Scielo RSS <![CDATA[Agrociencia Uruguay]]> http://www.scielo.edu.uy/rss.php?pid=2730-506620260001&lang=es vol. 30 num. lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.edu.uy/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.edu.uy <![CDATA[Análisis de potencialidades para la transición agroecológica en predios hortícolas del sur de Uruguay]]> http://www.scielo.edu.uy/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2730-50662026000101301&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract: The implementation of industrial agriculture has generated record levels of poverty, hunger, migration, and environmental degradation, intensified by climate change, and energy and financial crises. Thus, Uruguay has presented a sustained decrease in the number and area of horticultural systems, mainly family farming systems. In this context, the ongoing yet steady growth of agroecological farms is striking. Based on the principle of society-nature co-evolution, they promote environmental, technical, socio-economic, and political sustainability. Understanding the elements that contribute to the growth of these farms is essential for promoting their development. This study aims to generate knowledge that contributes to transitioning towards agroecological systems by identifying and analyzing aspects that enhance the development of horticultural-based farm systems in the Regional Sur-Sur of the Agroecology Network of Uruguay. As an approach, triangulation was carried out between quantitative and qualitative methods through semi-structured interviews, field trips, workshops, and the development of indicators. The results show that, within the family farms studied, the adoption of the agroecological paradigm is perceived as a way of life that promotes a holistic view of human and environmental well-being, based on principles of complementarity, correspondence, and reciprocity. The identified potentialities include: increased agro-biodiversity, use of native varieties, conservationist soil management, short marketing channels, solidarity among peers, recognition of local knowledge, and health promotion. These elements result in greater autonomy, stability, resilience, and adaptability based on the principles of complementarity, correspondence, and reciprocity, which promote life and work in rural areas from the agroecological perspective.<hr/>Resumen: La implementación de la agricultura industrial ha generado niveles récord de pobreza, hambre, migración y degradación ambiental, intensificada por el cambio climático y la crisis energética y financiera. Uruguay ha presentado una disminución sostenida en número y superficie de sistemas hortícolas, principalmente familiares. En este contexto, es llamativo el crecimiento incipiente pero constante de predios agroecológicos que, basados en el principio de coevolución sociedad-naturaleza, promueven la sostenibilidad ambiental, técnica, socioeconómica y política. Entender los elementos que contribuyen al crecimiento de estos predios es esencial para promover su desarrollo. El objetivo de este trabajo es aportar a procesos de transición hacia sistemas agroecológicos a través de identificar y analizar aspectos de sistemas prediales de base hortícola pertenecientes a la Regional Sur-Sur de la Red de Agroecología del Uruguay que pueden potenciar estas transiciones. Como metodología se realiza una triangulación entre estrategias cuantitativas y cualitativas, utilizando entrevistas semiestructuradas, recorridas de campo, talleres y elaboración de indicadores. Los resultados muestran que, en los predios familiares estudiados, la adopción del paradigma agroecológico se percibe como una opción de vida que promueve una visión integral del bienestar humano y de la naturaleza, fundamentada en principios de complementariedad, correspondencia y reciprocidad. Las potencialidades identificadas incluyen: incremento de la agrobiodiversidad, uso de variedades criollas, manejo conservacionista del suelo, canales cortos de comercialización, solidaridad, reconocimiento del saber local y promoción de la salud. Estos elementos conducen a una mayor autonomía, estabilidad, resiliencia y adaptabilidad, promoviendo la vida y el trabajo en el campo desde una perspectiva agroecológica.<hr/>Resumo: A implementação da agricultura industrial gerou níveis recordes de pobreza, fome, migração e degradação ambiental, intensificados pelas alterações climáticas e pela crise energética e financeira. Assim, o Uruguai tem apresentado uma diminuição sustentada no número e na área dos sistemas hortícolas, principalmente os familiares. Neste contexto, chama a atenção o crescimento incipiente, mas constante, das fazendas agroecológicas, que, baseadas no princípio da coevolução sociedade-natureza, promovem a sustentabilidade ambiental, técnica, socioeconômica e política. Compreender os elementos que contribuem para o crescimento destas propriedades é essencial para promover o seu desenvolvimento. O objetivo deste trabalho é aportar a os processos de transição para sistemas agroecológicos, através da identificação e análise de aspectos que potencializem o desenvolvimento de sistemas de propriedades de base hortícola pertencentes à Regional Sul Sul da Rede de Agroecologia do Uruguai. Como metodologia de abordagem realiza-se uma triangulação entre estratégias quantitativas e qualitativas, por meio de entrevistas semiestruturadas, saídas de campo, oficinas e desenvolvimento de indicadores. Os resultados mostram que, nas propriedades familiares estudadas, a escolha pelo paradigma agroecológico se apresenta como uma opção de vida que promove uma visão integral do bem-estar humano e da natureza, fundamentada em princípios de complementaridade, correspondência e reciprocidade. As potencialidades identificadas incluem: aumento da agrobiodiversidade, o uso de variedades crioulas, manejo conservacionista do solo, canais curtos de comercialização, solidariedade entre pares, reconhecimento do saber local e promoção da saúde. Estes elementos resultam numa maior autonomia, estabilidade, resiliência e adaptabilidade, assentes nos princípios da complementaridade, correspondência e reciprocidade, que promovem a vida e o trabalho no campo, na perspectiva agroecológica.