SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.40 issue1Application of the PROMIS®-dyspnea questionnaire in the monitoring of patients with lymphoma undergoing chemotherapy and a physical exercise plan. Preliminary results from the AEROHEMONCO trialThe best of Uruguayan Congress of Cardiology author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

Related links

Share


Revista Uruguaya de Cardiología

Print version ISSN 0797-0048On-line version ISSN 1688-0420

Abstract

MENONI GIORDANO, Carolina et al. Impacto prognóstico da oclusão coronariana crônica em artéria não culpada no contexto de síndrome coronariana aguda com supradesnivelamento do segmento ST. Rev.Urug.Cardiol. [online]. 2025, vol.40, n.1, e203.  Epub Dec 01, 2025. ISSN 0797-0048.  https://doi.org/10.29277/cardio.40.1.13.

Introdução:

a presença de oclusões coronárias crônicas (OCCs) é frequentemente observada nos casos referenciados para angiografia coronária. As OCCs estão associadas à doença multiarterial. Vários estudos demonstraram que a presença de OCCs é um preditor de mortalidade precoce e tardia, é mesmo um fator de mal prognóstico nos casos de infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCST).

Objetivo:

determinar as diferenças na mortalidade por todas as causas aos 30 dias e aos 3 anos em indivíduos com IAMCST que apresentaram ou não pelo menos uma OCC em artéria não relacionada ao infarto agudo (não-RIA).

Métodos:

estudo observacional, analítico, retrospetivo, caso-controlo, unicêntrico. Incluímos casos de síndrome coronário agudo com supradesnivelamento do segmento ST (SCACST) tratados com angioplastia primária no nosso centro entre 2013 e 2018. O grupo OCC incluiu casos com OCC não-RIA, definida como a presença de fluxo TIMI 0 no segmento coronário ocluído, com um tempo de oclusão estimado superior a 3 meses. O grupo controlo foi selecionado por emparelhamento 2:1 do total de SCACST com a idade e o sexo como critérios de emparelhamento. As variáveis contínuas são apresentadas como média ± DP, e as variáveis discretas são apresentadas como variáveis absolutas e percentagens. Foi definido o erro alfa < 0,05. Curvas de sobrevivência de Kaplan-Meier e testes de log-rank foram utilizados para estabelecer diferenças na sobrevivência. Foram calculados os odds ratios (OR) e os intervalos de confiança de 95%. Foi realizado um modelo de regressão logística multivariada para eliminar as variáveis de confusão (OR ajustado).

Resultados:

de um total de 1.520 IAMCST, foram incluídos 135 casos e 270 controlos. O tempo mediano entre a SCA e o registo (follow-up) foi de 5,4 anos (IQ 3,4-6,9 anos). Durante este período, foram observadas 56 mortes no grupo OCC (41,5%; IC 33,2-49,8%) e 59 mortes no grupo de controlo (21,9%; IC 14,9-28,9%), p < 0,001. O OR para mortalidade ao final do período foi de 2,535 (IC 1,620-3,967), e o OR ajustado para mortalidade ao final do período foi de 1,407 (IC 1,231-1,719). A taxa de mortalidade aos 30 dias foi de 22,2% (IC 15,2-29,2%) e 11,2% (IC 7,4-15,0%) para os grupos OCC e controlo, respetivamente; p = 0,003. OR em 1 mês foi 2.286 (IC 1.311-3.984). A taxa de mortalidade aos 3 anos para o grupo OCC foi de 32,6% (IC 24,7-40,5%), foi inferior para o grupo controlo, 15,9% (IC 11,5-20,3%), p < 0,001; OR em 3 anos: 2.553 (IC 95% 1,571-4,148).

Conclusões:

a presença de uma OCC não-RIA duplica a taxa de mortalidade aos 30 dias e 3 anos após o evento índice, em comparação com o grupo sem estas lesões. A apresentação de OCC é um preditor independente de maior mortalidade na análise multivariada.

Keywords : OCT: OCLUSÕES TOTAIS CRÔNICAS; INFARTO DO MIOCÁRDIO COM SUPRADESNIVELAMENTO DO SEGMENTO ST; ARTÉRIA NÃO RESPONSÁVEL PELO INFARTO; IMPACTO PROGNÓSTICO.

        · abstract in English | Spanish     · text in Spanish     · Spanish ( pdf )