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Revista Médica del Uruguay
versión impresa ISSN 0303-3295versión On-line ISSN 1688-0390
Resumen
KSIAZENICKI, Mariana et al. Seguimento respiratório de pacientes com pneumonia por COVID-19 após a alta hospitalar. Experiência em centro uruguaio. Rev. Méd. Urug. [online]. 2026, vol.42, n.2, e201. Epub 27-Abr-2026. ISSN 0303-3295. https://doi.org/10.29193/rmu.42.2.6.
Introdução:
A pneumonite viral é a principal causa de internamento em pacientes com COVID-19. Deve ser realizado um seguimento pós-alta oportuno para diagnosticar e tratar as principais complicações respiratórias.
Objetivo:
Descrever o seguimento clínico, radiológico e funcional após a alta hospitalar por pneumonite por COVID-19.
Material e métodos:
Estudo observacional, analítico, retrospectivo. Foram incluídos pacientes hospitalizados, de janeiro a julho de 2021, com diagnóstico na alta de pneumonite por COVID-19. Foi realizado seguimento telefónico e presencial, com avaliação clínica, imagiológica e espirométrica naqueles com dispneia e/ou imagem patológica às 8 semanas após a alta.
Resultados:
n=590 pacientes, 355 homens. Idade: 52±14 (média±DP) anos. Comorbilidades: hipertensão arterial (34%), obesidade (18%), doenças respiratórias crónicas (17%), diabetes (16%), tabagismo (12%). Internamento em unidade de cuidados intensivos n=73 (12%); oxigenoterapia de alto fluxo n=52 (9%), ventilação mecânica não invasiva n=19 (3%) e ventilação mecânica invasiva n=14 (2%). Onze por cento apresentaram doença grave. A obesidade/excesso de peso associou-se significativamente à doença grave (OR 2,33; IC95% 1,32–4,10; p=0,004). A doença grave associou-se a maior probabilidade de alta com oxigénio domiciliário (OR 2,05; IC95% 1,19–3,53; p=0,008). Vinte e três por cento necessitaram de oxigenoterapia na alta. Corticoterapia superior a 10 dias: n=119 (20%). Às 4–8 semanas, 62% apresentavam sintomas persistentes, sendo a dispneia o mais frequente (24%). Às 4–12 semanas, 31% apresentaram alterações radiológicas persistentes. Dezoito por cento (n=33) das espirometrias realizadas foram patológicas, predominando o padrão restritivo (28/33).
Conclusões:
Uma proporção significativa de pacientes hospitalizados por pneumonia por COVID-19 apresentou sequelas respiratórias clínicas, radiológicas e funcionais no seguimento pós-alta. A gravidade inicial e a obesidade/excesso de peso associaram-se a pior evolução. Estes resultados apoiam a implementação de programas estruturados de seguimento respiratório nesta população.
Palabras clave : SARS-CoV-2; Hospitalização; Seguimento; COVID-19; Complicações.












