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Archivos de Pediatría del Uruguay

Print version ISSN 0004-0584On-line version ISSN 1688-1249

Abstract

SOBRERO, Helena et al. Manejo neonatal da dengue: abordagem clínica e preventiva. Arch. Pediatr. Urug. [online]. 2025, vol.96, n.2, e806.  Epub Dec 01, 2025. ISSN 0004-0584.  https://doi.org/10.31134/ap.96.35.

A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Esta infecção tem mostrado um aumento global de casos, afetando especialmente a região das Américas. No Uruguai, o surto mais recente (2024) registrou 702 casos autóctones e 410 importados, o que salienta a necessidade de fortalecer as estratégias de vigilância e manejo.

A dengue pode complicar a gravidez com riscos de parto prematuro e baixo peso ao nascer, embora uma associação estatisticamente significativa não tenha sido confirmada. O risco de transmissão vertical oscila entre 1.6-10.5%, aumentando se a infecção ocorrer próximo ao parto.

Os recém-nascidos podem adquirir a infecção de forma vertical (transplacentária) ou horizontal (picada de mosquito). Pode-se observar uma ampla variabilidade do quadro clínico, que vai desde pacientes assintomáticos, sintomas leves ou casos graves com potencial mortalidade, requerendo um diagnóstico diferencial com sepse. Os testes recomendados incluem PCR em sangue de cordão, detecção de antígeno NS1 e IgM, adaptados ao momento clínico.

A amamentação é segura e recomendada em todos os casos, mesmo com mães infectadas, dado o seu papel protetor.

Estas recomendações buscam otimizar a identificação e o manejo de neonatos em risco, assegurando uma abordagem integral e preventiva frente à dengue.

Keywords : Dengue; Recém-Nascido.

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