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Archivos de Pediatría del Uruguay
Print version ISSN 0004-0584On-line version ISSN 1688-1249
Abstract
AMAYA, Gabriela; SANTORO, Anabella; GARCIA, Carol and ALONSO, Bernardo. Vacinação contra a COVID na gravidez: qual foi o impacto na infecção materna, nos resultados obstétrico-neonatais e nos primeiros 6 meses de vida do lactente?. Arch. Pediatr. Urug. [online]. 2025, vol.96, n.nspe1, e502. Epub Sep 01, 2025. ISSN 0004-0584. https://doi.org/10.31134/ap.96.s1.1.
Introdução:
a infecção por SARS CoV 2 na gravidez está associada à doença grave e a um maior risco de resultados obstétrico-neonatais adversos. As vacinas contra o SARS CoV 2 têm sido eficazes na prevenção da COVID-19 grave na gravidez. A vacinação oferece proteção às gestantes e pode proporcionar um benefício adicional de proteção aos lactentes, que não são elegíveis para a vacinação.
Objetivos:
1. estimar a taxa de vacinação COVID e a incidência de infecção por SARS CoV 2 em gestantes de um prestador de saúde privado do interior do país. 2. descrever os resultados obstétrico-neonatais e a incidência de infecção por SARS CoV 2 e hospitalização nos primeiros 6 meses de vida. 3. identificar diferenças entre as gestantes vacinadas (2 ou mais doses) e não ou mal vacinadas (0 - 1 dose).
Metodologia:
estudo observacional, descritivo da coorte de gestantes que finalizaram a gravidez entre 1/1/2022 e 31/12/2022, usuárias de um prestador de saúde privado do interior do país. Inclusão: todas as gestantes que concluíram a gravidez com um recém-nascido vivo (RNV) no período de estudo. Fonte de dados: Sistema Informático Perinatal (SIP), Sistema Informático de Vacinas (SIV), prontuário eletrônico. Variáveis da gravidez: idade materna, consultas, vacinação COVID, infecção por SARS CoV 2; variáveis do recém-nascido: idade gestacional, peso ao nascer (PN); lactentes menores de 6 meses: infecção por SARS CoV 2; hospitalização. Análise: estatística descritiva - frequência absoluta e percentual, média, mediana e desvio padrão. Taxas de incidência. Associação estatística p<0,05.
Resultados:
entre 1/1/22 e 31/12/22, 298 gestantes concluíram a gravidez, com 301 RNV (3 gestações gemelares). Idade materna: média de 29 anos (DP 6 anos), gravidez bem controlada em 98%. Vacinação COVID em 278 gestantes (92%) - 1 dose 4%, 2 doses 32%, 3 doses58%, 4 doses 6%. Infecção por SARS CoV 2 confirmada em 57 gestantes (11 nos 14 dias anteriores ao parto) - Taxa de incidência: 19/100 gestações. Resultados obstétricos: cesariana 55%; prematuridade 9% (12% em RN de mães COVID+ na gravidez, p 0,28); PN <2500 g: 4% (6% em mães COVID+, p 0,24). Infecção por SARS CoV 2 em menores de 6 meses: 4/301. Nenhum no período neonatal. Taxa de incidência de 1,3/100 menores de 6 meses. Foram registradas 72 internações hospitalares em 50 lactentes menores de 6 meses. Taxa de hospitalização de 24%. Causa respiratória: 66%; nenhuma internação por SARS CoV 2. Foi encontrada associação positiva (protetora) entre vacinação COVID e infecção materna (p 0,026); e entre vacinação COVID e hospitalização em menores de 6 meses; sem significância estatística (p>0,05).
Conclusões:
a taxa de vacinação COVID na gravidez é alta em nosso estudo. Não houve diferenças nos resultados obstétrico-neonatais entre vacinadas e não vacinadas. A infecção por SARS CoV 2 em menores de 6 meses foi muito baixa, e não foi detectada transmissão vertical. A vacinação COVID na gravidez parece ter um impacto positivo na infecção materna e na hospitalização de menores de 6 meses.
Keywords : COVID-19; Vacinas para o COVID-19; Gravidez; Recém-nascido.












