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Ciencias Psicológicas

versión impresa ISSN 1688-4094versión On-line ISSN 1688-4221

Cienc. Psicol. vol.13 no.1 Montevideo jun. 2019

http://dx.doi.org/10.22235/cp.v13i1.1811 

Artigos Originais

Pesquisas contemporâneas em Psicologia Educacional

Investigaciones contemporáneas en Psicología Educacional

Marcos Antonio Batista da Silva1 
http://orcid.org/0000-0003-2701-0316

Cleomar Azevedo2 
http://orcid.org/0000-0002-9737-5604

Álvaro da Cruz Picanço Júnior2 
http://orcid.org/0000-0002-9737-5604

Valter de Lima Salgado3 
http://orcid.org/0000-0002-4448-5826

1 Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra. Portugal, marcossilva@ces.uc.pt

2Centro Universitário Fieo - UNIFIEO. Brasil, alvaropicanco@gmail.com, cleoazevedo@unifieo.br

3Faculdade Capital Federal - FECAPE. Brasil, valter.salgado@educacao.sp.gov.br Correspondência: Marcos Antonio Batista da Silva. Endereço: Colégio de S. Jerónimo Apartado 3087, 3000-995, Coimbra, Portugal. Álvaro da Cruz Picanço Júnior, Endereço: Av. Franz Voegeli, 300 - Continental Osasco - SP, Brasil. Valter de Lima Salgado, Endereço: Av. Vida Nova, 166 - Taboão da Serra, São Paulo - SP, Brasil.

Resumo:

Esse estudo objetivou realizar uma revisão de bibliografia sistemática da produção acadêmica, dissertações, de um Programa de Pós-Graduação em Psicologia Educacional, da linha de pesquisa “Processos educacionais no contexto social e político”, de um Centro Educacional no Estado de São Paulo, Brasil. A pesquisa foi realizada nas bases do Portal do referido Programa, e Portal da Capes - Catálogo de Teses e Dissertações, no período de 2008 a 2016. Foram encontrados 143 estudos, sendo 56 selecionados para análise da linha de pesquisa proposta. Desse modo, elaboramos um panorama a respeito das pesquisas realizadas no que tange ao número de produções, temas, subtemas, palavras-chave e aportes teórico-metodológicos. A realização dessa revisão sistemática possibilitou a obtenção de um panorama que identificou que a maioria das produções no campo educacional é ancorada pela teoria histórico-cultural e das representações sociais. Verificamos uma hegemonia da pesquisa qualitativa com referências à Psicologia educacional e do desenvolvimento humano, porém sem discussões sobre desigualdades educacionais no que tange à temática étnico-racial

Palavras-chave: Psicologia Educacional; dissertações; processos educacionais; pós-graduação; aprendizagem

Resumen:

Este estudio tuvo como objetivo realizar una revisión de bibliografía sistemática de la producción académica y disertaciones de un Programa de Postgrado en Psicología Educativa, de la línea de investigación "Procesos educativos en el contexto social y político", de un Centro Educativo en el Estado de São Paulo, Brasil. La investigación fue realizada en las bases del Portal de dicho Programa y Portal de la Capes - Catálogo de Tesis y Disertaciones, en el período de 2008 a 2016. Se encontraron 143 estudios, siendo 56 seleccionados para el análisis de la línea de investigación propuesta. De ese modo, elaboramos un panorama sobre las investigaciones realizadas en lo que se refiere al número de producciones, temas, subtemas, palabras clave y aportes teórico-metodológicos. La realización de esa revisión sistemática posibilitó la obtención de un panorama que identificó que la mayoría de las producciones en el campo educativo están ancladas por la teoría histórico-cultural y las representaciones sociales. Verificamos una hegemonía de la investigación cualitativa con referencias a la Psicología educativa y del desarrollo humano, pero sin discusiones sobre desigualdades educativas en lo que se refiere a la temática étnico-racial

Palabras clave: Psicología Educativa; disertaciones; procesos educativos; posgraduación; aprendizaje

