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Archivos de Pediatría del Uruguay

versión impresa ISSN 0004-0584versión On-line ISSN 1688-1249

Resumen

PEREZ, Florencia et al. Características clínicas, terapêuticas e evolutivas da doença associada a anti-MOG em pacientes pediátricos. Arch. Pediatr. Urug. [online]. 2025, vol.96, n.2, e205.  Epub 01-Dic-2025. ISSN 0004-0584.  https://doi.org/10.31134/ap.96.17.

Introdução:

as doenças inflamatórias desmielinizantes constituem um amplo espectro de doenças com comprometimento do sistema nervoso central. Dentro delas, encontra-se a doença associada a anticorpos contra a glicoproteína da mielina dos oligodendrócitos (MOGAD). Esta inclui síndromes com comprometimento de substância branca e cinzenta. A MOGAD é diagnosticada mediante anticorpos anti-MOG; o tratamento de eleição é a imunoterapia, apresentando um bom prognóstico na maioria dos casos, embora algumas formas recidivantes requeiram tratamento de manutenção.

Objetivos:

descrever as características clínicas, os tratamentos realizados e a evolução de um grupo de crianças com diagnóstico de MOGAD atendidas no Serviço de Neuropediatria do Centro Hospitalar Pereira Rossell entre janeiro de 2022 e junho de 2024.

Metodologia:

estudo observacional, descritivo, retrospectivo, baseado em prontuários clínicos de 14 pacientes com MOGAD.

Resultados:

foram incluídos 14 pacientes (6 meninas e 8 meninos) de 2 a 14 anos, com uma média de 8,7 anos no momento do diagnóstico. Os fenótipos clínicos foram: encefalomielite disseminada aguda (n=1), mielite transversa extensiva (n=4), espectro de neuromielite óptica (n=4), encefalite (n=4) e síndrome neurológica monofocal (n=1). Todos os pacientes receberam metilprednisolona endovenosa, sendo este o único tratamento em 10 casos. Dois pacientes adicionalmente necessitaram de plasmaférese, um imunoglobulina intravenosa (IGIV), e outro plasmaférese, IGIV e rituximabe. Quatro pacientes apresentaram recaídas, três com neurite óptica. Dois foram tratados com azatioprina e dois com rituximabe. Um paciente permanece com imunossupressão devido à gravidade inicial.

Conclusões:

a MOGAD é uma doença desmielinizante com variados fenótipos clínicos. Requer um alto índice de suspeita, existindo um biomarcador específico e sensível. Habitualmente a resposta ao tratamento é positiva, com poucas recaídas e baixa taxa de sequelas neurológicas.

Palabras clave : Doença Associada a Anticorpos contra a Glicoproteína de Oligodendrócitos da Mielina; Criança.

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