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Agrociencia Uruguay
On-line version ISSN 2730-5066
Abstract
PEREIRA, E. S. et al. Atividade biológica e composição química de frutas nativas: uma revisão. Agrocienc. Urug. [online]. 2021, vol.25, n.nspe2, e815. Epub Feb 01, 2021. ISSN 2730-5066. https://doi.org/10.31285/agro.25.815.
As árvores frutíferas nativas brasileiras têm grande potencial para uso na indústria alimentícia e farmacêutica. Dentre estes, a família Myrtaceae se destaca pela diversidade de frutas nativas conhecidas, como o araçazeiro (Psidium cattleianum), a pitangueira (Eugenia uniflora), o guabijuzeiro (Myrcianthes pungens), a guabirobeira (Campomanesia xanthocarpa) e a uvalheira (Eugenia pyriformis). Essas frutas contêm substâncias de importância nutricional e potencialmente funcional, incluindo fibras alimentares, vitaminas (principalmente A e C) e minerais (potássio, ferro, manganês, magnésio, cálcio, fósforo, etc.), além de compostos antioxidantes, como fenólicos e carotenoides. O consumo de frutas ricas em compostos bioativos e de alta atividade antioxidante tem potencial para prevenir doenças crônicas não transmissíveis, como câncer, diabetes mellitus, dislipidemias, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias crônicas. Por exemplo, os extratos de pitanga e araçá apresentaram efeitos anti-hiperglicêmicos, antidislipidêmicos e antioxidantes em modelos animais com resistência à insulina, e ainda, araçá também apresentou atividades anticarcinogênica, antimicrobiana, antiinflamatória e antienvelhecimento. Uvaia tem um efeito promissor como agente antimicrobiano. Com base no exposto, esta revisão tem como objetivo reunir informações das principais frutas nativas da família Myrtaceae, destacando sua composição e atividades biológicas para direcionar novas pesquisas.
Keywords : araçá; pitanga; guabiju; guabiroba; uvaia; diabetes mellitus; saúde.