Introdução

Diante de um cenário sócio político, científico e cultural cada vez mais complexo, o Brasil necessita formar um quadro de pesquisadores e docentes críticos e criativos compromissados com o desenvolvimento social do pais. Neste contexto a revisão bibliográfica sistemática é sempre recomendada para o levantamento da produção científica disponível, bem como da reconstrução de redes de conceitos e pensamentos, que articulam saberes de diversas fontes na tentativa de trilhar caminhos na direção daquilo que se deseja conhecer (Gomes & Caminha, 2014; Silva et al, 2015; Capes- 2004-2010; CGEE, 2016). Para este texto, parte-se do Plano Nacional de Pós-Graduação 2011-2020 (Capes, 2010), que visa definir diretrizes para avançar nas propostas de uma política de pós-graduação e pesquisa, que tem nas universidades, seu principal centro de formação. O Plano avança em termos de multidisciplinaridade, com ênfase em pesquisas que relacionem com diversas áreas da Ciência, e no que se refere à proposta da pós-graduação, em relação aos anos anteriores.

A Pós-graduação stricto sensu é a última etapa da educação formal e está diretamente ligada aos demais níveis de ensino e compreende Programas de mestrado e doutorado acadêmicos e/ou profissionais (sujeitos às exigências de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento, previstas na legislação vigente).Do ponto de vista da base cientifica e tecnológica cabe destacar o Sistema Nacional da Pós-Graduação (SNPG), comandado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), com parceria do Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e outras agências de fomento.

Desde os primórdios do processo de desenvolvimento brasileiro, o crescimento econômico tem gerado condições de desigualdades sociais (regiões, gênero, raça, idade, classe), como observam Dedecca, Trovão & Souza (2014). Por outro lado, o estudo realizado pelo Centro de Gestão e Estudes Estratégicos (CGEE), indica que o número de programas de pós-graduação continua crescendo no país: “Em 1996, existiam 1.187 programas de mestrado no Brasil, enquanto que, no ano de 2014, o número desses programas já era de 3.620 (...). Isso significa que houve um crescimento de 205% ao longo desses 19 anos” (CGEE, 2016, p.21-22).

No final do século XX, o processo de expansão e consolidação dos programas de doutorado, associado à crescente exigência de formação nesse nível para exercer atividades de docência universitária e de pesquisa, reduziu a importância relativa dos mestrados como formação suficiente para o exercício daqueles tipos de profissões. Tal fato refletia uma demanda crescente de empresas e instituições públicas por profissionais com formação em nível de mestrado (CGEE, 2016). Contudo, isso motivou a criação de modalidades de mestrado em 1999 e posteriormente o doutorado profissional, como observamos na Portaria n° 389/2017, do Ministério da Educação (Brasil, 2017). Essas modalidades têm o objetivo de capacitar profissionais qualificados para o exercício da prática profissional visando atender demandas sociais, organizacionais ou profissionais e do mercado de trabalho; de transferir conhecimento para a sociedade, atendendo demandas específicas e de arranjos produtivos com vistas ao desenvolvimento nacional, regional ou local, além de contribuir para agregar competitividade e aumentar a produtividade em empresas, organizações públicas e privadas (Brasil, 2017).

Ao retomarmos a discussão sobre documento do CGEE (2016), Viotti, Carrijo & Santos (2016), e focarmos nosso olhar para a área da Psicologia, nosso foco de estudo, observamos que a área ocupava em 2014 a 11ª posição e contava com 73 programas de mestrado, com uma taxa de crescimento entre (1999 e 2014) de 170,37%. Quando o assunto é o número e percentagem de títulos de mestrado concedidos no Brasil no ano de 2014 e taxa de crescimento entre (1996 e 2014), por área do conhecimento, Viotti et al.,(2016) ressaltam que a área de Psicologia, contribuiu com 1.238 títulos de mestres em 2014, com uma taxa de crescimento entre 1996 e 2014 de 314,05%, ocupando a 10ª posição.

