra coloca os leitores diante dessas iniciativas:

  • a) o destaque à produção nacional em linguística. Se nossa imagem é de ciência de recepção, muito se tem feito em termos de análise linguística que possibilita rever essa qualificação. A Abralin com seus eventos regionais (Abralin em cena) é uma das apostas da instituição na divulgação do conhecimento científico brasileiro das diferentes línguas que constituem um panorama linguístico nacional diversificado;

  • b) a preocupação em valorizar as diferentes áreas da linguística, sejam as consideradas como “linguística dura”, sejam as áreas que com suas interdisciplinaridades destacam aspectos referentes à comunicação, à variação, ao discurso, ao texto, à cultura;

  • c) as discussões políticas sobre currículos das faculdades de letras, colocando em primeiro plano a necessidade de uma formação docente consciente da ciência da linguagem e de seus alcances na preparação teórica de professores, tendo em vista melhorar os sempre péssimos índices obtidos em avaliações da situação nacional da educação básica;

  • d) presente em todas as gestões ao longo dos 50 anos, o posicionamento de que a valorização das línguas indígenas e outras minoritárias é uma das funções de destaque da associação;

  • e) a consciência de que a linguística brasileira é espaço científico privilegiado para a discussão do pluralismo teórico na ciência da linguagem;

  • f) o estímulo a diferentes formas de debate sobre a ciência da linguagem com a preocupação de inserir a produção brasileira em diálogo frutífero e duradouro com centros internacionais de produção em linguística;

  • g) a necessidade de fomentar o diálogo com a Capes e o CNPq e também lutas para a preservação desses conselhos nacionais, importantes tanto para o fomento da pesquisa científica quanto para uma avaliação equânime do ensino e da formação em linguística no Brasil.

O livro organizado por Miguel Oliveira Jr. cumpre o papel não só de marcar uma data (o que se define no título da obra), mas também de, por meio de diferentes pontos de vista (uns mais felizes que outros nos relatos que constroem do passado), firmar o espaço político que a associação teve e deve manter nos conturbados cenários políticos e sociais que têm caracterizado a história do Brasil, em especial no que diz respeito a movimentos de institucionalização, reconhecimento e legitimação da produção científica em ciências humanas.

Como quase em toda obra coletiva, o livro é afetado pelas diferentes escolhas de gêneros e estilos adotados pelos autores. Os leitores estão diante ora de um relato frio e técnico de números, porcentagens e listas de nomes (que acabam traindo o título do livro: memórias e perspectivas), ora são convidados a viajar ao passado da linguística brasileira em depoimentos que, sem descuidar de informações técnicas, oferecem, para a fruição da leitura, uma visão pessoal de episódios da linguística brasileira.

No entanto, esse desequilíbrio não afeta a relevância da publicação organizada por Miguel Oliveira Jr. (em mais uma iniciativa que permite caracterizar sua gestão na presidência da Abralin como uma das mais criativas e pulsantes desde a fundação da associação). Os depoimentos e relatos são de importância fundamental para a consolidação de uma história da linguística brasileira em termos de materiais disponíveis para que interpretações dos historiógrafos da linguística possam ser feitas em busca da compreensão do que é, afinal, a ciência da linguagem brasileira.

Assim como a iniciativa de Dermeval da Hora et al. (2009), ao organizarem Abralin 40 anos em cena, vamos construindo um patrimônio de valor inestimável para a história da linguística brasileira.

Sobre a contribuição de 50 anos de Abralin / Memórias e perspectivas, retomo trecho da Apresentação do livro escrita por Cristina Altman. O afiado olhar de historiógrafa da linguística permite que em visão ampla Altman veja os depoimentos como uma revisão “(d)a construção da grandeza da Abralin e, por tabela, do desenvolvimento da Linguística no Brasil, enquanto disciplina autônoma de ensino e pesquisa”.

Entre memórias e perspectivas, o livro de Miguel de Oliveira Jr. oferece aos linguistas brasileiros textos que possibilitam a nós, pesquisadores, a reflexão de que o presente é um fluxo contínuo que nos conecta ao passado e nos direciona para o futuro. Sem memórias e sem perspectivas não há nada. Nem ciência nem a consciência acurada do humano.

Referências bibliográficas

Altman, Cristina. 1998. A pesquisa linguística no Brasil (1968-1988). São Paulo, Humanitas. [ Links ]

Batista, Ronaldo de O. 2019. As tarefas da linguística brasileira: ciência, história e identidade social. Revista da Abralin, 18, 1: 1-35. [ Links ]

Hora, Dermeval da, Eliane Ferraz Alves e Lucienne Espíndola (org.). 2009. Abralin 40 anos em cena, João Pessoa, Editora Universitária. [ Links ]

Rodrigues, Aryon Dall’Igna. 1966. Tarefas da lingüística no Brasil. Estudos Linguísticos. Revista Brasileira de Linguística Teórica e Aplicada, I, 1: 4-15. [ Links ]

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