SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.33 número3SIRS como predictor de severidad en la pancreatitis agudaPrueba de ventilación espontánea en pacientes ventilados: evaluación del cumplimiento de pautas protocolizadas contra análisis del equipo asistencial índice de autoresíndice de materiabúsqueda de artículos
Home Pagelista alfabética de revistas  

Servicios Personalizados

Revista

Articulo

Links relacionados

Compartir


Revista Médica del Uruguay

versión impresa ISSN 0303-3295versión On-line ISSN 1688-0390

Resumen

LOPEZ PENZA, Patricia Alejandra  y  RUSO MARTINEZ, Luis. Cáncer de páncreas: epidemiología de su mal pronóstico. Rev. Méd. Urug. [online]. 2017, vol.33, n.3, pp.38-57. ISSN 0303-3295.  http://dx.doi.org/10.29193/rmu.33.3.3.

Introdução:

o câncer de pâncreas se caracteriza por sua agressividade biológica, mal prognóstico oncológico e diagnóstico tardio. A maioria tem baja taxa de ressecabilidade (10% a 20%), devido a presença de fatores específicos que o impedem no momento do diagnóstico.

Objetivo:

descrição epidemiológica das características do câncer de pâncreas irresecable, os tratamentos paliativos realizados, a sobrevida global e em relação aos procedimentos realizados.

Material e método:

estudo descritivo, multivariável, retrospectivo dos cânceres de pâncreas irresecables, atendidos no período janeiro de 2010 a dezembro de 2015, na Clínica Quirúrgica “3” do Hospital Maciel em Montevidéu, Uruguai.

Resultados:

os 30 pacientes com câncer de pâncreas irressecáveis apresentavam uma distribuição igual por sexo, idade media: 61 anos, cefálicos em 67% dos casos. 53% dos pacientes haviam emagrecido no momento da primeira consulta; 52% apresentavam compromisso ganglionar locorregional e 50% metástases hepáticas e/ou ascite. 52% dos pacientes foram submetidos a algum tipo de derivação biliar; cirúrgica em 53% (63% coledocoduodenostomias) e nos demais percutânea ou endoscópica. 31% dos pacientes não recebeu tratamento cirúrgico nem endoscópico devido ao estado avançado da doença. A sobrevida media do tratamento paliativo cirúrgico ou endoscópico foi de 3,7 meses.

Conclusões:

no momento do diagnóstico do câncer de pâncreas a metade dos pacientes apresentavam metástases e repercussão nutricional severa, com indicadores locorregionais de irressecabilidade ou incurabilidade. Um terço dos casos não recebeu tratamento oncológico devido ao estado avançado da doença. A sobrevida global foi curta. Isto nos permite sugerir que são imprescindíveis medidas sanitárias para seu diagnóstico precoce e aumento da taxa de ressecabilidade.

Palabras clave : Neoplasias pancreáticas; Desvio biliopancreático; Stents; Cuidados paliativos; Prognóstico.

        · resumen en Español | Inglés     · texto en Español     · Español ( pdf )