Apesar de o estudo do CGEE (2016) apresentar vários indicativos (número de programas, empregabilidade, salários), observamos que o estudo não apresenta uma discussão sobre a cor/raça de mestres e doutores. As conhecidas desigualdades nacionais promotoras da exclusão social interferem diretamente no pleno desenvolvimento da capacidade de aprendizagem (Brito, 2017). Isto implica que temos que avançar muito em termos de equidade na pós-graduação na sociedade brasileira. Ademais, as questões de equidade de acesso, permanência e progressão aos níveis mais elevados de escolarização, como a pós-graduação devem ser conhecidas, mensuradas e acompanhadas pela sociedade brasileira. Ressaltamos também, que uma série de pesquisas conduzidas principalmente a partir da década de 2000, mostram que o perfil de estudantes da educação superior no Brasil vem se diversificando, sobretudo no que se refere aos aspectos racial e social. Entendemos que o crescimento da população negra na educação superior, deve-se a implementação de políticas de ação afirmativa no sistema educacional no Brasil (Artes & Ricoldi, 2016).

O Programa investigado iniciou suas atividades em 2006, e tem entre seus objetivos, proporcionar condições para aplicação do conhecimento produzido em Psicologia Educacional em contexto da educação e da sociedade, desenvolvendo projetos de pesquisa em duas linhas: “Avaliação do desenvolvimento humano e aprendizagem: implicações educacionais”, “Processos educacionais no contexto social e político”. No que se refere a linha “Processos Educacionais no Contexto Social e Político”, nosso foco de atenção, são desenvolvidas pesquisas sobre os contextos de educação formal e não formal e suas relações com políticas e processos educacionais de inclusão e exclusão social; de avaliação, desempenho e fracasso escolar; de alfabetização e letramento.

A proposta do Programa aqui investigado, de um lado, se alinha aos dispositivos dos Planos Nacionais de Pós-graduação no país, PNPG (2005-2010) e PNPG (2011-2020). Primeiro, porque é relevante a formação de pessoal pós-graduado para as organizações da sociedade. Segundo, porque estes Planos, visam também apoiar à educação básica e a outros níveis e modalidades de ensino no país. Porém, de outro, observamos que nessa revisão bibliográfica sistemática, a abordagem do tema das relações étnico-raciais não está contemplada. “A percepção dessa ausência não acontece por acaso. Questioná-la poderá ser um caminho interessante para a mudança do enfoque das pesquisas (...) sobretudo no campo educacional” (Gomes, 2017, p.40-41). “A realização de estudos que tenham como objetivo a problematização desse processo lacunar e o levantamento de alternativas para o mesmo pode ser vista como uma tentativa de construir uma “sociologia das ausências e das emergências (...). O objetivo da sociologia das ausências é transformar as ausências em presenças” (Santos, 2004).

Materias e Métodos

De um lado, as abordagens qualitativas são bastante úteis em estudos de profundidade no sentido de aflorar indicadores ou variáveis manifestas para estudos quantitativos posteriores. De outro, os métodos quantitativos, de forma mais objetiva, conseguem mensurar e mostrar o grau de intensidade de relações entre variáveis, algo difícil de explicitar com os recursos semânticos da abordagem qualitativa (Trindade & Costa ,2009). Contudo, este estudo foi elaborado a partir das seguintes etapas, a saber: (1) delimitação do problema a ser pesquisado; (2) escolha das fontes de dados; (3) eleição dos descritores para a busca, busca e armazenamento dos resultados; (4) seleção da dissertação pelo resumo de acordo com os critérios de inclusão e exclusão; (5) extração dos dados das dissertações selecionadas; (6) avaliação das dissertações; e (7) síntese e interpretação dos dados (Fonseca,Portela,Freire & Negreiros,2018).

A pesquisa foi realizada nas bases de dados do banco de dissertações do Programa de Psicologia Educacional do eixo “Processos educacionais no contexto social e Político” do Centro Educacional investigado e Portal da Capes - Catálogo de Teses e Dissertações, além da Plataforma Sucupira, que é uma nova e importante ferramenta para coletar informações, realizar análises e avaliações e ser à base de referência do SNPG, acessadas em 2016. A consulta às três bases de dados foi realizada no Centro Universitário FIEO - Campus - Osasco, SP, Brasil, com o intuito de ter acesso ao seu conteúdo, o que permitiu a inclusão de uma maior quantidade de dissertações no presente estudo. Como estratégia de busca, incialmente foram identificadas, as dissertações por ano em que foram defendidas no período entre 2008 e 2016, que incluíram as duas linhas de pesquisas do Programa: “Processos educacionais no contexto social e político” e “Avaliação do desenvolvimento humano e aprendizagem: implicações educacionais”. Portanto os nossos descritores foram as linhas de pesquisa acima mencionadas. As informações obtidas foram compiladas em um banco de dados para categorização, mediante análise de conteúdo (Bardin, 2011).

