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Revista Médica del Uruguay
versión impresa ISSN 0303-3295versión On-line ISSN 1688-0390
Resumen
MOREIRA, Eduardo. Desafios na fixação e retenção de médicos no interior do Uruguai: uma revisão narrativa. Rev. Méd. Urug. [online]. 2026, vol.42, n.3, e401. Epub 12-Jun-2026. ISSN 0303-3295. https://doi.org/10.29193/rmu.42.3.4.
Introdução:
O Uruguai apresenta uma das maiores densidades médicas da América Latina; contudo, os profissionais médicos permanecem desproporcionalmente concentrados em Montevidéu, com déficits persistentes nas regiões não capitais. Esse desequilíbrio territorial compromete o acesso, a oportunidade diagnóstica e a continuidade do cuidado, particularmente no setor público.
Objetivo:
Sintetizar criticamente a evidência internacional e nacional sobre estratégias de atração, fixação e retenção de médicos em contextos não capitais, e avaliar sua aplicabilidade ao sistema de saúde uruguaio.
Métodos:
Foi realizada uma revisão narrativa com abordagem estruturada. A busca foi efetuada nas bases PubMed, Scopus, Web of Science, SciELO e LILACS (1990–2026), complementada por literatura cinzenta, documentos técnicos nacionais e internacionais e reportagens da imprensa local. Foram incluídos estudos que avaliaram intervenções destinadas a melhorar a distribuição geográfica do corpo médico. A evidência foi organizada em cinco categorias: estratégias educativas, regulatórias, financeiras, comunitárias/organizacionais e abordagens multidimensionais.
Resultados:
As estratégias educacionais, incluindo a seleção de estudantes de origem rural e a formação médica descentralizada, demonstraram o impacto mais consistente e sustentado na fixação de médicos em regiões não capitais. As medidas regulatórias melhoraram a cobertura no curto prazo, mas apresentaram efetividade limitada na retenção quando não vinculadas a trajetórias formativas e profissionais claras. Os incentivos financeiros aumentaram a atração inicial, embora sua efetividade tenha diminuído na ausência de estabilidade contratual e de ambientes comunitários favoráveis. Os fatores familiares e sociais emergiram como determinantes-chave da permanência. As abordagens multidimensionais apresentaram a maior efetividade global, especialmente em países de renda média.
Conclusões:
O fortalecimento da fixação e retenção de médicos nas regiões não capitais do Uruguai requer abordagens políticas integradas, intersetoriais e sustentadas. A expansão da formação descentralizada, o fortalecimento da telemedicina, a melhoria das condições de trabalho e a incorporação dos determinantes comunitários são pilares centrais para alcançar uma distribuição mais equitativa da força de trabalho médica. Intervenções isoladas dificilmente terão êxito sem um marco político integrado.
Palabras clave : Distribuição de médicos; Fixação profissional; Retenção da força de trabalho em saúde; Desigualdades geográficas em saúde; Regiões não capitais; Política de recursos humanos em saúde.












