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Revista Uruguaya de Medicina Interna

versão On-line ISSN 2393-6797

Resumo

SIERRA, Nicolás; ROMERO, Selva  e  ORMAECHEA, Gabriela. Prevalencia y caracterización de la anemia en cirugía electiva en un Hospital Universitario. Rev. Urug. Med. Int. [online]. 2024, vol.9, e304.  Epub 01-Dez-2024. ISSN 2393-6797.  https://doi.org/10.26445/09.01.7.

Introdução

: A anemia é um distúrbio altamente prevalente. A anemia pré-operatória está associada a maior mortalidade, mais complicações, tempo prolongado de internação e maiores custos de saúde. A transfusão de glóbulos vermelhos (TGV) não melhora esses resultados. A Organização Mundial da Saúde recomenda a implementação de medidas de Gerenciamento de Sangue do Paciente (GSP), pois permitem melhorar esses resultados clínicos, reduzir TGV desnecessárias e economizar custos. Apesar da evidência contundente, a implementação dessas medidas ainda está aquém de ser efetivada. O objetivo deste trabalho é realizar uma análise da situação para conscientizar sobre o problema e incentivar a implementação dessas medidas.

Metodologia:

Foi realizado um estudo observacional, longitudinal, retrospectivo de coorte histórica, unicêntrico. Foram incluídos todos os pacientes submetidos a cirurgias de coordenação de 01/01/2022 a 01/04/2022 no Hospital de Clínicas. Critérios de exclusão: ausência de hemograma nos três meses anteriores à cirurgia e recusa em participar do estudo.

Resultados:

Foram analisadas um total de 329 cirurgias. 52 a cada 100 procedimentos foram realizados em pacientes com anemia. Foi encontrada uma associação estatisticamente significativa entre a anemia pré-operatória e a recepção de TGR durante a internação. OR 11,746 (4,518 - 30,540). A anemia e as TGR prolongaram significativamente a internação hospitalar. Dias de internação em função da condição do paciente: Sem anemia: 10,1 ± 1,1 dias, com anemia: 27,2 ± 2,3 dias. Valor p < 0,001. Não transfundidos: 14,5 ± 1,3 dias, transfundidos: 41,8 ± 4,4 dias. Valor p < 0,001. Apenas 49 (28,6%) dos 171 pacientes com anemia tinham metabolismo do ferro antes da cirurgia. Dos 140 pacientes com Hb < 12 mg/dL submetidos a cirurgias com sangramento não insignificante, 4 receberam tratamento específico para otimizar a Hb. Foram administradas um total de 185 unidades de glóbulos vermelhos (UGV) durante a internação. 49 em pacientes instáveis (intraoperatório ou hemorragia aguda) e 136 em pacientes estáveis. Da análise desses últimos, 42,5% dos pacientes receberam 3 ou mais UGV. A hemoglobina pré-transfusional média foi de 7,0 ± 0,1. Foi encontrada uma associação estatisticamente significativa entre receber UGV e falecer durante a internação. OR 17,182 (3,360 - 87,872).

Conclusões:

Foi realizado uma análise da situação na qual foi observada uma elevada prevalência de anemia pré-operatória, um estudo e tratamento escasso da anemia antes das cirurgias e uma quantidade excessiva de UGV recebidas por alguns pacientes. Este trabalho estabelece a necessidade de implementar programas de Gerenciamento de Sangue do Paciente para reduzir a prevalência de anemia pré-operatória e melhorar nossas práticas transfusionais. Além disso, estabelece um quadro comparativo para avaliar o progresso dessas medidas e aponta possíveis indicadores para avaliar os benefícios de sua implementação.

Palavras-chave : anemia; cuidados pré-operatórios; transfusão de glóbulos vermelhos.

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