Resultados e Discussão

Inicialmente foram identificadas 143 dissertações defendidas entre 2008 e 2016 que incluíram as duas linhas de pesquisas do Programa: Processos educacionais no contexto social e político e Avaliação do desenvolvimento humano e aprendizagem: implicações educacionais, Tabela 1.

Tabela 1: Recuperação das dissertações (2008-2016) 

Fonte: Banco de dados da pesquisa, elaborado pelos autores

Do total de dissertações defendidas (143) não foi possível recuperar 19 produções. As dissertações foram indexadas em uma base de dados digital compreendendo informações descritivas do texto, a saber: ano de defesa, linha de pesquisa, título, resumo, palavras-chave. Tendo em vista a quantidade de trabalhos a serem analisados, a diversidade dos temas, os limites de tempo e o número de pesquisadores envolvidos, algumas escolhas se impuseram ao grupo, não sendo possível esgotar a análise de todo material empírico levantado. Desse modo para este artigo privilegiaremos apenas as dissertações identificadas como sendo da linha “Processos educacionais no contexto social e político”, que totalizaram 56 trabalhos. Na Tabela 2, detalha-se um pouco mais sobre estas produções.

Tabela 2: Temas das dissertações (2008-2016) 

Fonte: Banco de dados da pesquisa, elaborado pelos autores

O tema aprendizagem é o que aparece com maior frequência na tabela 2, (37,5%), seguido pelo tema ensino superior (16,1%), campo do trabalho (12,7%), e adolescência (7,15%). Esse leque de temas exprime de alguma forma possibilidades de investigações diversas e instigantes na conjuntura atual. Entende-se que o interesse do tema da aprendizagem em conexão com os demais pode ser explicado por dois pontos, o primeiro é porque a grande maioria dos pós-graduandos (mestrado) é originária dos cursos de Pedagogia (docentes, gestores escolares e educacional), e Psicopedagogia, área voltada para especificidades nos processos de aprendizagem de crianças, adolescentes e adultos e buscam os diagnósticos das possíveis causas que impedem a pessoa de aprender.

Chama a atenção à lacuna de estudos sobre o tema das desigualdades sociais, educacionais e das relações étnico-raciais. As desigualdades sociais e raciais são algumas das causas do abandono escolar. Compartilha-se aqui das reflexões de Conceição & (2015), que é preciso “desvelar a lógica da instituição bem como reafirmar a importância de pensar a partir da realidade e do cotidiano dos estudantes para formular políticas institucionais de apoio que realmente defendam uma educação pública e de qualidade ao alcance de todos” (Zamora, 2015, p.705). No Brasil as conhecidas desigualdades brasileiras promotoras da exclusão social interferem diretamente no pleno desenvolvimento da capacidade de aprendizagem (a infância no trabalho infantil; a violência sofrida pelos jovens negros; o desemprego; a dificuldade de inserção do jovem no mercado de trabalho). Configura-se, assim, um compromisso ético e político: refletir sobre a produção e sustentação de desigualdades educacionais, bem como é necessária a precisão no estudo das diferentes formas de desigualdades, pois as hierarquias de gênero, raça/etnia e idade se articulam de forma complexa, não sendo redutíveis umas às outras (Rosemberg, 2001).

