Scielo RSS <![CDATA[Revista Uruguaya de Antropología y Etnografía]]> http://www.scielo.edu.uy/rss.php?pid=2393-688620260001&lang=es vol. 11 num. 1 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.edu.uy/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.edu.uy <![CDATA[Dos artistas marginales uruguayos, desde un enfoque antropológico]]> http://www.scielo.edu.uy/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2393-68862026000101101&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumen Este artículo analiza las trayectorias vitales y artísticas de Javiel Raúl Cabrera, Cabrerita, y Gustavo Pena Casanova, el Príncipe, dos artistas uruguayos que desarrollaron sus obras desde posiciones marginales. Aplicando el marco teórico de Alfred Gell, quien sostiene que los objetos artísticos participan en redes de agencia, examino -a través de una investigación documental- las formas de expresión de ambos artistas, sus condiciones de precariedad y los materiales utilizados, destacando cómo estos no limitaron la potencia de sus obras, sino que se integraron como elementos constitutivos de estas. El análisis aborda los debates éticos sobre arte, salud mental y marginalización, que emergen de la falta de reconocimiento y atención durante sus vidas, además de examinar sus posicionamientos políticos implícitos durante la dictadura uruguaya y su relación con la Generación del 45. Las obras de ambos artistas, marcadas por la ingenuidad y la resistencia a las convenciones, transformaron el imaginario cultural uruguayo, consolidándolos como íconos póstumos.<hr/>Abstract This article analyzes the life trajectories and artistic works of Javiel Raúl Cabrera, Cabrerita, and Gustavo Pena Casanova, el Príncipe, two Uruguayan artists who developed their works from marginal positions. Applying Alfred Gell's theoretical framework, which argues that artistic objects participate in networks of agency, I examine through documentary research the forms of expression of both artists, their precarious conditions, and the materials they used, highlighting how these did not limit the power of their works but rather became integral constitutive elements of them. The article also explores ethical debates about art, mental health, and marginalization that emerge from the lack of recognition and attention during their lifetimes, as well as their implicit political positions during the Uruguayan dictatorship and their relationship with the Generation of ’45. The works of both artists, marked by naïveté and resistance to conventions, transformed the Uruguayan cultural imaginary, consolidating them as posthumous icons.<hr/>Resumo Este artigo analisa as trajetórias vitais e artísticas de Javiel Raúl Cabrera, Cabrerita, e Gustavo Pena Casanova, el Príncipe, dois artistas uruguaios que desenvolveram suas obras a partir de posições marginais. Aplicando o marco teórico de Alfred Gell, que sustenta que os objetos artísticos participam em redes de agência, examino através de uma investigação documental as formas de expressão de ambos os artistas, suas condições de precariedade e os materiais utilizados, destacando como estes não limitaram a potência de suas obras, mas se integraram como elementos constitutivos das mesmas. Exploram-se também os debates éticos sobre arte, saúde mental e marginalização que emergem da falta de reconhecimento e atenção durante suas vidas, assim como seus posicionamentos políticos implícitos durante a ditadura uruguaia e sua relação com a Geração de 45. As obras de ambos os artistas, marcadas pela ingenuidade e resistência às convenções, transformaram o imaginário cultural uruguaio, consolidando-os como ícones póstumos. <![CDATA[Traducir mundos, no simplificar verdades. La comunicación científica como traducción relacional]]> http://www.scielo.edu.uy/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2393-68862026000101102&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumen Este artículo replantea la comunicación científica en un contexto de hostilidad epistémica y disputa pública por la autoridad del conocimiento experto. Frente al modelo del déficit, que atribuye la resistencia a una falta de comprensión y propone la alfabetización como solución, se sostiene que el núcleo del problema es relacional, ya que implica confianza, reconocimiento y distribución desigual de credibilidad. Se trata de un artículo teórico, sin análisis empírico sistemático de casos nacionales ni evaluación de dispositivos concretos. A partir de aportes de los estudios sociales de la ciencia y la tecnología y de la antropología, especialmente la noción de saberes situados, se propone entender la comunicación científica como traducción relacional, es decir, como una reconfiguración situada de relaciones, posiciones y criterios de validez, más que como transmisión unidireccional de contenidos. Sobre esta base, el artículo formula una contribución propositiva mediante principios heurísticos para orientar prácticas de comunicación científicamente rigurosas y a la vez responsables, capaces de sostener la complejidad sin paternalismo, atender a la fricción interpretativa y diseñar dispositivos de encuentro que reconozcan la agencia de los públicos.