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Anales de la Facultad de Medicina
versión On-line ISSN 2301-1254
Resumen
NAVAS CASTILLO, Jessenia Sabrina et al. Infecções sexualmente em pessoas com diagnóstico recente de HIV. Anfamed [online]. 2026, vol.13, n.2, e201. Epub 01-Dic-2026. ISSN 2301-1254. https://doi.org/10.25184/anfamed2025v13n2a3.
Introdução:
As infecções sexualmente transmissíveis (IST) são frequentes em pessoas com diagnóstico recente de HIV e mantêm uma relação bidirecional com essa infecção. Durante a avaliação clínica inicial, também podem ser identificadas doenças endógenas do trato genital e síndromes clínicas genitais, que podem influenciar a inflamação genital, a apresentação clínica e a abordagem integral da pessoa vivendo com HIV.
Objetivo:
Descrever a frequência e as características das IST em pacientes com diagnóstico recente de HIV, bem como as doenças endógenas do trato genital e as síndromes clínicas genitais associadas, identificadas concomitantemente.
Materiais e Métodos:
Estudo descritivo, retrospectivo e transversal. Foram analisados 2.190 registros de adultos com diagnóstico recente de HIV, detectados entre 2019 e 2023, atendidos na Unidade de Atenção Integral ao HIV e Infecções Crônicas do Hospital Roosevelt. Os dados foram analisados no Python 3.11. Aplicou-se estatística descritiva com medianas, intervalos interquartílicos, frequências e percentuais. A associação entre orientação sexual e presença de IST foi avaliada por meio de regressão logística binária, estimando razões de chances (OR) com intervalos de confiança de 95% (IC 95%).
Resultados:
Houve predominância do sexo masculino (79,2%); dentro desse grupo, 46,0% eram homens homossexuais e 24,9% homens bissexuais. A mediana de idade foi de 33 anos, CD4+ basal de 235 células/µL e carga viral de 103.000 cópias/mL. Em mulheres, a papilomatose genital (5,3%) e a sífilis (2,4%) foram as IST mais frequentes; a vaginose foi identificada em 18,9%. Em homens, a sífilis predominou entre homossexuais (19,3%) e bissexuais (19,5%) em comparação aos heterossexuais (3,4%), com OR ≈ 6,8. De forma individual, as síndromes clínicas genitais não ultrapassaram 2% nos homens avaliados.
Conclusão:
A frequência de IST em pacientes com diagnóstico recente de HIV evidencia a necessidade de fortalecer estratégias de detecção precoce e direcionada, bem como a promoção do uso consistente do preservativo. Além disso, a identificação concomitante de doenças endógenas do trato genital e síndromes clínicas associadas ressalta a importância de uma abordagem clínica integral, especialmente em contextos de imunossupressão.
Palabras clave : HIV; IST; coinfecção; sífilis; papilomatose.