No que se refere aos subtemas trabalhados nas dissertações, de maneira geral englobaram variadas questões: adoção, política públicas, quando discutem a legislação vigente. Tendo como ponto de partida o Estatuto da Criança e do Adolescente (Brasil, 1990), e a Lei nº 12.010, de 3 de agosto de 2009 (Brasil,2009), que dispõe sobre adoção, assinala-se que todas essas modificações configuram uma evolução na questão da adoção no Brasil dando a sua prática um novo formato, isto é, a adoção como meio para a “desinstitucionalização” da criança, garantindo-lhe as condições de exercício de seu direito a educação e cuidado. Quando o subtema se refere à fase da adolescência, os subtemas estão relacionados a medidas socioeducativas, vulnerabilidade social e proteção. Por um lado, os direitos são resultado das lutas dos movimentos das camadas populares (do negro, adolescente, jovens). Por outro, o mercado, os grupos dominantes, os políticos e o próprio Governo apropriam-se desses direitos a seu favor e em detrimento da população que deles necessita (Souza Neto, 2016). Essa realidade vem à tona quando se analisa os dados referentes à situação da criança e do adolescente, em particular dos negros. A noção de adolescência está mais consolidada, e difundida na sociedade brasileira, contando com maior institucionalidade (da qual o marco legal, o ECA, e a existência de conselhos tutelares e de defesa em todos os níveis da federação são sua maior expressão), maior número de ações e atores comprometidos a sustentarem sua postulação. Tabela 3

Tabela 3: Temas e subtemas das dissertações (2008-2016) 

Fonte: Banco de dados da pesquisa

Quando o foco recai sobre a aprendizagem, os subtemas envolveram os diferentes níveis de ensino: educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, ensino superior, desse modo, as dissertações buscaram compreender variados eixos no contexto da educação brasileira. Os pesquisadores deram ênfase entre outros, as questões do corpo e aprendizagem; as dificuldades de aprendizagem; as técnicas facilitadoras para o processo de aprendizagem; as novas tecnologias, e arte, cultura e aprendizagem. A ênfase recaiu sobre as dificuldades de aprendizagem e sugerem um cuidado minucioso, e são temas de diversos estudos como pudemos apreender nos trabalhos de Wulf (2016), Miranda (2014), a fim de melhorar a qualidade da educação em nosso país.

No que tange a educação básica entende-se que os desafios enfrentados pelo Brasil são diversos e variados. Para alcançarmos as metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação, PNE 2014-2024 (Brasil, 2014) será preciso ampliar o atendimento, melhorar a qualidade e reduzir as desigualdades entre escolas e redes de ensino público. O PNE trata, entre suas metas, entre outras: necessidade de universalizar, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, a oferta de educação infantil de forma a atender 50% da população de até 3 anos (Brasil, 2014). É preciso evidenciar que as desigualdades sociais são relevantes, o que torna a consecução da meta ainda mais difícil. O acesso de crianças de 0 a 3 anos de idade às escolas e creches é ainda mais limitado. Mas, nossa atenção à educação não pode se restringir ao atendimento sem um olhar especial para a qualidade do ensino. Por sua vez, no que tange ao ensino superior assinalamos que a proposta do PNE 2014-2024 (Brasil, 2014) propõe elevar a taxa bruta de matrícula, melhorar a qualidade, ampliar a atuação de mestres e doutores nas instituições, elevar o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu, qualificar professores da educação básica (formação específica de nível superior/pós-graduação). Essas metas mostram que os desafios para a educação superior são expressivos e vão exigir um plano de articulação bem elaborado entre governos e instituições formadoras, para que possam ser efetivamente alcançadas.

Outros subtemas no âmbito escolar, como família e o processo de aprendizagem, inclusão de crianças com deficiência, material didático, interação professor aluno, teorias pedagógicas, além da conexão escola e mundo do trabalho, fizeram parte das dissertações pesquisadas. Apreendemos como Salvari & Dias (2006) que os conhecimentos sobre as formas de funcionamento da família contemporânea, em cada etapa de seu ciclo de vida, podem contribuir para o acompanhamento do desenvolvimento escolar.

No que tange a inclusão na escola, Bezerra (2017) assinala que, de um lado, “argumenta-se que a inclusão de estudantes com deficiência na e pelas escolas comuns, embora se apresente como democrática”, de outro lado, “revela-se seletiva, classificatória e estigmatizante, contribuindo para a reprodução da ordem estabelecida e para a legitimação das desigualdades entre os agentes escolares, o que constitui o processo de exclusão por dentro do sistema escolar” (Bezerra, 2017, p.475).

