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Revista Uruguaya de Medicina Interna

versão On-line ISSN 2393-6797

Resumo

CASTILLO, Hernán et al. Percepção do risco do consumo de tabaco, maconha e cigarro eletrônico em jovens uruguaios entre 15 e 21 anos. Rev. Urug. Med. Int. [online]. 2024, vol.9, e309.  Epub 01-Dez-2024. ISSN 2393-6797.  https://doi.org/10.26445/09.01.19.

Introdução.

O tabagismo é um problema de saúde pública mundial. Atualmente é considerado a principal causa de morte evitável do mundo. O uso simultâneo de tabaco e maconha está associado a um maior risco de persistência e recaída de ambos consumos. Nos últimos anos, o uso de sistemas eletrônicos de liberação de nicotina em jovens tem aumentado no mundo todo, devido à novidade do seu uso, ao grande número de sabores e à noção de que são menos nocivos. O objetivo foi conhecer a prevalência do consumo de tabaco, maconha e cigarro eletrônico na população uruguaia de entre 15 e 21 anos, a associação do consumo entre eles e a percepção do risco de seu uso.

Metodologia:

Foi realizado um estudo analítico transversal no período de fevereiro-abril de 2021. Uma pesquisa anônima, voluntária e autoadministrada foi divulgada por meio de redes sociais e centros educacionais públicos e privados em todo o país. Para o processamento dos dados foi utilizado o software de dados SPSS 25, considerando um nível de significância de 0,05.

Resultados e Discussão:

1.517 respostas foram processadas. Constatou-se que 54% fumaram cigarro alguma vez e 19,7% usaram-o regularmente no último mês. 48% usaram maconha em algum momento e 19,4% o fizeram no último mês. As prevalências encontradas para tabaco e maconha são superiores às relatadas na literatura nacional. Com relação ao cigarro eletrônico, não há dados disponíveis em nosso meio para essa faixa etária, sendo que o presente estudo relata que 32% o utilizaram em algum momento. Dos que fumam cigarros, 84% e 58% já usaram maconha e cigarros eletrônicos, respectivamente. Dos que usaram cigarro eletrônico alguma vez, 50% nunca fumaram ou apenas experimentaram com cigarros tradicionais; esse fato pode corresponder ao fato do cigarro eletrônico atuar como porta de entrada para o tabagismo nos jovens. Encontrou-se associação significativa entre consumir uma das três substâncias e ter pai, mãe ou responsável que a consome ou consumiu, dados condizentes com o histórico no Uruguai. Em relação à percepção de risco, 98% concordaram que o tabaco é prejudicial à saúde, 66% concordaram com a maconha e 81% com o cigarro eletrônico. Ao analisar as patologias específicas, observam-se diferenças marcantes de acordo com a substância considerada, sendo que 73%.

Conclusões:

Observou-se alta prevalência de consumo dessas substâncias em jovens e apreciável associação entre elas. Curiosamente, foi encontrada uma prevalência semelhante de uso de cigarro e maconha no último mês. Isso é especialmente relevante tendo em vista que foi observada uma diferença significativa entre a percepção do risco de consumo dessas substâncias, sendo a maconha consideravelmente menor. Em relação aos cigarros eletrónicos, há uma subestimação dos malefícios que provocam entre os jovens inquiridos. Em razão do exposto, a elaboração de políticas públicas especificamente direcionadas a esse problema seria da hierarquia.

Palavras-chave : tabagismo; maconha; cigarro eletrônico; percepção de risco de consumo; jovens.

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