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Revista Uruguaya de Medicina Interna
On-line version ISSN 2393-6797
Abstract
GARCIA ROJAS, Zulay Andrea and ORMAECHEA GORRICHO, Gabriela. Risco de fibrose hepática pelo escore FIB-4 em pacientes diabéticos com insuficiência cardíaca. Subanálise do estudo EMPUMIC. Rev. Urug. Med. Int. [online]. 2025, vol.10, e303. Epub July 01, 2025. ISSN 2393-6797. https://doi.org/10.26445/10.01.6.
Introdução:
A esteatose hepática metabólica (MASLD: doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica) é uma entidade que inclui fígado gorduroso, esteatohepatite, fibrose, cirrose e carcinoma hepático. Sua prevalência vem aumentando associada ao aumento do diabetes mellitus 2 (DMT2) e da obesidade, sendo um problema de saúde pública mundial. A prevalência de MASLD é de 55,5%, esteatohepatite 37,3% e fibrose hepática 17%. Também é considerada uma comorbidade de insuficiência cardíaca (IC) com comportamento bidirecional devido ao envolvimento sistêmico de ambas as patologias. Existem métodos não invasivos que podem identificar o risco de fibrose hepática, como o escore FIB-4. Estudos demonstraram o benefício da empagliflozina no MASLD. Este trabalho tem como objetivo determinar a prevalência do risco de apresentar fibrose hepática através do escore FIB-4 e avaliar as alterações na categoria de risco um ano após o recebimento do referido medicamento.
Metodologia:
A presente subanálise do trabalho EMPUMIC “uso de empagliflozina em pacientes diabéticos com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr)”. Estudo retrospectivo, descritivo, observacional da população incluída no estudo EMPUMIC, os dados foram coletados em Excel, foi calculado o escore FIB-4, que possui quatro variáveis como idade, transaminases (AST/ALT) e plaquetas.
Resultados:
Foram incluídos 31 pacientes (17 homens) com idade mediana de 61 anos. Foi observada diminuição significativa nos níveis de transaminases com o tratamento com empagliflozina (p:0,015). Antes de iniciar o tratamento com empagliflozina, 74,19% dos pacientes apresentavam risco de fibrose hepática com base no escore FIB-4 e após um ano de tratamento com este medicamento houve redução significativa do risco (p:0,049).
Conclusões:
Foi observado alto risco de desenvolver fibrose hepática em pacientes com IC e DMT2. O tratamento durante um ano com empagliflozina demonstrou alteração da categoria de risco para o escore FIB-4 e diminuição dos níveis de transaminases. É importante investigar esta comorbidade altamente prevalente para realizar uma intervenção oportuna.
Keywords : insuficiência cardíaca; fibrose hepática; empagliflozina.