Quando o assunto é a interação professor aluno apreende-se com Oliveira e Alves (2005), que por parte dos professores, há a satisfação pela profissão, mas queixas da má remuneração e desvalorização no magistério se fazem presentes, os autores frisam ainda que “percebe-se a necessidade de instrumentalizar estes docentes para atuarem como mediadores no processo de ensino-aprendizagem, buscando coerência nas concepções dos professores e dos alunos, evitando desinteresses, processos de fracasso e evasão escolar” (Oliveira & Alves, 2005, p.227). Isto também perpassa pelo material didático (livro didático). Para Ribeiro (2013), os livros didáticos participam da socialização de crianças e de adultos e adotam uma concepção de socialização. Nesse sentido, constituí exemplo, a inclusão da temática da história e cultura afro-brasileira e indígena, abrangendo a luta dos negros e dos indígenas no Brasil (leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08), suas culturas e suas contribuições na formação da sociedade nacional (áreas social, econômica e política). (Brasil, 203-2008).

Os subtemas analisados, também apresentam as contribuições de aportes teóricos de diversas correntes relacionadas ao desenvolvimento humano e aprendizagem. Vários teóricos explicitados, tais como Piaget, Vygotsky se debruçaram no estudo das relações entre o desenvolvimento humano e aprendizagem. Neste sentido, os autores, nas dissertações trabalharam com diversas teorias no desenvolvimento em seus respectivos trabalhos, a Psicologia, em particular a Psicologia Educacional, a Pedagogia Social, a teoria das Representações Sociais, e teorias administrativas (na transição da escola para o mundo do trabalho), entre outras. No que se refere à Pedagogia Social apreendemos que suas reflexões e resgates históricos são oportunos. A Pedagogia Social é assumida a partir do princípio de Educação como direito, na sua totalidade, cujas necessidades e demandas se expressam no ambiente escolar e não escolar” (Machado, 2009, p. 379). Merece destaque a contribuição de pesquisadores, com o firme propósito de ajudar a afirmar os campos de atuação, de formação e de pesquisa da Pedagogia Social no Brasil (Souza Neto; Silva; Moura, 2009).

Vale mencionar que a teoria das Representações Sociais foi também utilizada em dissertações analisadas. De acordo com a concepção de Moscovici (2012), em quaisquer tipos de interações, sejam elas entre dois indivíduos ou entre dois grupos, está implicada a construção de representações. Apreende-se que é nesse contexto que aparece a necessidade do desenvolvimento de intervenções educacionais com propostas inovadoras que respeitem as características singulares dessa população e que promovam uma nova cultura de aprendizagem (Fernandes, et al.,2015).

Alguns subtemas também contribuíram para um aprofundamento da discussão sobre a categoria juventude e o mercado de trabalho em conexão com a escola. Ou seja, a escola é um espaço que acolhe, e onde o jovem pode aprender, deve ser um território em que o jovem possa exercitar suas vivências e convivências. É nesse espaço de convivência e aprendizagem, em que se dão encontros e relações, que o jovem questiona valores e começa a construir seu projeto de vida.

Nota-se também pelas análises das dissertações que os autores utilizaram teorias administrativas (liderança, carreira), e em conexão com as teorias de gênero, para discutirem seus respectivos objetos de estudo. De acordo com Guimarães (2004, p.145), estudos de gênero e estudos do trabalho “são dois campos temáticos que, na história das ciências sociais no Brasil, uniram-se em uma permanente fertilização recíproca, para brincar com os termos da metáfora sem pôr em questão a sua pertinência”. Para Oliveira (2015), apesar do histórico de desigualdades de gênero no mercado de trabalho, as mulheres vêm lutando na busca de conseguir superar as barreiras impostas. “Embora a maioria dos cargos de liderança ainda seja ocupada por homens, existe uma tendência crescente não apenas de aumento da participação mais também de maior valorização da liderança feminina” (Oliveira, 2015, p. 8). Porém “são muitas as dificuldades encontradas pela mulher em sua jornada profissional, em especial conciliar carreira e família, revela-se ainda é um grande desafio, em especial para aquelas que exercem cargos de liderança em organizações” (Oliveira, 2015, p.71). Para Luna (2017, s/p) “A desigualdade entre os gêneros dentro das empresas é mais gritante no momento que você junta duas variáveis: ser mulher e ser negra”.

