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Veterinaria (Montevideo)
versão impressa ISSN 0376-4362versão On-line ISSN 1688-4809
Resumo
ROMAN, Javier; PIAGGIO, José e DAMIAN, Juan Pablo. Distribuição geográfica de pessoas mordidas por cães nos departamentos do Uruguai, segundo estação do ano e densidade populacional. Veterinaria (Montev.) [online]. 2025, vol.61, n.224, e206. Epub 01-Dez-2025. ISSN 0376-4362. https://doi.org/https://doi.org/10.29155/vet.61.224.8.
O vínculo entre humanos e animais de companhia, especialmente cães, aumentou nos últimos anos, a ponto de eles serem frequentemente considerados parte da família. Esse vínculo tem aspectos positivos e negativos para ambas as espécies. Entre os aspectos negativos para os humanos, as mordidas de cães representam um grave problema de saúde pública no Uruguai e no mundo, afetando principalmente meninos menores de 14 anos. O objetivo deste estudo foi determinar a taxa de mordidas de cães por departamento no Uruguai, de acordo com a época do ano, bem como determinar se a densidade populacional por departamento está associada à taxa de mordidas. A fonte de informação foram as notificações recebidas pelo Ministério da Saúde Pública entre janeiro de 2010 e dezembro de 2020. Nesse período, foram recebidas 31 634 notificações de mordidas de cães, das quais 54,30 % corresponderam à região metropolitana, com taxas de 86,46 e 80,95 por 100 000 habitantes para Montevidéu e Canelones, respectivamente. Há uma ampla variação nas taxas de mordidas por departamento, com Flórida apresentando a menor taxa, 22,10 (IC 95 %: 8,20-36,00) e Flores, a maior, 229,00 (IC 95%: 133,70-149,30). Em relação à estação do ano, houve um efeito sazonal significativo em 14 departamentos, com maior incidência de mordidas na primavera e no verão. Não encontramos correlação entre a densidade populacional e as taxas de mordidas. Este estudo é o primeiro a descrever a taxa de mordidas de cães por departamento, sua distribuição por estação e correlação com a densidade populacional. Estudos adicionais devem ser conduzidos em cada departamento e avaliações locais devem ser realizadas.
Palavras-chave : Saúde única; Epidemiologia; Bem-estar; Saúde pública.