<hr/>Abstract This article rethinks science communication in a context of epistemic hostility and public disputes over the authority of expert knowledge. Against the deficit model, which explains resistance as a lack of understanding and proposes scientific literacy as the remedy, it argues that the core issue is relational, involving trust, recognition, and unequal distributions of credibility. This is a theoretical article and does not provide a systematic empirical analysis of national cases or an evaluation of specific communication devices. Drawing on Science and Technology Studies and anthropology, particularly the notion of situated knowledges, the article proposes understanding science communication as relational translation, that is, a situated reconfiguration of relationships, positions, and criteria of validity rather than a unidirectional transmission of content. On this basis, it offers a practical contribution in the form of heuristic principles to guide communication practices that are scientifically rigorous and ethically responsible, able to sustain complexity without paternalism, attend to interpretive friction, and design relational devices of encounter that recognize the agency of publics.<hr/>Resumo Este artigo repensa a comunicação científica em um contexto de hostilidade epistêmica e de disputas públicas em torno da autoridade do conhecimento especializado. Em contraste com o modelo do déficit, que explica a resistência como falta de compreensão e propõe a alfabetização científica como solução, sustenta-se que o núcleo do problema é relacional, envolvendo confiança, reconhecimento e distribuições desiguais de credibilidade. Trata-se de um artigo teórico, sem análise empírica sistemática de casos nacionais nem avaliação de dispositivos específicos de comunicação. A partir de aportes dos Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia e da antropologia, especialmente a noção de saberes situados, propõe-se compreender a comunicação científica como tradução relacional, isto é, como uma reconfiguração situada de relações, posições e critérios de validade, e não como transmissão unidirecional de conteúdos. Com base nisso, o artigo oferece uma contribuição propositiva na forma de princípios heurísticos para orientar práticas de comunicação cientificamente rigorosas e eticamente responsáveis, capazes de sustentar a complexidade sem paternalismo, atentar às fricções interpretativas e desenhar dispositivos relacionais de encontro que reconheçam a agência dos públicos. <![CDATA[Experiencias etnográficas en Bella Unión: una conversación]]> http://www.scielo.edu.uy/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2393-68862026000101204&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumen Quienes participamos de esta conversación compartimos el hecho de haber realizado trabajo de campo en Bella Unión. Todos llegamos a esta ciudad situada en el extremo norte del Uruguay, en la triple frontera que el país comparte con Argentina y Brasil, con diferentes apuestas, trayectorias y nos conocemos desde entonces. A lo largo de cuatro jornadas nos reunimos de modo virtual para reflexionar sobre nuestras experiencias etnográficas. Para ello definimos algunos temas sobre los que nos interesaba sostener el intercambio que grabamos y luego editamos. Lo que sigue es el resultado de estos encuentros y una invitación a sostener debates intelectuales menos reglados por los géneros académicos y más abiertos al diálogo fluido sobre los procesos de construcción de conocimiento socioantropológico.<hr/>Abstract Those of us who participated in this conversation share the experience of having conducted fieldwork in Bella Unión. We all arrived in this city, located in the far north of Uruguay, on the tri-border area it shares with Argentina and Brazil, with different goals and backgrounds, and we have known each other ever since. Over four days, we met virtually to reflect on our ethnographic experiences. We defined some themes that interested us in the exchange, which we recorded and later edited. What follows is the result of these meetings and an invitation to foster intellectual debates less constrained by academic genres and more open to fluid dialogue on the processes of socio-anthropological knowledge construction.<hr/>Resumo Nós, que participamos desta conversa, compartilhamos a experiência de ter realizado trabalho de campo em Bella Unión. Chegamos a essa cidade, localizada no extremo norte do Uruguai, na tríplice fronteira com a Argentina e o Brasil, mobilizados por diferentes objetivos e experiências, e nos conhecemos desde então. Ao longo de quatro dias, no final de 2025, fizemos reuniões virtuais para refletir sobre nossas experiências etnográficas. Partimos de alguns assuntos norteadores, gravamos as conversas e as editamos posteriormente. O que segue é o resultado desses encontros e um convite para fomentar debates intelectuais menos limitados por gêneros acadêmicos e mais abertos ao diálogo fluido sobre os processos que vão pautando a construção do conhecimento socioantropológico.