O emprego de palavras-chave tem por atribuição delimitar a temática abordada na pesquisa, além de orientar as buscas em levantamentos bibliográficos (Cintra da Silva et al.,2014, p.287). As palavras-chave citadas nas dissertações possibilitaram a identificação das temáticas centrais das pesquisas desenvolvidas no Programa de Psicologia. Inicialmente, contabilizamos um total de 113 palavras-chave, sendo que as mais citadas foram “representação social” (11,5%), “aprendizagem” (10,6%), “professor”, (8,8%), “subjetividade” (6,2%), “escola”, “adolescentes”, e “família”, com 4,4%. Outro fator relevante é que 70% das palavras-chave foram citadas apenas uma vez, o que pode indicar a existência de uma variedade temática entre as pesquisas desenvolvidas no Programa de Psicologia.

Para aprofundar a análise a respeito das palavras-chave e facilitar a leitura e a compreensão do quadro 2 referente às palavras-chave, elas foram agrupadas segundo categorias por semelhança temática. Assim, foram criadas as seguintes categorias: universo escolar (32,8%), universo organizacional (11,6%), universo institucional (9,7%), adjetivos (6,2%), pressupostos teórico-metodológicos (14,2%), gênero (0,8%), idade (4,4%), universo terapêutico (7,3%), universo social (5,1%), e outros (devido a sua especificidade) com 7,9%. Vale dizer que o universo mais citado foi o espaço escolar, condizente com a proposta da linha de pesquisa e do Programa de Psicologia investigado.

Embora as palavras-chave apontem para uma coerência com a proposta do eixo “Processos educacionais no contexto social e político”, não localizamos descritores no que tange as desigualdades sociais e educacionais, em particular as desigualdades étnico-raciais. Observa-se também que apenas dois (2) descritores fazem referência a Psicologia (Psicologia educacional, Psicologia histórico-cultural) que é a proposta do Programa. Isto pode indicar de certo modo, um descompasso entre o escopo do eixo e as produções dos mestrandos.

Embora as palavras-chave apontem para uma coerência com a proposta do eixo “Processos educacionais no contexto social e político”, não localizamos descritores no que tange as desigualdades sociais e educacionais, em particular as desigualdades étnico-raciais. Observa-se também que apenas dois (2) descritores fazem referência a Psicologia (Psicologia educacional, Psicologia histórico-cultural) que é a proposta do Programa. Isto pode indicar de certo modo, um descompasso entre o escopo do eixo e as produções dos mestrandos. Tabela 4

Tabela 4: Palavras-chave citadas nas dissertações (2008-2016) 

Fonte: Banco de dados da pesquisa

Considerações Finais

Através do levantamento realizado da produção discente pudemos constatar que a maioria trata de temáticas explicitamente no campo da aprendizagem ligado à Psicologia educacional. Embora haja trabalhos relacionados ao campo do trabalho (inserção de jovens no mercado de trabalho, liderança, postos de trabalho), entre outros, e ao espaço institucional (Fundação Casa, abrigos) etc. Na sociedade contemporânea no país, é muito tênue a separação entre escola e trabalho, pois ambos mantêm uma reciprocidade. Em particular, quando o foco é a juventude, de um lado, compartilha-se das reflexões de Vygotsky, quando o autor busca compreender o jovem a partir de alguns aspectos fundamentais, sua inserção em um modelo global de sociedade e suas ideologias, ou seja, na sua cultura que também faz parte de sua constituição psicossocial.

De outro lado, ao analisar e verificar os limites e potencialidades do sistema de Garantia de Direitos (SGD) que se fundamenta na doutrina de proteção integral preconizada pelo ECA, o qual define a política de proteção e de atendimento à criança e ao adolescente no território brasileiro compartilha-se das reflexões de Souza Neto (2016), que assinala que apesar dos avanços e das propostas pedagógicas da política de direitos humanos, “a situação da criança e do adolescente afrodescendentes revela a fragilidade operacional do sistema no atendimento a esse público, conforme dados estatísticos oficiais” (Souza Neto, 2016, p. 123).

Os jovens, apesar de estarem inseridos em uma sociedade que vive uma crise no mercado de trabalho com desemprego e falta de capacitação, valorizam o trabalho, seja para realização pessoal, fonte de renda, meio de ganhar independência ou como contribuição social. No que tange à inserção no mercado de trabalho, creditam como dificuldades a falta de experiência e capacitação inadequada frente às novas dinâmicas do trabalho.

Entendemos que a escola precisa abrir um espaço para o jovem discutir seu projeto de vida, e não se fala em projeto de vida sem discutir o trabalho, onde podem ser abordados, sobre o tema, as inquietações dos jovens, seus temores e expectativas, possibilitando que ele perceba o trabalho como realização pessoal e meio de participação, cooperação e sobrevivência. Originando-se assim uma escola que compartilhe seu papel transformador do entorno social do jovem na sociedade contemporânea.

A Psicologia do desenvolvimento e da aprendizagem se fizeram presentes nas dissertações investigadas, podemos citar como exemplo, os clássicos da área, como Jean Piaget, e Lev Vygotsky, Paulo Freire. Esses autores contribuíram para a construção do conhecimento, discutindo como se dá essa construção. Os autores abordam o papel do professor, do aluno, das famílias, e do estado nesse processo. São também apontadas reflexões sobre o ensino tradicional, o ensino construtivista, e pensamento crítico, e reflexões focalizando alguns contrapontos entre aprendizagem crítica, construtivista, além de explorar o significado de uma construção crítica do conhecimento. A metodologia de pesquisa se articula com os referenciais teóricos adotados, encaminhado na totalidade por uma orientação qualitativa.

A busca pelas palavras-chave, que delimita o assunto da dissertação e também orienta a procura em levantamentos bibliográficos, levou à organização de categorias em que os descritores se encaixam, e aqui se encontra a maior parte das pesquisas voltada ao universo escolar, seguida pela ênfase nos pressupostos teórico-metodológicos e do universo organizacional, porém com foco na aprendizagem nos diferentes níveis de ensino, da educação infantil ao ensino superior.

Houve uma prevalência da teoria histórico-cultural e da teoria das representações sócias na fundamentação teórica dos trabalhos. Este campo teórico possibilitou uma compreensão acerca dos aspectos culturais, sociais e subjetivos e das representações sociais que compõem a complexidade do fenômeno educacional investigado, bem como observamos coerência de autores citados nas dissertações no que tange aos apostes teóricos e a proposta do Programa de Psicologia Educacional. A Psicopedagogia em alguns trabalhos percorreu o campo educacional, considerando o trabalho do psicopedagogo nesse âmbito e os conhecimentos necessários para a formação e a atuação desse profissional.

Contudo é necessário assinalar que estamos longe de ter resolvido as tensões, na prática cotidiana da pesquisa e da formação do pesquisador, posto que, são variados os modelos de interpretação das relações de dominação e variadíssimas e conflituosos são os componentes da agenda política. Daí a insistência em políticas de reconhecimento de diversos segmentos sociais com suas especificidades: as mulheres, os negros, os indígenas, os idosos, os imigrantes, as crianças, etc.

Por fim, apreende-se que a Psicologia como uma ciência produtora de conhecimento e categoria profissional se encontra em um momento ímpar para repensar sua prática numa sociedade desigual e excludente. Configura-se, assim, um compromisso ético e político: refletir sobre a produção e sustentação de desigualdades educacionais.

Referências:

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Nota: Participação dos autores: a) Planejamento e concepção do trabalho; b) Coleta de dados; c) Análise e interpretação de dados; d) Redação do manuscrito; e) Revisão crítica do manuscrito. M.A.B.S. contribuiu em a,b,c,d; C.A. em b,c,d,e; A.C.P. em a,b,c,d,e; V.L.S. em b,c,d,e.

Nota: Como citar este artigo: Silva, M.A.B., Acevedo, C., Picanço, A.C., Salgado, V.L., (2019). Pesquisas contemporâneas em Psicologia Educacional.Ciencias Psicológicas,13(1), 82-94. Doi:  https://doi.org/10.22235/cp.v13i1.1811

Recebido: 12 de Dezembro de 2017; Revisado: 01 de Novembro de 2018; Aceito: 22 de Fevereiro de 2019

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